Como você reage diante da iminência de morte?
May 1, 2009 by admin
Filed under Universalismo na prática
Em uma semana o mundo mudou. Antes desconhecida, a gripe suína (ou agora rebatizada de gripe H1N1) tornou-se discussão acalorada em qualquer lugar deste Planeta. Não sabemos se esta histeria vai passar ou até aumentar, mas de uma coisa temos certeza: por um instante o chão da humanidade foi retirado. Muitos estão em pânico e evitam falar a qualquer custo na provável conseqüência que qualquer pandemia pode acarretar: mortes em larga escala.
Afinal, quem está preparado para morrer neste exato instante? Quem está preparado para a morte de um ente querido ou paixão amorosa neste exato instante? Não quem está preso na visão humana de vida e morte. Mas para nós que já temos em nossa consciência um conjunto de verdades espiritualistas e universalistas a iminência de morte não deveria criar o mesmo pânico que gera naquele que se acha ’ser humano’, ou seja, aquele que está preso nas verdades materialistas e individualistas que falam que morte é algo errado, ruim, injusto, mau e negativo.
Devemos aproveitar este momento único no Planeta para revermos o que está causando o medo ou pânico da iminência de morte. Que vida há para ser perdida? Afinal, se já temos compreensões que dizem que tudo o que ocorre nesta realidade é apenas uma mera desculpa (teatrinho) para que possamos nos elevar espiritualmente, porque então deveríamos nos apegar na idéia que ‘perder a vida’ é algo ruim, mau, injusto, errado e negativo? Eu penso que deveríamos olhar por outro ângulo. Deveríamos aproveitar este ‘medo da perda’ para constatarmos que ainda estamos presos nas coisas desta realidade. Que ainda estamos presos no prazer que recebemos quando temos nossas posses, desejos e paixões satisfeitos.
Portanto, vamos aproveitar esta época de ‘pânico generalizado’ para entendermos de onde está vindo este pânico e como podemos sair deste estado mental/ espiritual. Abaixo eu coloco um texto do Joaquim que fala sobre os holocaustos. O texto se encaixa perfeito neste momento.
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Participante: Qual o sentido dos holocaustos?
Primeiro, precisamos entender o que é um holocausto: situação onde chega à termo a vida de centenas ou milhares de pessoas. Isso é um holocausto: quando muitas – uma quantidade imensa de pessoas – tem o termo da vida em uma determinada situação, os humanos chamam esta situação de holocaustos. Este é o primeiro detalhe que devemos levar em conta. Mas há um segundo que precisamos compreender… O que é a vida? Encarnação de um espírito para realizar provas. Estas provas são comandadas por Deus e têm a finalidade, vencendo-as, de levar o espírito a aproximar-se do Pai. Isso é o que vulgarmente vocês chamam de vida…
Este é um detalhe importante que nos leva à compreensão da segunda premissa necessária para compreender o tema holocausto: o que é morte? A partir do que afirmamos que é vida, poderíamos dizer que a morte é o fim da encarnação, o fim da provação, da etapa de provas de um espírito. Isso é holocausto, vida e morte. Para que possamos falar de holocausto estas três verdades precisam estar presentes, senão ficaremos presos a uma visão materialista que nada resolve a nossa dúvida.
A partir delas, lhe dou a primeira resposta à sua pergunta: a razão de ser (sentido) do holocausto é servir como elemento da provação do espírito. Veja bem: se ele faz parte daquilo que vocês chamam de vida deve, portanto fazer parte da provação de determinados espíritos.
Agora, o que se busca com o holocausto? Se o sentido da vida é a realização de provações por parte do espírito para poder aproximar-se de Deus e se o holocausto é um dos acontecimentos possíveis numa existência carnal, o seu sentido é aproximar o espírito do Pai…
Esta é a razão da existência de um holocausto. Mas, vivê-lo apenas de nada adianta, pois não é apenas passando por estas situações que o espírito aproxima-se de Deus. Para que isso aconteça, é preciso que o ser universal humanizado supere as posses materiais durante os acontecimentos… Tudo que acontece numa existência carnal é uma provação onde sempre estará em jogo numa provação a respeito de uma posse.
Estas posses são de três formas:
• a posse moral – a posse da verdade, o saber, o conhecer, o achar que está certo…
• a posse sentimental, que acontece quando o espírito acredita que ama ou não algum elemento do Universo, seja material ou inteligente…
• e a posse de objetos materiais, de elementos materiais do mundo carnal ou espiritual…
Todas estas três possessões são questionadas em um holocausto, tanto para os que morrem como para aqueles que ficam e sabem dele ou tem pessoas conhecidas envolvidas. Esta posse é moral, porque os humanos acham que sabem que aquilo é errado; é sentimental, porque afirmam que não gostam que isso aconteça e é material, porque possuem a presença física do outro…
Portanto, muitos são os elementos que podem estar sendo objeto de provas durante um holocausto. É difícil dizer o que especificamente está em prova para cada um que participa ativa ou passivamente do ato como para aqueles que tem notícias do ocorrido. Mas, uma das provas eu tenho certeza absoluta que está presente para todos os envolvidos: o possuir a vida material. O querer estar vivo ou querer que o outro esteja vivo…
Querer a vida para si ou para os outros: esta é uma prova muito grande para o ser humanizado… Porque por mais que um ser humanizado se diga espiritualista (acredite na existência de algo mais do que a carne), ninguém tem cem por cento de certeza da vida depois da morte. É por isso que os seres humanizados se apegam á vida material: não querem morrer…
O holocausto é uma prova para isso: para ver se você ama mais a Deus acima do próprio desejo de viver – e, por isso, permanece feliz mesmo com a morte – e se ama o próximo, não o criticando, julgando ou acusando de bárbaro ou assassino. Então, de uma forma bem reduzida, porque poderíamos falar a respeito deste tema horas, é isso que está em jogo no holocausto: uma prova para o espírito. Uma provação de todas as possessões, mas em especial da posse da vida material: do desejo de continuar, ou que outros continuem, vivos. O resto, os corpos mutilados, as pilhas de cadáveres, a destruição das coisas materiais, tudo isso é simplesmente ilusão, é simplesmente percepção, mais nada do que isso…
Participante: E o holocausto dos animais, segundo o Antigo Testamento.
A mesma coisa… Para os seres humanizados os mesmos critérios acima descritos. Agora, para o animal, não: é limpeza de espécie… Se os dinossauros não tivessem sido extintos, não poderiam ter começado a existir outras espécies. Portanto, o que aconteceu foi uma limpeza de espécie para novas formas de vida poderem surgir…
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Também aconselho a leitura da palestra ‘você está preparado para morrer?’. Pode ser lida no link abaixo…
http://www.universalismo.org/21/04/2009/joaquim-voce-esta-preparado-para-morrer/


