Joaquim fala sobre o motivo dos extraterrestres virem à Terra
Responsabilidade do espírito encarnado no Planeta Terra
Eu quero neste “boa noite” que damos todo dia voltar ao ponto que conversamos outro dia: a responsabilidade.
Paulo diz que o ser humano é como uma criança e já provamos que é. Neste momento em que tanto se fala de mudança do planeta, está na hora de crescermos um pouco. Está na hora de mostrar que não somos mais a criança inconseqüente espiritualmente falando que nós mesmos acreditamos que somos. Está na hora de reassumir a nossa responsabilidade como espíritos que somos frente a todo Universo.
Muito se fala em aparecimento de discos voadores, muito se fala em extraterrestres, mas o real sentido da vinda desse seres ao planeta ninguém compreendeu até hoje. Eles precisam vir porque os espíritos encarnados na Terra com a sua irresponsabilidade podem influenciar a vida deles. Eles, como seres maduros que são espiritualmente falando, terão que vir aqui dar um puxão na orelha.
Não estou falando de guerra, de dominação, mas de ascensão moral. Eles precisam vir para moralmente nos reduzir àquilo que somos: o planeta mais atrasado do Universo. Precisam vir para alertar aos espíritos encarnados na Terra da arrogância e soberba das crianças espirituais que habitam este planeta e que se consideram capazes de fazer aquilo que querem e imaginam…
Está na hora de esta noite, antes de dormir, pensar nisso. Pensar nesta responsabilidade que temos para com toda a obra de Deus que seus olhos não alcançam. Está na hora de entendermos que o Universo é muito mais do que aquilo que podemos ver, pegar, cheirar ou ouvir. Está na hora de amadurecermos como espíritos que somos.
Esta maturidade que estou falando não tem nada a ver com a perda sa felicidade, mas sim com assumir os compromissos espirituais que nos comprometemos antes de vir para a encarnação. O nascimento carnal é um fruto do compromisso que o espírito assume com Deus. Ele, para encarnar se compromete desta forma: Pai, eu vou me esforçar ao máximo para realizar minhas provações, para lhe provar que cresci, que não sou mais um bebê.
Este compromisso vem sendo desonrado a dezenas, centenas ou milhares de encarnações. É essa responsabilidade que precisamos começar a assumir.
Para isso, precisamos esquecer a responsabilidade material, ou melhor, não a usá-la como a verdadeira, mas pautar-se pela responsabilidade espiritual. Ao invés de brigar para vencer o outro, para pagar menos ou ganhar mais, devemos nos empenhar em brigar para provar a Deus que somos capazes de vencer a nossa prova.
Precisamos nos lembrar que nascemos para brigar conosco mesmo para poder amar ao próximo acima de todas as coisas e não para nos satisfazermos…
Esta é a hora. A mudança do planeta que todos estão falando é isso. Ela se consiste no espírito dizer que basta de ser criança, que basta de brincar de evolução espiritual e se concentrar realmente em evoluir…
Chegou a hora de cada um assumir o seu compromisso espiritual com Deus, com o próximo e com todo o Universo. E, principalmente, o compromisso com você mesmo, aquele que fez antes da encarnação e que agora joga pela latrina abaixo em troca do prazer e da satisfação…
Joaquim fala sobre ‘Deus’
1_
O tema de hoje é Deus. Dentro do estudo para a união com Deus, a união com o Universo nós já falamos da constância espiritual, na semana que passou falamos do absolutismo e do relativismo e hoje nós vamos falar sobre Deus.
E eu vou falar sobre Deus, respondendo a duas perguntas. Vamos conversar sobre o conhecimento necessário para formar uma consciência universalista a respeito do tema Deus, respondendo duas perguntas:
1ª)QUEM E DEUS? Essa é a primeira pergunta que eu vou responder para começarmos a compreender o tema Deus. Quem é Deus? Eu diria, em resposta a vocês, que Deus é a soma da letra D+E+U+S. Deus é o conjunto formado pelas letras D, E, U, S. Isso é Deus. Esse é Deus. Por que? Porque Deus é uma palavra.. Deus é apenas uma palavra. Nada mais que isso. E o que é uma palavra? É uma representação gráfica de uma idéia. Palavra é isso. Cada palavra representa graficamente uma idéia.
Então respondendo agora à pergunta quem é Deus? Eu poderia lhe dizer: Deus é uma idéia que você tem. O que eu estou querendo dizer com isso? Eu estou querendo dizer (ouçam bem o que eu vou falar hein!) que no Universo não há Deus. Deus é um conceito humano. Deus é uma idéia humana. No Universo não existe um Deus. Isso é muito simples de se falar. Afinal de contas, se o Universo é uno, único e estável, como pode haver um Deus e o resto? Não dá. Não dá para se compreender a idéia de um Deus num Universo que é todo uno, que é todo único.
Então quem é Deus? Deus é uma idéia que os seres humanos têm sobre um elemento do Universo. Só isso. Tudo o que você pensar a respeito de um elemento do Universo é o seu Deus.
2_
Deus é algo relativo. Por que? Porque cada um de vocês tem uma idéia de quem é Deus. E toda a idéia humana, como nós conversamos na semana que passou, é individual. Além do mais, a idéia que você tem sobre Deus foi aos poucos se mudando. Então nunca foi absoluta. Então Deus não é absoluto. Deus é relativo…Porque Deus só existe na mente humana como uma idéia.
Eu acho que eu compliquei tudo. Que eu dei um nó na cabeça de todo mundo. Mas é extremamente necessário para você poder unir-se a Deus, saber que Deus não existe. Saber que Deus não é algo absoluto, mas uma idéia relativa que vocês, vocês humanos têm, cada um dentro de sua individualidade…
PERGUNTA: Não existe?
Não! Nós vamos chegar lá. Mas por enquanto a primeira parada desse trem que vai tentar nos explicar o que é Deus, é saber que Deus não existe. Deus, a palavra, Deus, a idéia Deus que você tem… isso não existe.
PERGUNTA: Mas Deus para mim é tudo!
Veja, ainda é uma idéia. Porque você não sabe o que é tudo. O moço perguntou “Eu posso amar a todos?” E eu disse: Não! Você nem conhece todos para saber o que é o todo. Como é que você pode amar o todo se você não sabe o que é o todo? Como você pode dizer Deus é Tudo se você não sabe o que é tudo o que existe. Então mesmo esta afirmação ainda é uma idéia relativa. O seu Deus…
PERGUNTA: Tudo o que eu entendo é que existe energia de Deus, vem dele, é parte dele…
Volto a repetir é uma idéia que você tem. Se você perguntar ao católico, ele vai dizer que Deus é um velhinho de barba. O católico está errado e você certo? Não, aquele é o Deus do católico. Esse é o seu Deus. E não há problema nenhum em você ter idéias sobre Deus. O que você precisa entender é que você só tem idéias sobre Deus. E que a idéia que você tem sobre Deus, é relativa, é individual, é ilusão!
A sua idéia sobre Deus não é Deus. È o seu Deus. Pra se unir a Deus é preciso entender que o Deus que você tem é uma idéia sobre Deus e não quem é ele. Pra que? Pra você se libertar dessa idéia. Senão você fica preso ao relativo, achando que chegou ao absoluto. È por isso que eu estou fazendo essa introdução e deixando bem claro: Deus não existe! Por que? Porque a única forma que você tem prá saber Deus é através de raciocínio. E todo raciocínio que você tem é uma verdade relativa. Portanto Deus não existe. O seu Deus não existe!
3_
PERGUNTA: Uma forma, uma ilustração, ainda não possuímos a noção real das coisas, agora como poderemos ter de Deus?
Exatamente! Exatamente isso! Krishna diz “Tudo o que lhe vem à mente é ilusão”. Ai o que acontece? Você diz: “Está certo! Tudo é ilusão, mas Deus não é. Deus existe.” Não existe. Porque Deus é uma palavra e como palavra é uma representação gráfica de uma idéia. Se alguém fala em Deus prá você, a consciência que lhe vem é fundamentada naquela idéia que você tem de Deus. E aí você começa a viver o relativo como se absoluto fosse.
PERGUNTA: Se tudo o que a gente pensa é relativo, e esse relativo não faz parte do absoluto, qual a real importância então de sermos relativos?
A relatividade existe como provação. O espírito vive o relativo para provar a si mesmo que aprendeu que tudo é relativo e só Deus é real. Deixe eu complementar meu raciocínio para podermos tirar essa palavra Deus da história. Senão vai ficar Deus é irreal e Deus existe.
Olhe, a `Fia´ me fez uma pergunta: Se Deus não existe, o que que existe? Então eu vou lhe responder: Quem é Deus? Deus é o Absoluto. Deus é algo igual para todos e que nunca se mudou ao longo de todos os milênios que já houve, toda a eternidade. Deus é o ABSOLUTO! Esse é o real!
Mas nós precisamos parar de chamar esse real, esse absoluto, de Deus. Por que? Porque o termo Deus está cercado de milhares de conceitos. E quando eu me apego a palavra Deus, fatalmente um desses conceitos irá vir à consciência e ai se terá o relativo como absoluto.
Então quando eu digo que Deus não existe, eu estou propondo que nós façamos uma troca de palavras. Existe o absoluto ou alguma coisa que é absoluta. O que eu estou falando é que nós precisamos trabalhar com um elemento extremamente genérico, que não nos traga conceitos predefinidos, para que possamos então universalizar.
Universalizar-se é trabalhar no genérico e não no específico.. E trabalhar no genérico com relação a Deus é acabar com a idéia da palavra Deus. Quantas guerras já existiram, quantas tragédias já foram feitas, por culpa desse nome, do nome de Deus ou do nome do Absoluto.
Se eu tivesse fazendo uma palestra para árabes eu não poderia falar em Deus, teria que falar Alá. Se eu tivesse falando com Hindus, teriam que ser Brahman.
Não! Esqueçam as palavras. Palavras são simplesmente expressões gráficas de conceitos. E se você não quer se prender a conceitos, você não deve então se prender a nomes.
Existe sim! Existe algo que é ABSOLUTO. Mas por favor não chame este Absoluto de Deus.
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PERGUNTA: Quando me refiro a Deus, a minha idéia de Deus, junto com isso tenho um sentimento… esse sentimento é real?
Se você fala em sentimento, esse sentimento é do espírito. Então você não tem consciência. Se você fala em sentimentos que tem consciência… Ah! Eu quando falo o nome de Deus, meu coração, pula, vibra… você está sentindo a consciência, a razão do sentimento… Não, esse não é real. Então o espírito pode falar no nome de Deus, aliás, espirito não fala nome, né? Mas o ser humano não deve isso, aquele que quer realmente se elevar, deve buscar o genérico. E o genérico é saber quem é Deus? O Absoluto. Só isso. E evitar de trabalhar na razão, a palavra Deus. Por que? Porque Deus, a palavra Deus tem uma carga conceitual que vai interferir na visão da realidade.
PERGUNTA: Toda visão humana é relativa por isso não devemos acreditar no que vemos para nos aproximarmos do absoluto.
O problema é que vocês podem até não acreditar no que vêm com os olhos, mas acreditam no que vêm com a razão. Ou seja, nas idéias que a razão forma. Vocês não devem ver nem com os olhos, nem com a razão.
PERGUNTA: Deus seria a criação, o ato da criação?
Não! Também é o seu Deus. Não vamos definir Deus. Não vamos falar sobre quem é Deus! A não ser dizendo que DEUS É O ABSOLUTO. Mas o que é o ABSOLUTO? Nada que eu possa saber.
Enquanto você se prender a qualquer definição sobre Deus, esqueça! Esqueça, você ainda está vivendo o relativo como absoluto!
Então a primeira pergunta já está respondida. Quem é Deus? Deus é algo ABSOLUTO, é algo que é ABSOLUTO! O que é, quem é? Eu não sei. Não tenho nenhuma definição. Por que? Porque eu sou incapaz de definir o que é ser absoluto. A não ser que é algo eterno, que nunca `se´ mudou e que é igual para todos.
PERGUNTA: É aquele que é!
Aliás, é assim que Ele se define a Moisés. Eu Sou quem Sou!
Olha, deixa eu dizer uma coisa prá você. Na Biblia o tempo do verbo nessa frase, na Biblia em português, não está de acordo com o original. No original não está EU SOU QUEM SOU! Mas EU SEREI QUEM SEREI!
É isso que Ele diz a Moisés. Eu serei quem você disser que eu sou. Porque o absoluto é a única coisa que é real. Então o absoluto é tudo. Então ele é quem você disser que ele é. Então o seu conceito que é relativo, está no absoluto. Ele não é verdade, ele não é real… Mas ele está no absoluto, apesar de ser relativo. Foi o que nós conversamos a semana que passou. Então é isso:
Eu serei quem serei e eu sou quem sou!
PERGUNTA: Uma vez você disse que Deus é um espírito, seria o absoluto um espirito?
Eu disse isso semana que passou: Todo espírito é absoluto. Porque o espírito é igual, por toda a eternidade, jamais `se´ muda, por toda a eternidade…O espírito, não você hein! Você é um ego.
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PERGUNTA: Você disse que o Universo se compunha de três coisas: Deus, espírito e matéria. E agora você disse pro Armando que ele não é absoluto, mas se o absoluto é tudo, o `Armando ego´ é absoluto…
Desculpe, `Fia´. O `Armando ego´ não é absoluto. O `Armando ego´ tem inicio e fim. E o `Armando ego´ só é igual ao `Armando ego´ para o `Armando ego´. Todos os outros vêm o `Armando ego´ de uma forma diferente. Então o `Armando ego´ é relativo. Mas como eu falei na semana que passou. Todo relativo está no absoluto, está contido no absoluto. Não é absoluto, mas está contido na idéia do `Tudo está dentro do um´.
Aliás o Livro dos Espiritos fala que existem duas coisas, o espirito e a matéria. E acima de tudo Deus, o Absoluto. O espirito é absoluto, a matéria é absoluta.
PERGUNTA: Se Deus é absoluto e o espírito é absoluto então o espirito é Deus?
Eu pedi para parar com a palavra Deus, justamente para nós evitarmos esses problemas. O espírito é Deus? Não. Deus é o espírito? É. Agora pelo fato do espírito ser absoluto ele não é Deus. Por que? Porque ele está inconsciente de si mesmo. O espírito é absoluto, mas vive no relativo. E você é aquilo que você vive. Você é um espírito… Hoje esta vivendo como a “”". Então você é “”". Ficou claro isso? Olhe que nós vamos fundir a cuca…
Vamos continuar e eu vou respondendo às perguntas aos poucos.
Então eu falei que ia falar do tema Deus a partir de duas perguntas.
A primeira: Quem é Deus? Já chegamos à conclusão que Deus não existe no Universo. A idéia Deus que você tem não existe no Universo.
Agora o que é Deus? O que ele representa no Universo? Isso é muito mais importante do que saber se Deus é um espírito ou se Deus não é um espírito. Saber o que ele representa no Universo.
A partir dessa informação, `Deus é o Absoluto´, nós podemos responder o que é Deus, dizendo que DEUS É TUDO!
É daí que surge a idéia DEUS É TUDO! Se Deus é o Absoluto e se todo relativo está contido no absoluto, DEUS É TUDO! Essa é a idéia central do DEUS É TUDO. DEUS É TUDO porque ele é o ABSOLUTO. E o absoluto congrega tudo o que existe, inclusive os relativos, sem por isso torná-los absolutos. Ficou claro isto? Então aí está a primeira resposta à pergunta O QUE È DEUS? DEUS É TUDO!
E o que é o tudo que existe? São todas as relatividades, e todo o absolutismo que existe. Vamos um por um…
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O que é que existe de absoluto no Universo? Semana que passou nós definimos que é impossível vocês saberem o que é absoluto. Então Deus é todo o absoluto do Universo, mas vocês não sabem o que é absoluto para dizer que é Deus. Então nesse aspecto nada posso falar…
Agora, o que é todo o relativismo do Universo? O que que é relativo nesse Universo?
Deixe eu fazer uma pergunta: existe parede, existe casa, existe corpo, existe a personalidade humana, existe a movimentação que gera a ação? NÃO! Tudo isso é relativo é o que relativo é irreal… mas tudo o que é relativo está em Deus. Então tudo isso é Deus. Tudo isso é Deus…
A parede é Deus, não é parede, o seu corpo é Deus, não é o seu corpo…
Se você transportar o relativo para o absoluto, ou seja, vir as coisas relativas dentro do absolutismo, você vai chegar a conclusão que tudo é esse algo absoluto que nós chamamos de Deus.
Então ai está primeira coisa na resposta o que é Deus? Deus é tudo. E tudo não é o relativo que você pensa, mas é Deus. Então Deus não constrói paredes, ele é parede, Deus não constrói casa, ele é a casa, Deus não cria corpos, ele é o corpo, Deus não cria palavras, ele é o som da palavra.
Tem uma música que a `Fia´ já colocou aqui que diz assim: a letra “a” tem meu nome, porque a letra “a” é Deus, é o absoluto, sendo relativado.
Você distingue a letra “a” da letra “b” porque você relativa e nesse mundo de relatividade você distingue “a” de “b”, mas “a” e “b” não se distinguem, porque senão não poderiam existir no absoluto. “a” e “b” são o absoluto, são Deus.
Então o que é Deus, o que representa Deus para o universo? TUDO!
Uma vez a `Fia´ disse assim: `nós, os egos, somos como se fossemos células do corpo de Deus´? Sim, é isso! Cada relativo está no absoluto, apesar de ser visto de uma forma relativa e compõem o absoluto. Então tudo existe em Deus e tudo é Deus!
PERGUNTA: A consciência existe? Deus é a consciência universal?
Não, Deus não é a consciência. A consciência é Deus.
Se você disser que Deus é a consciência, você vai dizer que Deus não é a não consciência. E se a consciência é Deus, a não consciência também é Deus. Tudo é Deus. Deus não é nada! Porque ele é o Absoluto
Estou tentando colocar da forma mais clara possível. Mas muitas vezes se trocar uma palavra de lugar, dá uma confusão…
Não queiram dizer que alguma coisa é Deus, mas saibam que Deus é TUDO!
7_
PERGUNTA : Se o todo é o universo, o universo é o todo?
E o que é o universo? O universo é uma idéia que você tem. Nós precisamos, e isso eu deixei bem claro no início, quando eu disse que Deus é uma palavra, nós precisamos parar de tentar explicar palavras, com outras palavras, senão a gente fica igual cachorro correndo atrás do rabo e não acha nada.
O todo é o todo. O todo está no absoluto? Sim. E o universo? O universo é o universo. O universo está no absoluto? Sim. Para por aí…. Se você quiser definir alguma coisa com uma outra palavra, você está preso no relativo, porque toda palavra é simplesmente a representação gráfica de uma idéia. A palavra universo é a representação gráfica de uma idéia para você. A palavra todo é a representação gráfica de outra idéia. Se eu disser que são sinônimos, você vai juntar uma idéia a outra. Só isso…Mas ainda vai estar preso ao relativo.
PERGUNTA: Podemos partilhar dessa consciência como seres humanos?
Não. Você pode ter momentos aonde ela se apresenta. Agora partilhar, ter essa consciência 24 h por dia, não! O ego humanizado não está preparado para isso.
PERGUNTA: Acho que não precisa se preocupar em ser claro…Tudo será relativo ao entendimento do meu ego mesmo…
Com certeza. Aliás, eu sempre disse: o que eu falo é o que eu falo, o que você entende é o que você entende… Não tem nada a ver uma coisa com outra…
PERGUNTA: Questão de nomenclatura. Mas chamar o relativo de irreal leva a muita confusão… Para mim seria de mais fácil compreensão chamar o irreal de verdade relativa.
Esta certo. Se é essa a relatividade que você tem, viva na sua relatividade…Agora não se prenda nem a ela nem a outra. O que você não pode é se prender em nenhuma. Porque, a partir do momento em que você diz que alguma coisa relativa é real ou certa, você estará criando um absolutismo que não existe. Olhe o que eu falei nas palestras monistas. É se libertar de tudo, inclusive das idéias novas que surgem.
PERGUNTA: Se podemos ter momentos de partilhar esta consciência e tempo não existe, este momento pode se tornar eterno?
Vamos deixar outra coisa bem clara: ensinamento é ensinamento, realidade que você vive é outra. Tempo não existe? Não, não existe tempo. E para você? Existe! Você é o relativo preso ao relativismo. E tempo faz parte do relativo. Então não adianta eu dizer prá você que você pode ou não vivenciar isso no eterno. NÃO. Enquanto relativo você não pode vivenciar nada eternamente, porque senão você deixa de ser relativo. A sua posição relativa, momentânea, precisa que você conviva com o relativismo. Então para você o tempo é real. Agora, você tem que saber que isso é prá você. E dizer: Tá certo, hoje eu vivo assim, amanhã não sei…
PERGUNTA: E qual o problema de deixar de ser relativo, abandonar o racional?
Não há problema em abandonar, É isso que você tem que fazer.. Esse é o caminho. Mas veja ele só será conseguido quando você se libertar o ego, quando você tiver acabado com o que vocês chamam processo de elevação… Vocês estão ainda no início. É a primeira etapa desse processo. Isso tudo dentro do mundo relativo. Idéia relativa. Como eu disse, eu não posso trabalhar com idéia absoluta porque vocês vivem no relativo.
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PERGUNTA: …então será eterno?
O que?
PERGUNTA: a consciência…
Você só alcançará essa consciência eternamente, quando você estiver na sua consciência eterna. Você vai retornar lá. È a idéia da primeira consciência do espírito…. O espírito é absoluto? Sim. Então todas as consciências que o espírito tem são eternas… E aonde estão essas consciências eternas do espírito? Na primeira consciência… você tem que chegar lá, prá poder viver essa eternidade. Agora é impossível, você está na sétima ainda, lembre-se disso…
PERGUNTA: Desculpe se estou retrocedendo… Mas se ensinamento é ensinamento, e a realidade que vivo são coisas diferentes, para que o ensinamento, onde aplicar?
Na realidade em que vive. Como aplicar? Para você compreender que a realidade em que você vive não é real, mas uma ilusão. Eu já disse aqui: “O meu ensinamento só tem um objetivo. Destruir toda prisão a qualquer coisa, como certo, real ou verdadeiro. Eu não tenho a pretensão de lhe ensinar nada… Apenas lhe mostrar a relatividade que você chama de absoluta. Mais nada que isso.” A partir do momento em que você tome essa consciência que o mundo é relativo e tudo nele é relativo, você pode então libertar-se da prisão ao relativo como absoluto. Ou seja, não acreditar nas coisas que o ego cria…. Nesse momento você pode retornar a consciências mais absolutas que você tem… Por enquanto não…Porque você ainda acredita que isso é real…
Por exemplo, você acredita que é mulher. Enquanto você acreditar que é mulher, será! Mas você não é mulher, nem homem. Por que? Porque não existe o relativo, você é absoluto.. Você, espírito…
Eu já disse diversas vezes, espírito não tem sexo, mas isso também é relativo…Para que nós pudessemos dizer que o espirito não tem sexo, o sexo teria que ser absoluto… mas existir um sexo é relativo… Existem planetas onde não há sexos… então o espírito não pode não ser algo que não existe… O espírito é o espírito, absoluto. O que é o espirito? Não sei, eu não sei o que é absoluto… Agora dentro do relativismo, eu vou retirando as cascas da cebola para chegar no meio…
PERGUNTA: Deixarei de estar de costas para o absoluto?
Ainda não! Mas pelo menos você saberá que está de costas para ele. Hoje você não sabe. Hoje você está de costas para o absoluto, achando que está de frente para ele… Quando você pega um relativo e diz que o relativo é absoluto, você acha que está de frente para ele…
A esse respeito Buda ensina assim: “Os seres humanos estão de costas para a árvore, vendo a sombra da árvore e achando que a sombra é a árvore.”
Então quando você olha alguma coisa, e acredita nela, mesmo na idéia que existe relativo e absoluto, porque o relativo não existe, é só algo que você acredita que existe, você está de frente para a sombra, achando que está olhando a árvore.
PERGUNTA: O espírito aceita qualquer condição colocada pelo ego?
Sim. Por que? Porque nem sabe que aquilo é só um ego. Ele acha que é ele…Então ele aceita tudo o que o ego coloca… Agora se não aceitasse, não teria prova… E se não tivesse prova, não teria como evoluir…. aí não teria ego…
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PERGUNTA: então na minha condição, é ego combatendo ego?
Dentro da razão, sim. É ego combatendo ego. E o espírito fora da consciência,… fora da consciência, sentindo por um lado ou pelo outro, ou mantendo-se equânime.
PERGUNTA: Fora da razão é o que?
È o absoluto, ou seja, nada que a razão, a particularidade, a relatividade possa explicar ou conhecer.
A `Fia´ disse que era preferível ter nascido um gato para não ficar escutando isso…Mas já nasceu… já nasceu, já passou e está aqui agora… e daqui prá frente vai sempre prá frente…
Eu acho que agora, fica então bem claro… `Fia´ pega o `Livro dos Espiritos´. Acho que é a pergunta 12 ou 13 que fala sobre as propriedades de Deus.
PERGUNTA: (Comentário da pergunta 13) Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom temos a idéia completa de seus atributos?
Deus é eterno, se tivesse tido princípío teria saído do nada…ou então também teria sido criado por um ser anterior…
E o que nos vamos fazer agora? Vamos entender…
Deus é eterno? Claro que sim! Porque se o absoluto não for eterno, não seria absoluto. Então, Deus é Deus e sempre será Deus. Por que? Porque ele é o absoluto. E o absoluto é sempre igual e nunca vai deixar de existir.
PERGUNTA: … Deus é imutável…
Sim! O absoluto não pode se mudar. Eternidade e permanência são características fundamentais para ele ser absoluto. Veja bem se Cristo não trabalhou com a idéia de um Deus eterno e imutável, veja se Krishna não trabalha com a idéia de um Deus eterno e imutável! Não pode haver um Deus que se mude, não pode haver um deus que não seja eterno, um absoluto, porque senão seria relativo.
PERGUNTA: …Deus é único…
Claro! O absoluto é único. Não importa quantos seres componham o absoluto, não importa quantos espíritos estejam no absoluto, eles estão perfeitamente fundidos em um e por estarem perfeitamente fundidos em um, são únicos. Essa é a idéia do absoluto. Essa é a idéia de Deus. Tudo é Deus e Deus é tudo. Porque tudo está perfeitamente fundido numa única coisa.
PERGUNTA: … Deus é onipotente…
Claro! O absoluto reúne em si todas as potências. Porque tudo está nele. Mesmo o relativo está no absoluto e se o relativo está no absoluto, o relativo é absoluto, faz parte do absoluto, está contido no absoluto. Então toda a potência está com o absoluto.
10_
PERGUNTA: É soberanamente justo e bom!
A `Fia´ me olhou agora `torto´… Deixe eu fazer uma pergunta. O absoluto, Deus, pode amar? Não! Deus não pode amar. Por que? Porque o absoluto é a única coisa que existe. Amar se compreende a amar alguém, amar alguma coisa. Então o absoluto teria que agir sobre o outro. Quem? Se tudo está no absoluto! Então absoluto não ama, é o amor. É muito diferente se pensar num Deus que não ama, mas é o amor. Por que? Porque a idéia de amar está carregada de conceitos do que é amar. Amar para vocês é praticar determinados atos, fazer determinadas coisas. E o absoluto não faz nada. Ele é tudo o que existe. Então o absoluto não ama, é o amor.. E quando você compreende isso você passa a ver em todos os relativos o amor, e não sentir-se amado.
Olha, eu vou dizer uma coisa prá vocês. Isso faz uma diferença imensa! O chute que você levou, é amor, não é chute! O grito que você ouviu, é amor, e não uma expressão do amor.. O tapa na cara, é o amor, porque o tapa na cara é uma visão relativa do absoluto e o absoluto é o amor. A mesma coisa com o justo. O absoluto não é justo, ele é a justiça. Sem tentar entender o que é justiça, porque você tem um conceito relativo sobre a justiça: o que é justo para você. Não! O absoluto é a justiça. E quando o absoluto existe, existe a justiça. Porque se não existisse a justiça teria que existir a injustiça. Estaríamos falando em dualismo.
PERGUNTA: Exatamente por estarmos humanizados, sob a total influência do ego, que a nomenclatura verdade relativa se faz sensata, para os que não podem ver uma parede como irreal, por exemplo. Embora eu procure não perder de vista a emancipação de todo e qualquer conceito.
Só uma coisa, moço. Só que a nomenclatura verdade relativa é uma verdade relativa. Que você está chamando de absoluta. A idéia de fazer sensato é a idéia do certo. E a idéia do certo é a idéia de transformar o relativo no absoluto. Agora há pouco eu perguntei assim: não tem mais perguntas? A `Fia´ disse: Pra quê? Você vai dizer que está tudo sempre errado! Sim! Eu jamais vou concordar com vocês em nada! Sabe por que? Na hora em que eu disser: É isso! Sabe o que aconteceu? Você criou um absoluto em cima do relativo. Minha função aqui não é concordar, é discordar prá mostrar a você o quanto a sua idéia é relativa!
11_
PERGUNTA: Em sua palestra sobre monismo, você diz que o que une todos os espiritos deste planeta é o individualismo. Passar de ano nesta escola então é se perceber uno com Deus?
“O que une os espíritos é o individualismo“…, eu nunca falei isso. É isso o que eu quero deixar bem claro… A característica de todos os egos humanos é o individualismo, ou seja, é viver o relativo como absoluto, desde que o relativo satisfaça seus desejos. Essa é a característica básica de todos os egos.
E ai você termina me dizendo…. então como é que ele fala? “Passar de ano então é se perceber uno com Deus”?
Não! O ego humano não consegue perceber-se uno com Deus. Passar de ano não é perceber-se uno com Deus. É saber que você é relativo e que tudo é relativo. E que você pode não pode saber o que é absoluto. Ou seja libertar-se da idéia de ser uno, sem prender-se à outra idéia de que você está junto com o outro. Porque se você perceber que está uno com Deus, terá tido uma percepção. E esta percepção é uma idéia relativa.
Então volto a repetir: o que você tem que fazer prá passar de ano, é não acreditar em nada que o ego cria. Não é criar outra verdade. É só dizer: eu estou vendo a minha esposa aqui do meu lado, mas isso é relativo, eu não sei se ela está, se ela não está, se eu estou, se eu não estou, ou se existe lado…. eu estou vendo, mas não sei se eu estou vendo..
PERGUNTA: Deus é constituído pelo todo?
Não! O Todo é Deus! Se você disser que Deus é constituído do todo eu lhe perguntaria o que mais constitui Deus? Sim porque se ele é constituido por, ele tem outros elementos… Senão ele seria o todo. O todo está em Deus! O todo está no Absoluto, não é o absoluto!
PERGUNTA: Deus é o amor!
PERGUNTA: Li no Livro da Cabala que Deus era incogniscível, ou seja, está além da compreensão. Por favor, fale sobre isso.
Foi o que nós definimos na semana passada. Tudo o que é absoluto está além da compreensão humana que só é capaz de trabalhar com coisas relativas. E se hoje nós dissemos que não existe Deus, mas existe apenas o absoluto, eu estou reforçando a idéia de que é impossível você conhecer Deus. Aliás, isso está no `Livro dos Espiritos´. Onde se fala que o ser humano é incapaz de conhecer Deus. É incapaz! Está lá bem claro essas palavras. Se a `Fia” quiser…. acho q é a pergunta 10 ou 11…
PERGUNTA: (pergunta 10 do `Livro dos Espirito´s) Pode o homem compreender a natureza intima de Deus? Não. Falta-lhe para isso o sentir!
O homem é o ego, é a razão. Porque o espírito é o espírito, não é o homem. Então ao ego: nunca poderá conhecer a Deus. Então Deus é esse palavrão que você falou, que eu não vou conseguir falar.
12_
PERGUNTA: A bala perdida que atingiu a criancinha é amor.
Nós já vamos falar disso….
PERGUNTA: Deus é também a dor?
Se Deus é tudo, tudo é Deus. Então a dor é uma forma relativa de você sentir a presença do absoluto. Só isso…Sabe por que você sofre? Porque você não gostou do que aconteceu. Sabe por que você sente dor? Porque você não gostou daquilo. Então você relativou… Mas a dor é o absoluto. E se a dor é o absoluto, não existe dor, existe a presença do absoluto.
PERGUNTA: Ouvi falar dos números como entidade. São os números absolutos ou relativos?
O número é uma relatividade que você cria a partir do absoluto. Existe o absoluto. E existe a idéia de existir números. Então o número é relativo. Até porque não pode haver números, muitos números, num universo que é uno, único e estável. Por isso não há quantidade…
PERGUNTA: E se por exemplo essa percepção de unidade com Deus se der numa experiência de consciência cósmica?
Consciência: razão, relativo
A `Fia” acabou de ler: não importa ao homem se o homem numa experiência material ou se o homem numa experiência cósmica tenha alguma consciência. Ela não será Deus porque ao homem é vedado o conhecimento de Deus.
PERGUNTA: Quais as propriedades de Deus que podemos perceber?
Você pode perceber todas as que você quiser dar a ele. Agora propriedade do absoluto você não pode perceber nenhuma; você só pode sim, ter uma informação relativa: qual é? que é eterno e que jamais vai se mudar…essas são idéias relativas que muito se assemelham ao que é o absoluto; mas ainda são idéias relativas. Qualquer outra propriedade de Deus, inclusive a onisciência, a onipotência são relativismos que se aplicam ao absoluto pelo fato dele ser absoluto.
Então ai você me dá a deixa prá eu continuar….
Agora acho que fica claro a história da causa primária, ou causa primeira, como já esteve no `Livro dos Espíritos´. Não pode haver nenhum relativo que não fuja do absoluto. Por que? Porque todo relativo está no absoluto. É por isso que Deus, o absoluto, é a causa primeira de todas as coisas.
Porque tudo é absoluto, Tudo parte do absoluto. O relativo não pode criar. Porque ele para criar, ele precisava ser absoluto, ou seja, precisava existir. Você não tem como existir porque você é relativo… Só o absoluto é real! Você existe no absoluto, não como relativo. E como relativo pertencente ao absoluto precisa fazer como o absoluto: criar!
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Mas o que o absoluto cria? Uma relatividade… não esse absoluto. Então tudo existe no absoluto! E tudo o que você vê é criado_ o relativo _ criado por esse absoluto. É só por isso que Deus é a causa primária de todas as coisas. Não é porque ele quer ser, não é porque ele é o melhor, não é porque ele isso, ou porque ele aquilo. É porque Deus não é Deus, é o absoluto. E se tudo existe no absoluto, tudo é criado no absoluto. E é visto de uma forma relativa. É só por isso que ele é a causa primária.
Agora, se ele é a causa primária, e se tudo nasce no absoluto _ por favor prestem muita atenção a isso porque isso é muito importante _ se só existe o absoluto e se todo relativismo está no absoluto e por isso nasce do absoluto, o que que existe? Só o absoluto.
Vou dar um exemplo agora, aqui na minha frente. Minha `Fia´ cruzou os braços. Isso é verdade, minha `Fia´? Prá mim é… Veja: minha `Fia´, braços, cruzar… São relativos.. Então o que existe? Existe o absoluto! Agora o absoluto cruza braços? Não! Porque cruzar é o absoluto, braço é braço…. Então o que aconteceu aqui agora? O absoluto absolutou e você achou que você cruzou os braços. Veja, essa idéia relativa, porque vocês estão tendo uma idéia relativa _ como a moça falou: o que o Sr fala é o que o Sr fala; o que eu entendo é o que eu entendo_ deve lhe levar a nada. Você está me ouvindo? Não! Não existem você, não existe ouvir, não existe eu, não existe o som! É O ABSOLUTO, ABSOLUTANDO…ESSE É UM CONCEITO NECESSÁRIO PARA SE UNIR COM DEUS.
O moço disse há pouco; a bala perdida… não existe bala…não existe possibilidade de uma bala se perder…Existe o absoluto absolutando… e se você quiser justificar que a bala perdida está no absoluto _ o que não está , o que está é uma idéia relativa que faz parte do absoluto, portanto é o absoluto, só existe ele _os conceitos que estão presos a idéia de uma bala perdida entrar numa criança, vão agir e você vai trabalhar estes conceitos como absolutos.
Então o que precisa ser feito? O que está acontecendo aqui? Não sei! É o absoluto absolutando. Mas o que o absoluto absoluteia, eu não sei! Uma bala perdida? Que bala? Que perdida? É só o absoluto acontecendo. Não há nada acontecendo. Só o que acontece é o absoluto! É o Universo!
Não é para você criar uma nova idéia. Mas para você simplesmente dizer: Essa idéia é só uma opinião relativa…. Nada disso está acontecendo.
O espírito está na sua consciência primária, no absoluto , absolutando ! E o ego está no mundo relativo, ilusão, relativando tudo o que acontece no absoluto!
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PERGUNTA: Por favor, explique melhor, que o Sr fundiu alguns neurônios…
Olha moço, eu falei a mesma coisa há aproximadamente 5 anos, quando nós estávamos estudando o Bhagavad Gita, eu disse assim: “Se Deus faz tudo, tudo é Deus”… Então veja, você não anda, Deus anda; mas Deus não anda porque o próprio andar é Deus. Então Deus Deus. É isso!
TUDO, TUDO, TUDO É DEUS! Então só existe Deus. E se no inicio eu pedi para não usar a palavra Deus, e sim coisa absoluta, tudo é uma coisa absoluta. Agora o que é essa coisa absoluta? Eu não sei, porque eu não conheço o absoluto!
PERGUNTA: (??) Gita fala que alguns anseiam pela unidade, outros pela dualidade. Eles não conhecem a essência imutável destituída de toda dualidade e unidade. Comente por favor.
É o que eu acabei de falar…. Não anseie por nada! Qualquer ânsia que você tenha, você está preso a um dualismo ou seja a uma relatividade… eu quero chegar a Deus, mas você não sabe o que é Deus… você tem uma idéia sobre Deus… então você vai acabar chegando perto de você mesmo… ou seja, não vai sair do lugar… A frase final no (??) Gita _ e nós já estudamos ela _ fala exatamente isso: “Como eu posso compreender algo que não seja dualista nem a própria unidade se eu só sei o que é dualismo?” Impossível compreender. Aliás, se vocês estão fundindo a cabeça eu aconselho ler o (??) Gita. Porque tudo o que nós estamos falando está lá. Fez parte do nosso estudo. E lá é exatamente isso; a negação de tudo. Não no sentido de não existir, mas no sentido de ser relativo, de eu não conhecer o absoluto do que está acontecendo…
PERGUNTA: O todo formou o absoluto ou o absoluto formou o todo?
O todo não existe! O todo é o absoluto! O absoluto está no todo. E o todo é absoluto. No absoluto tem uma coisa que nós precisamos também ainda conversar. Não vai ser hoje… Mas é o não criado. Tudo o que é absoluto é não criado… Então nada pode fazer, nada que seja absoluto.. mas porque que todo absoluto é não criado? Porque se fosse criado, teria um inicio. E a partir do momento que tivesse um inicio, teria um momento de não existência… Acabou o absolutismo nele…. Então não se fala em criação dentro do absoluto. Ah! Isso quer dizer que não existe criação? Sim, prá você quer dizer que não existe criação…não dá para explicar isso melhor do que dessa forma…
PERGUNTA: Isso que você está ensinando também é relativo? Faz diferença entrar em contato com esse conhecimento ou não entrar?
Isso que eu estou ensinando é relativo… Se faz diferença entrar ou não entrar isso não é comigo é com você…Você é que vai dizer se faz diferença ou não. Sabe qual é a importância do meu ensinamento? A que você der a ele. O meu ensinamento como parte do absoluto não tem importâncias, mas existem importâncias relativas que cada relativo dá. Então quem pode dizer se é importante entrar em contato com ele é você. Agora eu posso lhe dizer uma coisa: Você entrou!
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PERGUNTA: Quanto à sua observação de `eu ego´, sempre procuro “fazer algo”. Fiquei pensando sobre suas considerações da última palestra quando você citou situações como: Deus dá a cada um segundo suas obras, quando algumas coisas por você espírito forem conquistadas. Conquistar para merecer. Então essas observações todas implicam em fazer, mas não um fazer de(??), mas sim interno, (??) Esse foi o fazer que sempre quis me referir. Considerando esse fazer interno há muitas coisas que o espírito possa fazer mesmo que não sejam para os seres em estágio humano. É certo isso?
Dentro da idéia relativista, porque a partir do momento que você entra _ e isso é uma coisa que eu ainda preciso falar hoje_ a partir do momento que você entra no absolutismo nada é feito.
Veja, fazer-se alguma coisa subentende que há necessidade de uma criação. Porque fazer é criar algo. Se o absoluto é eterno, nada pode ser criado e nada pode ser deixado de fazer ou acabado. Então não! Não há nada a ser feito no absoluto.
Dentro do relativo, você pode ter a idéia de que o espírito tem alguma coisa para fazer. Tá certo, você tem essa idéia. E daí? Se você não pode ter consciência do que o espírito faz, para que se preocupar em fazer? E se o espírito fizer ou não fizer, você não vai ficar sabendo. Então para que se preocupar se fez? Compreende aonde eu quis dizer? Não é que o espírito faça ou não faça… No absoluto ele não faz, porque nada se faz, já vou falar sobre isso, mas mesmo na relatividade _ na relatividade como o moço falou, na relatividade cósmica, relatividade espiritual, o espírito faz? Faz. Na relatividade. Mas se tudo o que o espírito faz, você não sabe, não tem consciência, para que perder tempo com isso? Para que ficar nessa ansiedade se você não vai fazer? Ao espírito, eu já disse, eu falo sem palavras e o espírito não me pergunta o que ele tem prá fazer.
Aliás eu deixei bem claro para você. Seu ego é formado na idéia de fazer. Veja isso. Lembre-se dessas palavras.
PERGUNTA: Há muitos anos li em um livro de Cabala: eu sou o que o absoluto é. Logo eu Sou o que Eu Sou. E isso basta. Naquela época eu entendi que Eu Sou é a essência espiritual absoluta do ser. E o eu sou é o ego relativista… Era o começo da chapação da cabeça… e continua ainda chapando.,..cada vez faz mais sentido, não o sentido racional, mas o sentido essencial…
Sim o espírito é quem é… E o espírito será quem você disser que ele é. Agora precisa se lembrar que no `Livro dos Espíritos´ se fala : que o espírito para o ser humano é um nada. O ser humano não tem condição de compreender o que é o espírito. Então o espírito também é Eu Sou quem Sou. Ele é quem é e será quem você disser que ele é. Existem milhares de livros com tratados dizendo o que o espírito é… Mas cada livro desses é um relativismo daquilo que é absoluto!
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PERGUNTA: Se o espírito faz ou não faz, aonde seria feito ou não feito?
Dentro da visão absoluta do universo? Nada pode ser feito!
Bom, deixe eu falar então agora rapidinho… Durante muito tempo, há 8 anos eu falo na causa primária de Deus; DEUS FAZ! Mas existe um estudo que nós fizemos que eu acho que vocês não tiveram contato que é do `Livro dos Espíritos´. E lá eu falei, respondendo a uma pergunta.
A pergunta era a seguinte: Como se pode entender que Deus faça as coisas? É alguma coisa assim, eu nunca decorei essas perguntas…. Como se pode reconhecer Deus agindo? Como ele faz para ser?
E aí o espírito da Verdade diz assim: `Não existe idéia melhor do que a que está na Bíblia, no livro Gênesis´. Deus disse FAÇA-SE! E a coisa se faz! Ninguém faz nada! A coisa se faz!
Não existe um Deus que coloca a mão para fazer os seus passos cruzarem. Os passos se cruzam… É o FAÇA-SE de Deus. Então você não cruza braços.. Nem os braços se cruzam…Deus diz: “Os braços estarão cruzados”… E os braços se cruzam…E aparece a figura do braço cruzado.
Você não sai de um lugar e vai a outro. Deus diz FAÇA-SE O CAMINHAR! E o caminhar se faz! Ninguém caminha…
Você não constrói uma casa. Deus diz FAÇA-SE A CASA! E a casa se faz! Ninguém constrói.
Mas, o que é esse FAÇA-SE DE DEUS? E aí que eu quero chegar. Crie-se, alma, relatividade… Crie-se uma idéia relativa de estar fazendo..
É por isso que eu estou dizendo: no Universo nada se cria, porque o Universo é absoluto e se for absoluto, tudo tem que existir sempre! O que se cria é uma idéia relativa de estar fazendo alguma coisa. E essa idéia, por ser relativa, não existe, é uma ilusão!
Então veja: você está me ouvindo? Não! Deus diz: FAÇA-SE a consciência de ouvir! E a consciência de ouvir ou seja, a idéia relativa de estar ouvindo, surge.
Não é você que me ouve, não é Deus que cria a idéia de me ouvir… Não é ninguém que faz isso… Deus diz FAÇA-SE e a coisa se faz. E a idéia relativa se cria. Mas como ela é relativa, ela não existe, então nada foi criado.
Foi o que eu falei nas palestras monistas da ultima vez. Tudo é uma idéia que você tem, tudo é uma criação relativa do absoluto. Mas não há a ação de criar, nem de fazer. O que há é a idéia de fazer. Então eu disse : o espírito recebe de acordo com o que faz. Mas se não há fazer? Recebe de acordo com as idéias relativas que ele vive. Da forma como ele vive as idéias relativas. Se é no absoluto ou se preso à relatividade!
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Fios, isso é muito importante! Sabe por que? Porque toda a idéia de ação tem um conteúdo, um agente criador e um agente receptor. Mesmo quando você está sozinho e faz alguma coisa, você é o agente receptor e criador. Mas toda essa criação é uma ilusão! E você precisa entender isso para não ficar dando a criadores criações e nem fazendo receptores como recebedores de criações.
Ninguém atira, por isso não há bala perdida. A idéia de uma bala perdida é uma relatividade criada pelo absoluto, que disse: “FAÇA-SE a bala perdida”! E a bala se fez. E o perdido se fez. E essa bala não entrou numa criancinha. Porque não há criancinha. O absoluto diz: FAÇA-SE a idéia da criança recebendo. E a idéia se fez!
Com essa idéia, nós acabamos de falar tudo o que poderíamos falar sobre Deus, ou seja, sobre o absoluto. O absoluto é eterno, o absoluto é universal, o absoluto é não compreendido pelos egos humanos, o absoluto é a causa primária porque ele cria e quando cria, cria dizendo FAÇA-SE e a coisa se faz! E essa coisa sempre é uma idéia, uma verdade relativa!
Se você se conscientizar disso, se o seu ego a partir do absoluto, começar a ter essa idéia relativa, você vai estar mais perto do absoluto sem ter saído do lugar.
PERGUNTA: Você está educando o ego?
Eu quem? Eu ego? Ego não educa ego. Ego surgiu quando o absoluto disse: FAÇA-SE Joaquim, FAÇA-SE a palavra, FAÇA-SE o som! Agora prá que que Deus fez? Não, eu perdi o telefone e não consigo falar com ele. A `Fia´ quer saber de umas coisas e eu não consigo saber… Não existe. Tudo é relativo… E se é relativo, o que eu estou fazendo? Não sei! A `Fia´ deu uma boa sugestão: “relativando”. Como eu disse, eu vou acabar na Academia Brasileira de Letras, de tanto criar palavras…
PERGUNTA: A oração é relativa?
Claro! Faz parte do mundo relativo, é relativa. Para você, orar é uma coisa. Para o católico é outra, para o budista é outra, para o protestante é outra. Não estou falando de palavras não. Estou falando de sentimentos e posturas.
PERGUNTA: Então os atos e ações que “realizamos” são apenas compreensões?
É você não pode realizar ato porque você não existe! Você já é uma compreensão. Você já é uma idéia que o ego tem. A idéia de ser você. O absoluto diz FAÇA-SE e a coisa se faz! Inclusive você. A idéia de você ser você é algo que o absoluto diz: FAÇA-SE a idéia dele ser essa personalidade nessa encarnação. Surgiu você.
PERGUNTA: Deus diz faça-se individualmente para milhões de seres ou apenas se trata de causas e condições?
Outro aspecto que nós vamos estudar na semana que vem é a interdependência das coisas. Deus faz para o absoluto e para o Universo. E quando faz para o Universo, faz para todos!
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PERGUNTA: Os ilusórios planos espirituais mais sutis são úteis para quem, visto que os que lá estão, ou lá se identificam sabem da ilusão que se encontram?
Será que sabem? Essa é uma idéia que você está tendo. Assim como você hoje acredita que este plano ilusório é real, será que aqueles que estão no plano ilusório mais sutil não acreditam que esse plano é realidade?
Olhe o caso das cidades espirituais…. Aqueles que moram lá acreditam que elas existem. Porque o ego deles diz isso. A idéia que o absoluto gera através do FAÇA-SE, diz isso…
Todo o Universo, TODO O UNIVERSO É SÓ UMA IDÉIA!
O universo, eu não estou falando só das coisas materiais. Estou falando daquilo que vocês chamam espiritual, é só uma idéia. Porque o absoluto não há como ser compreendido nem separado.
PERGUNTA: Perguntei isso, porque um dia você me disse que o monismo é algo a ser aprendido no estágio humano.
Lembra o que a moça acabou de dizer:…” O Sr fala e eu compreendo…” Eu nunca disse que o monismo é algo para ser compreendido na parte humana. Pelo contrário. Eu acho até que foi você que me perguntou: `Então eu vou estudar monismo para o resto da vida?´ Não, você vai começar a estudar monismo depois.. Porque agora você está no jardim de infância da idéia monista.
Em todo a sua caminhada espiritual _ eu vou usar essa palavra, sabendo que ela é relativa_ você não terá nada mais a fazer a não ser eliminar relativismos para chegar ao absolutismo. Isso chama-se monismo.
PERGUNTA: O Sr. também está preso naquilo que acredita ou já está em outra?
Sim. Todo o espírito no Universo, está preso àquilo que acredita! Sim, eu posso ter relativismos mais absolutos do que o de vocês, mas ainda são relativos. Agora eu não estou preso ao que o Joaquim acredita, viu? Vamos deixar isso bem claro. Eu espírito, estou preso ao que eu espírito acredito. E Joaquim, está preso àquilo que Joaquim acredita.
PERGUNTA: Então como humano emancipado deveria ter aprendido esta lição?
Humano não se emancipa. Para o humano se emancipar ele precisaria antes de tudo, existir, que ele nem existe. Se ele existisse, ele teria que agir no sentido da emancipação. E ninguém age. O absoluto fala FAÇA-SE e a coisa se faz! A emancipação se faria. Então moço, sua lógica está completamente perdida.
PERGUNTA: Não é só a lógica dele não! Todos nós estamos completamente perdidos…
PERGUNTA: O absoluto tem leis, quais seriam?
O absoluto não pode ter leis. O absoluto é a lei. O absoluto não tem nada. Ele é tudo. È muito diferente. Agora, o absoluto tem lei? Tem. O que é lei? Você não pode saber! Você tem uma idéia sobre lei, mas você não sabe o que é. Inclusive dizer que a lei está no absoluto ou seja que o absoluto é a lei, também é um relativismo!
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PERGUNTA: Os caminhos que nos foram indicados como caridade, amor ao próximo são válidos?
A `Fia´ completou essa pergunta dizendo: sentimentalmente?
O caminho da caridade é válido, o caminho do amor ao próximo é válido. Sim, são caminhos válidos. Agora, o que é amor ao próximo, o que é caridade? Essa é uma pergunta simples. Veja, o que é praticar a caridade? É ajudar quem você quer ajudar? Será que amar ao próximo é conviver com ele do jeito que você acha que é amor? Nós ainda vamos discutir caridade, benevolência e amor.
PERGUNTA: O Sr. disse que seus ensinamentos têm o objetivo de nós libertar de nossas verdades. Acredito que se eu tivesse meu desencarne hoje, e fosse para uma colônia espiritual ou para o umbral eu continuaria nesse parafuso, tentando acreditar que tudo é ilusão e relativo.
Com certeza, se você sair da carne, achando que você é você, você ainda vai continuar… Sabe por que? Porque a primeira coisa para se libertar é aquilo que é mais relativo em você. E o que é mais relativo em você? VOCÊ. VOCÊ! Você quer idéia mais relativa do que ser quem é?
Vamos esquecer tudo o que eu falei hoje e vamos só pensar nos conhecimentos espíritas. Você é um espírito que reencarna. A cada encarnação você tem uma personalidade. Porque você é essa personalidade e não a de 10 vidas atrás? Não existe nada mais relativo do que o eu. Porque no Universo uno, único e estável, não existe eu.
Então veja, comece se libertando do eu. Para depois pensar em se libertar do ego. Senão sim, aonde quer que você esteja, você será você! E você você irá viver o que vive hoje. E aí não importa onde está!
PERGUNTA: E o caminho da maldade e da leviandade são válidos?
São! O que é maldade, o que é leviandade? Nós também já vamos discutir isso. Porque o problema não é dizer o que é caminho e que não é. O problema é entender cada aspecto e ao entender cada aspecto entender antes o que é caminho, o que é caminhar. Não adianta discutir qual o caminho, se você ainda é uma criança que não sabe andar.
PERGUNTA: O caminho do desamor ao próximo também é válido?
Sim. O que é desamor? Veja, aparentemente, dar um tapa no outro é um desamor. Será que é? Será que alguém dá tapa? Será que existe desamor? Olha, no Universo que é uno, único e estável, amor e desamor não existem. Porque senão nós estaríamos no dualismo.
PERGUNTA: Eu sempre desconfiei que você está além do ego Joaquim.Você o assume por amor ao próximo?
Não! Eu posso estar até além do ego Joaquim. Mas enquanto estiver Joaquim, eu sou Joaquim. Então eu não estou. Sabe, a gente acha que espírito é uma coisa e ego é outra. Não! O espírito enquanto ligado a um ego é o ego. O espírito enquanto ligado a um ego é um ego. Então eu sou Joaquim. E eu sou aquilo que o Joaquim é. Depois que acabar Joaquim, depois que eu me libertar, isso é outra coisa. Eu não posso nem dizer em me libertar do Joaquim, né? Eu não estou preso ao Joaquim. Eu sou o Joaquim por opção.
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Fios, eu sabia que esse tema ia dar muito pano prá manga. Realmente é o destruidor de tudo! A partir do momento que nós já no início, falamos em absolutismo e relativismo, e decretamos que o absoluto jamais pode ser conhecido e que tudo o que é conhecido é relativo, a aplicação dessa verdade é uma coisa estranha, é uma coisa que destrói a idéia absoluta que se faz de tudo o que é relativo.
Então não fiquem preocupados com isso. É algo muito complicado ao ego para entender. Não force. Não queira entender. A única coisa que você precisa ter em mente é que tudo é absoluto e tudo o que é absoluto é visto por você como relativo! Por enquanto só isso!
Nós vamos adiantando os processos, nós vamos adiantando a caminhada. Se tiver alguma pergunta eu respondo, senão fiquem com a paz de Deus e na outra semana nós falamos sobre as características da vida carnal.
PERGUNTA: Se amanhã eu comer cocô então:
1º) o cocô não existe, é ilusão!
2º)estarei comendo o relativo do absoluto
3º)sei lá!
Então, se eu comer cocô, comi.. Aonde eu estou isso não é espada, é uma bomba atômica!
E o pior é que você acabou de falar o que você ainda vai escrever…. Complicou agora tudo! Mas deixe eu dizer uma coisa pra você, como idéia relativa, a idéia de você comer cocô é maravilhosa. Relativa, não é isso? Sabe por que? Porque você nem existe! Como é que você vai comer alguma coisa se você não existe? Agora, se isso for o FAÇA-SE do absoluto, você vai comer! E se nesse FAÇA-SE do absoluto disser estou me sentindo bem, você estará se sentindo bem! É engraçado né?
PERGUNTA: Os humanizados estão nessa condição por opção também?
Você chama de humanizado o espírito que é o ser humano, mas o espírito não é o ser humano. O espírito tem a idéia de ser. Então o humanizado é o ego. Aí você me pergunta se o ego está nessa condição por opção? Não! O ego não pode optar por nada, porque ele nem existe. Sabe, como alguma coisa que é apenas uma idéia relativa que surge de um FAÇA-SE do absoluto, pode optar por algo?
PERGUNTA: Será que preciso entender alguma coisa?
Torça prá nem querer. Porque se você entender terá mais uma idéia relativa que você irá dizer: `Olha que verdade absoluta´!
http://meeu.org/euedeus/som/som.htm
“DEUS”
Joaquim desmistifica assuntos como ‘exus’ e ‘trabalhos nas encruzilhadas’
Pergunta: Os exus onde ficam? Existem em todos os mundos?
O exu é o espírito mais “puro” que existe, pois para trabalhar com as energias que ele opera sem se “sujar”, precisa ser muito “puro”. Existe muito espírito “santinho” que não resistiria à tentação de usar para si, individualmente, as energias que os exus operam.
Então, tem sim: tem muito exu em todos os lugares do universo. Mas, tem muito “santo”: esta é a realidade.
Pergunta: Estes que são os exus coroados, mas existem os castiços, não?
Para quem não está acostumado com esta falange, na umbanda existem os exus do “mal” e do “bem”: os “castiços” e os “coroados”. Apesar disso, o comentário que fiz anteriormente vale para dos dois: são puros. Quanto mais envolto em “sentimentos negativados”, mais o exu tem que ser “puro” para não se deixar contaminar.
Eu diria o seguinte: o trabalho de “exu” é uma missão. É um trabalho espiritual que aquele ser assume em benefício da coletividade espiritual. Só para exemplificarmos, guardada as devidas proporções, Jesus nasceu humilde. Poderia nascer rei porque era, mas ele desceu a humildade para dar o exemplo.
Posso afirmar que a maioria dos seres que operam na faixa vibratória que você chama de “exu castiço” desce a humildade de utilizar aquelas formas todas (bebidas, charuto), mas por dentro são “santos”. Se isso não ocorresse este ser poderia deixar-se contaminar com o “material” que trabalha e aí seria um grande problema para ele.
Pergunta: Então, por favor, me tire essa dúvida. São os médiuns que fazem o “mal”, ou melhor, que atendem aos pedidos, e não os exus?
Na verdade quem atende o pedido é Deus. Como vimos no estudo do Livro dos Espíritos, Deus é a Causa Primária de todas as coisas. Dessa forma, se um exu pode pegar uma demanda e “levar” para uma pessoa é porque Deus causou ele entregar. Mas, nem tudo que o exu “pega” ele “leva”. O próprio exu quando recebe a missão já avisa: “eu “pego”, mas se não puder entregar trago de volta”. Esse é um detalhe que muitos se esquecem.
Raciocinando a partir do ensinamento Deus Causa Primária, podemos compreender que Deus faz o exu trabalhar dessa forma. Se ele consegue entregar a demanda é porque Deus fez ele levar e conseguir entregar.
Além disso, aprendemos ainda na primeira pergunta do Livro dos Espíritos que Deus é a Inteligência Suprema. Portanto, se Deus causou este exu levar a demanda é porque Ele analisou profundamente e teve a plena certeza de que aquele que receberia a demanda precisava e merecia recebê-la, como uma ação carmatica, como resultado de uma ação anterior.
Se nós achamos que essa demanda é “mal”, não estamos usando os atributos de Deus: soberanamente justo e bom. Deus não pode praticar o mal, pois a Justiça e o Amor não causam o “mal”. Essa demanda não é o “mal”: é o amor. Já foi dito: ou você aprende pelo amor ou pela dor, Este último caminho também é o amor de Deus em ação, ou seja, uma forma de você aprender.
Esse ensinamento deve nos levar a acabar com o pensamento que existe o “mal”. Não existe o “mal”: existem trabalhadores com energias negativadas, mas que trabalham para o “bem”, para Deus. É por isso que eu disse que exu é “santo”.
Pergunta: Os exus não têm livre-arbítrio?
Os exus têm o livre arbítrio de utilizar ou não os sentimentos que operam para si. Ele não pode ter o livre arbítrio de decidir o que vai fazer da vida dos outros. Se eles tivessem o livre arbítrio de levar uma demanda para uma pessoa, e o dela, como ficaria?
Porque o livre arbítrio do exu seria mais forte do que daquele que vai receber uma coisa que não queria? É isso que precisamos compreender a respeito de livre arbítrio: o meu direito acaba onde começa o seu; o meu livre arbítrio acaba onde começa o seu.
O exu tem todo livre arbítrio de fazer o que ele quer, desde que seja para ele mesmo, com o sentimento que é colocado na demanda, mas não para os outros. Por isso eu disse: ele tem que estar muito firme no amor a Deus. Precisa estar muito firme na convicção dele da realidade (ser instrumento de Deus) para poder servir ao Pi no meio destas energias sem se sujar. Se não estiver, cede à tentação.
Eu diria, dando só um exemplo. É como pegar um homem endividado para pegar uma caixa forte. Se ele tiver uma índole individualista ao ver tanto dinheiro dirá: “ninguém vai sentir falta mesmo” e usaria o dinheiro alheio. Agora, se ele, mesmo endividado, tiver uma índole boa, vai tomar conta do dinheiro, receber o seu pagamento como combinado e não mexerá no dos outros.
É um exemplo grosseiro, mas acho que traduz o que quis dizer.
Pergunta: Mas a demanda só pega se existir afinidade entre quem pede e vai receber.
Só pega se existir merecimento em quem vai receber. Se você tiver o merecimento (carma) de recebê-la, com certeza isso acontecerá. E para isso não há necessidade de espírito, de exu, de ninguém fazer, pois Deus é a Causa Primária: Ele não deixará de dar a cada de acordo com as suas obras.
Se não tiver exu para levar, se não tiver ninguém para fazer a demanda, Deus faz de outra forma. É isso que nós precisamos entender. Se você “receber” alguma coisa não é porque ninguém pediu, um exu que levou, mas porque você precisa e merece receber aquilo como fruto de suas ações espirituais anteriores.
O exu é um espírito santo. Ele faz tudo aquilo porque, na verdade, está caricaturando você. Os seres humanizados ainda não compreenderam isso. A forma do exu é uma caricatura de um ser humano. Ele utiliza-se dela para chocar você.
Pergunta: Exu é a força da Terra, por isso a caricatura.
Exu é o trabalhador mais perto do ser humanizado: isso é o que você chama de “força da Terra”. Foi o que eu disse.
Na hora do trabalho na energia individualizada você manda um exu, na hora das palavras bonitas manda-se um preto-velho, na hora da força chama-se um índio. Na verdade o espírito que está ali não é um exu, índio ou preto-velho: é simplesmente uma forma que ele assume para lhe passar uma mensagem, dando a ela mais convicção.
Participante: O senhor pode falar a respeito dos trabalhos realizados pela umbanda nas encruzilhadas?
Boa oportunidade para desmistificarmos esta questão. Existe muito preconceito a respeito disso e você, com a sua pergunta, me dá uma oportunidade de tentar eliminá-lo através da perfeita compreensão sobre o tema.
Antes de qualquer coisa, precisamos nos lembrar que o Espírito da Verdade ensina que Deus é Causa Primária de todas as coisas. Sendo assim, se alguém vai a um centro de umbanda pedir um trabalho contra outro, foi Deus que fiz isso acontecer.
Da mesma forma, se este trabalho é destinado especificamente contra alguém, este alvo foi indicado pelo Senhor. Este trabalho, então, faz parte da encarnação tanto de quem fez como de quem vai receber, ou seja, é um elemento da provação dos espíritos nele envolvidos. Já vamos entender esta afirmação.
Antes, porém, lembremo-nos ainda, que tudo que Deus causa é fundamentado na lei do carma, no merecimento de cada um. Portanto, quem fez ou quem está sendo apontado como alvo para a recepção do despacho mereceram participar deste acontecimento.
Na verdade Deus deu a um espírito humanizado a intuição de fazer o trabalho porque ele teve sentimentos que o fez merecedor de realizar este papel na vida. Designou ainda o outro como alvo específico porque ele também era ou é portador de individualismos que necessitam deste acontecimento para a promoção da reforma íntima.
Agora, se este trabalho vai chegar à pessoa que à qual foi direcionado, não sei lhe responder. Isto porque esta situação dependerá do merecimento da outra pessoa receber ou não. Muitas vezes o merecimento daquele ser foi só o de ser indicado como alvo, mas não de receber a carga embutida no despacho.
Neste caso, toda aquela carga será devolvida à sua origem, a quem pediu a realização do trabalho. É por isso que na umbanda e na quimbanda, o exu, nome pelo qual são conhecidos os trabalhadores que executam o papel de intermediários dos trabalhos, diz a quem lhe pede uma demanda: eu pego e levo; agora, se não puder entregar, eu volto e lhe devolvo.
Esta é a primeira parte da resposta. Vamos à segunda…
Um trabalho se consiste em um sentimento, uma energia e não nos objetos materiais nele envolvidos. Quando alguém encomenda um trabalho contra outro, não importa que elementos físicos sejam utilizados, pois o que vale é a carga energética que está sendo enviada junto com eles.
A energia agregada aos elementos físicos do despacho na encruza será recebida por um espírito trabalhador conhecido como exu. Este a recolherá e levará para a pessoa indicada. Só que se chega lá a vibração da pessoa não encaixa com o que está sendo remetido, ele volta e a devolve para quem mandou, pois este sentimento é dela, foi ela quem mandou.
Estes são os três aspectos importantes para compreendermos a questão dos trabalhos de umbanda: primeiro que ele faz parte do plano de Deus para a encarnação do espírito; segundo, que se trata da remessa de energias universais e não da disponibilizar elementos materiais; terceiro, que tanto a fonte receptora como a emissora, precisam estar numa sintonia sentimental, dentro de um padrão vibratório, porque tudo aquilo é prova.
Agora, se a macumba não é o charuto, a cachaça, a galinha ou a farofa, mas aquilo que vai por dentro da pessoa que pede o trabalho, quando alguém olha atravessado para outro, podemos dizer que também está fazendo um trabalho contra ele, pois o elemento primário do despacho está presente: o sentimento negativo.
Quem tem raiva de alguém está depositando um despacho na encruza; quem acusa alguém por qualquer motivo, está gerando uma remessa de energias iguais a dos trabalhos de umbanda. Por que? Porque macumba não são as coisas materiais e sim o sentimento que se envia para outro.
Portanto, não importa se você está falando, se está cantando ou oferecendo coisas materiais, o sentimento é o que manda, o que determina o ato.
Acho que isso nos faz ver que, mais importante do que ter medo de despachos, o que precisamos estar é sempre atento ao nosso mundo interno, para não termos sentimentos individualistas que nos façam servir como instrumento para um destes dois papéis da vida.
Joaquim fala sobre o sentimento de culpa
O participante pede para que eu fale sobre o sentimento de culpa.
Na verdade, não existe um sentimento de culpa. Existe um sentimento de auto-acusação que nos leva a uma sensação de culpa ou culpabilidade. Então a culpa não é um sentimento, mas é uma sensação gerada a partir de um sentimento de auto-acusação.
De onde surge esta auto-acusação que leva a culpabilidade? Na verdade esta auto-acusação surge quando você age em desacordo com suas verdades. Quando você pratica uma ação e nesta ação você vai contra as suas verdades você escolhe o sentimento de auto-acusação que lhe leva a sensação de culpabilidade. Mas, por que você se acusa de alguma coisa? Porque você acha que quebrou alguma lei, feriu algum padrão ou conceito. Você se acusa porque acha que feriu alguma lei. Mas que lei existe para ser ferida? Que mal você pode causar a outro espírito, meio ambiente ou Universo? Eu diria que nenhum. Ninguém pode causar mal a nada, ou melhor, ninguém pode desarmonizar o Universo.
Eu vou explicar isso. Se Deus é perfeito, o Universo como a ação de Deus é a perfeição, ou seja, o Universo não está desequilibrado e nunca se desequilibra. No Universo nunca acontece algo errado, mal ou negativo. Aquilo que você chama de mal, errado, negativo, na verdade, é necessário para o equilíbrio do Universo. Então veja, se você fere uma pessoa, este ferimento não quebra a harmonia Universal, porque o ferimento harmoniza o Universo. Se este ferimento não ocorresse, aí sim, nós teríamos o Universo desregulado, desequilibrado.
Então, se o Universo é equilibrado e a ação pela qual você se acusa é o próprio equilíbrio do Universo, você vai sentir-se culpado por quê? Seja de atos praticados em outras vidas ou atos praticados nessa vida, não importa porque você se acusa, é preciso que você compreenda que nós somos uma poeira no Universo e que você, e todos nós, não podemos desequilibrar o Universo. E quando falo em nós, eu não falo em cada de um nós, mas a própria humanidade, os habitantes do Planeta Terra que representam uma fração mínima dos espíritos no Universo.
Lembrando que já estudamos isso outro dia no “Livro dos Espíritos”. Nós temos que acabar com essa visão de maldade e conhecer a realidade do Universo para acabar com essa culpabilidade, para que o Planeta como um tudo possa evoluir, aprendendo a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Agora, eu falei de culpabilidade de atos, mas e quanto à culpabilidade de sentimentos? Você é culpado por sentir raiva de alguém? Não. Por quê? Porque aquela pessoa precisa e merece receber a sua raiva. Você escolhe raiva e Deus diz de quem você vai sentir raiva para que o equilíbrio Universal se mantenha. Então na questão de culpabilidade nós só temos o sentimento de auto-acusação, nós só temos a sensação de culpabilidade, porque não vemos o Universo como emanação de Deus, como obra do Pai, mas entendemos o Universo como fruto de nossas realizações, baseado no querer individual de cada um. Na hora em que colocarmos Deus de volta na Terra, trazermos o trono de Deus de volta a Terra, nós não vamos nos sentir culpados por mais nada.
Não importa se esta sensação de culpabilidade, este sentimento de auto-acusação é desta ou de outra vida, o que pode acabar com a culpabilidade é a compreensão do Deus causa primaria e daí o entendimento de que o Universo está perfeito e que eu sou incapaz de desequilibrá-lo. Desta forma eu não me acuso, não tenho culpa, seja desta ou de outras vidas, e aí a vida flui, onde cada um dá ao próximo o que cada um merece dentro da diretriz do Pai.
Fonte:
Joaquim – Culpa
http://www.youtube.com/watch?v=jTN8aRwtiJw
Joaquim fala sobre como não retribuir o amor carnal a quem nos ama carnalmente
Participante: Como posso dizer à minha mãe que ela está me levando para a ilusão… Que o arroz e feijão bem temperado, o morango ensopado e o peixe frito são mayas… É como se fôssemos crianças e nos dessem um pedaço de chocolate bem grande… Só que este chocolate não é a verdadeira existência do ser. Nosso verdadeiro alimento é outro…
Ou seja, o que você me pergunta é como não retribuir o amor carnal a quem nos ama carnalmente…
Esta é uma questão importante para o buscador e muitos que buscam aproximar-se de Deus se perderam neste aspecto. Começarei lhe dizendo o seguinte: o amor universal, não pode – ouça bem o que eu quero falar – transigir a nada…
Acho que não usei a palavra certa… O que quero dizer é que o amor universal não pode se submeter – seria uma palavra melhor – a nada. Ele precisa estar presente e não pode se deixar abater por nada…
Pense comigo… Talvez esta mesma pergunta tenha sido feita por Cristo antes do episódio dos mercadores do templo…
Talvez ele tenha pensado: Pai, como vou dizer àqueles homens que estão ganhando a vida comerciando as mercadorias no templo que eles não podem fazer isso? Pobres coitados, eles têm família, precisam deste dinheiro pra sustentar filhos e mulheres…
Avancemos um pouco mais no tempo… Talvez a mesma pergunta tenha sido feita por Francisco de Assis quando ele precisou expor os seus pais à crítica da comunidade quando resolveu assumir determinado padrão de existência…
Apesar disso, ambos viveram em paz, harmonia e felicidade estes acontecimentos. Sabe por que? Porque o amor universal não pode existir quando há o medo de magoar os outros…
Nesta série de estudos que estamos realizando, já destruímos todos os conceitos humanos a respeito de Cristo. Já mostramos como ele, em momento algum, trabalhou em prol da felicidade humana, ou seja, do prazer.
No entanto, para aqueles que não acompanharam este estudo, lança aqui um desafio. Leiam o Novo Testamento e me apontem em que momento Cristo não critica apontando falhas nos religiosos do seu tempo ou até em seus apóstolos.
Procurem nos ensinamentos atribuídos a Cristo e verifiquem que não há uma palavra de carinho ou encorajamento quanto à felicidade material… Mais: além de jamais encorajá-los, Cristo ainda “fala mal” deles. Isso fica bem claro na pergunta que faz aos céus: até quando eu terei que agüentá-los, vermes… É, é assim que ele se dirige aos seus discípulos.
Sabe por que? Porque Cristo não os amava materialmente (com um amor humano), mas universalmente (o amor de espírito para espírito). O mestre sabia que se amando universalmente não se pode passar a “mão na cabeça” (transigir com os desejos e paixões humanas do espírito encarnado). Ao contrário, o amor verdadeiro entre dois espíritos precisa ser fundamentado no aproveitamento deste amor para elevação espiritual, mesmo que isso fira os anseios humanos.
Portanto, como dirá à sua mãe que ela não o está amando verdadeiramente? Da forma mais direta: não tendo prazer em comer o arroz com feijão, não demonstrando a ela que está fazendo uma grande coisa por você.
Desculpa, parece que estou lhe incitando a causar sofrimento na sua mãe, mas não é isso. É que como eu disse, o amor não pode transigir, não pode aceitar calado o não amor ou o amor fundamentado em paixões e desejos humanos…
O amor não pode silenciar-se frente ao egoísmo. O amor precisa apontar o egoísmo porque sem a consciência de ser egoísta, o ser humanizado, o espírito encarnado, jamais compreenderá o seu próprio egoísmo… Mas, ao vivenciar esta atitude, não o faça guardando mágoa de você ou dela.
Não o faça sentindo-se o dono da razão ou da verdade… Faça porque é isso que a sua consciência indica para você fazer. Mas, principalmente, preocupe-se em fazer no seu mundo interno, ou seja, no seu coração. Demonstre de sentimentos e não de atos, pois você só conseguirá praticar atos que espelhem esta decisão, como já vimos, se isso estiver no livro da vida dela e seu..
Amar internamente sem vivenciar sentimentos de crítica ou de soberba: este é o trabalho que pode ser chamado como sal da humanidade, como luz para o mundo… Foi assim que Cristo viveu. A cada momento que era preciso colocar o dedo na cara – sim, dedo na cara, pois nunca existiu o sorriso bonito que as pinturas revelam – e dizer ai de vocês professores da lei e fariseus e hipócritas, Cristo estava em paz…
Cada vez que ele tinha que vivenciar situações que, externamente, demonstravam que ele estava com raiva, por dentro (sentimentalmente) estava de bem consigo mesmo. Nunca aceitou para si a crítica ao próximo e nem nunca se criticou.
Se fôssemos analisar razão humana, pelos critérios de bondade humanos, Cristo depois de enfiar o chicote nos mercadores deveria ter sentado no chão e chorado: meu Deus, eu agredi fisicamente um semelhante… Mas, não fez isso. Foi para dentro do templo e falou mais e esqueceu aquele ato…
Nunca levou em si o sentimento que aparentemente estava lhe dominando: raiva por comercializarem na casa de Deus. Assim como não levou também dentro de si nenhuma culpa ou frustração por ter sido agente daquele ato…
Mas, aproveitando a sua pergunta, quero deixar um recado para todos: sejam honestos com vocês mesmos… Não criem ilusões ou fantasias de que alcançarão uma posição de beato, uma beatitude nesta vida… Não acreditem que conseguirão ter aquele ar angélico que caracteriza humanamente aqueles que são elevados… Tudo isso é apenas um estereotipo, ou seja, uma ilusão. O que vale não é com o que você se aparenta, mas como vive internamente…
Além do mais, não se esqueçam que Krishna ensina: cada um vive de acordo com a sua natureza, ou seja, de acordo com a sua missão no planeta. Portanto, você não pode ser diferente do que é… Portanto, não transija no amar universalmente nem sobre a possibilidade de chatear sua mãe… Não transija nem sobre a possibilidade de destruir um casamento, de perder emprego… Ou seja, não transija nunca.
Faça isso para poder ganhar a “vida”, pois como disse Cristo: quem quiser ganhar a sua vida vai perdê-la, mas quem a perder em meu nome, ganhará a vida eterna… Não faça como os humanos hipócritas, que acendem uma vela para Deus e outra para o diabo (vão aos cultos, mas continuam vivendo o restante de sua existência dentro dos padrões humanos), porque isso não dá certo. Não transija jamais no seu amor…
Fonte: http://meeu.org/
Joaquim comenta a corrupção entre governantes
Participante: Sabemos que todos nós temos que resgatar nossos débitos em novas encarnações. Como fica o resgate de um corrupto, ou melhor, a caridade?
Você está aprisionado a idéia de resgate como pena, castigo. Na sua pergunta “como fica a pena de um corrupto” está embutido o sentimento de punição, mas isto (pena, castigo) não existe no Universo. Vamos tentar, então, primeiro entender este aspecto para só depois poder respondê-lo.
Corrupção é levar vantagem individual sobre uma coisa pública. Partindo desta definição podemos afirmar que quem reza a Deus pedindo que o Pai faça o que ele quer é um corrupto. Isto porque este ser está buscando levar vantagem individual sobre um bem coletivo: o amor de Deus a todos.
Portanto, comecemos a resposta lhe tirando da idéia de que o corrupto é só quem pega o dinheiro público e por isso precisa ser condenado. Não, corrupto é todo aquele que quer levar vantagem individual acima do bem coletivo. Desta forma o “resgate” para estas “infrações” espirituais não se aprisiona apenas àqueles que buscam levar vantagem monetária, mas a todos que pensam em si mesmo antes do próximo.
Creio que a visão sobre o tema que estava presente na sua pergunta já fica alterada a partir deste ponto, não? Podemos, então partir para o segundo aspecto: como fica o “resgate” destes espíritos?
O espírito, fora da consciência material, conhece a Realidade do Universo e sabe que Deus não é carrasco. Então, quando programa a próxima encarnação onde viverá situações de “expiação” (termo que prefiro ao “resgate”), ou seja, situações de colheita do que plantou em outras vidas ou nesta mesma, não pensa em ser “punido” nem se sente desta forma.
O espírito liberto da consciência material sabe que precisa viver aquela situação por dois motivos. Primeiro porque é a justa medida daquilo que ele mesmo semeou anteriormente e, segundo, porque sabe que somente vivenciando-a poderá evoluir espiritualmente. Portanto, sabe que aquilo faz parte da sua necessidade espiritual.
Ele não pede a provação como “pena”, “castigo”, mas implora por ela junto ao Pai como uma oportunidade de elevação espiritual e vê na ação de Deus (Causa Primária de todas as coisas), que o faz vivenciar a situação pedida, o fruto do Seu amor por todos os filhos concedendo sempre novas oportunidades àqueles que um dia transviaram-se.
Só esta leve análise deveria já lhe fazer entender que o sentido da sua pergunta, ou seja, a punição por ter sido corrupto não existe. Isto por que o espírito liberto da sua condição material não se sente penalizado, mas compreende que está recebendo uma nova chance de elevação. Por isto, ele coloca em suas vidas futuras estes acontecimentos com felicidade espiritual e não em sofrimento.
Mas, vamos nos aprofundar mais no assunto? As situações carmaticas, ou seja, as situações de expiações, são maiores do que os carmas individuais, pois existem os “carmas coletivos”. Acontecimentos com povos ou nações são situações carmaticas que todos aqueles que vivem neste local ou raça precisavam passar e por isso “nasceram” (encarnaram) naquela coletividade.
Eu estou dizendo isso porque a sua pergunta certamente foi motivada pela situação do seu país onde o governo está aparecendo como corrupto. A corrupção que hora se tem notícia no Brasil é uma situação carmatica desta nação. Vamos, então, abordar este tema continuando na resposta à sua pergunta.
Cristo nos ensinou que devemos respeitar os governantes porque eles foram escolhidos por Deus para aquele povo. Isto está nos Evangelhos e nas Epístolas de Paulo. Deste ensinamento podemos retirar uma máxima: cada povo tem o governo que merece, não como castigo, mas como carma, expiação, oportunidade de elevação.
Como eu disse, anteriormente, corrupto é todo aquele que quer levar vantagem para si em detrimento do bem estar coletivo e não só aquele que busca vantagens pecuniárias. Sendo assim, podemos afirmar que a pátria Brasil possui uma população corrupta, ou seja, é formada por espíritos que pensam primeiramente em si mesmos, pois é formada por espíritos em evolução, ou seja, faz parte de um “mundo de provas e expiações”.
Desta forma, a situação que hoje vive esta população é um carma coletivo, algo que a plêiade espiritual encarnada neste país precisava vivenciar como expiação. A corrupção do governo de hoje foi “criada” por Deus para que o povo (espíritos encarnados) aprenda a amar a tudo e todos indistintamente, vivendo a expiação de já terem sido corruptos, nesta ou em outras existências.
Mas, para aprender a amar precisa se passar por situações que são contrárias às suas vontades e desejos? Claro. Cristo nos ensinou: se você ama apenas aqueles que lhe querem bem, que vantagem você tem sobre os pagãos?
Olha como mudou o sentido da sua pergunta. Na hora que ela foi feita era sensível a conotação de “culpa” daqueles que estão participando deste processo. Mas, o “culpado”, se houver algum, não é o deputado que levou dinheiro, mas sim a população brasileira.
Os instrumentos do escândalo participam destes acontecimentos como expiações individuais deles, mas também como instrumentos do seu carma, ou seja, como carma coletivo da população brasileira. Sim, é seu carma, porque se não fosse o seu carma de viver sendo explorado, você não teria nascido neste país, mas em outro, ou não estaria aqui agora.
Esta é uma conclusão que todos que vivem no país precisam chegar para poderem aproveitar a oportunidade de elevação que Deus está dando a esta plêiade espiritual encarnada. Mas de nada adianta apenas sentir-se “culpado”: é preciso aproveitar a oportunidade e agir no sentido de aproximar-se de Deus.
Por isto, vou alinhar a sua pergunta com a minha conversa de hoje sobre a “consciência crística”. Ao invés de preservar o lado material de seu país criticando o governante, proteja a sua consciência espiritual amando incondicionalmente a todos, sendo ele corrupto ou “bonzinho”.
Não estou mais falando só com você que fez a pergunta, para que não se sinta pessoalmente ferido, mas para todos os habitantes deste país. Não é o deputado que é corrupto, mas você, como atingido pela corrupção, está vivendo o seu carma e toda expiação é uma prova para você colocar em prática o seu amor a Deus, para testar a sua relação amorosa com o Pai (amar e sentir-se amado por Deus).
Como dito hoje na música que ouvimos, “a cada sorriso, a cada lágrima, construo a casa de Deus em mim”. Criticando o deputado que levou o dinheiro será que você está construindo a casa de Deus ou será que está construindo o bem estar da pátria Brasil que, aliás, não existe?
A pátria Brasil não existe. Deus ama a todos os espíritos de forma igual e por isto o Universo é composto por uma só família universal que não pode ser divida em “territórios”. Não existem nem planetas, uma vez que o Universo é uno, que dirá pátrias.
Aí está a resposta à sua pergunta que, veladamente, queria saber da pena daqueles que hoje estão sendo alvo de denúncias de corrupção no Brasil. Saiba que mais importante do que se preocupar em como ficará o carma de quem hoje pratica a corrupção monetária é começar a entender porque você é “vítima” dos corruptos.
Participante: Agradeço a resposta.
Locutor: Nós é que agradecemos a sua participação. É importante para todos as perguntas, as colocações e as respostas que ajudam a muitos.
Deixe-me só dizer mais uma coisa a esta pessoa: você deu a oportunidade para um ensinamento a todos. Como eu disse, por favor, não se sinta agredido pelo que eu falei. Você nos deu a oportunidade de mais uma vez comentar a “mudança de posição” que estamos pregando como elevação espiritual.
Realizar a reforma íntima é fugir da realidade externa e descobrir que existe um mundo interior que precisa ser reformado. Para isso o que cada um precisa é muito mais do que lutar com o planeta pela realidade material externa, mas mudar o seu interior. Para isso é preciso descobrir no que aquilo que está acontecendo do lado de fora pode auxiliar-lhe a mudar o que está dentro dele.
É muito fácil criticar, acusar, brigar, dizer que todos não prestam, mas o mais difícil é cada um se “olhar no espelho” despido dos conceitos sobre si mesmo e entender porque está participando deste mundo. O que cada acontecimento representa para ele em termos de elevação espiritual.
É muito fácil quando uma pessoa critica a outra, mas compreender porque aquilo está acontecendo com ela, porque foi “merecedora” daquela situação, isso é quase impossível.
Mas, é só assim que cada um se muda, pois, enquanto esta auto-análise profunda da Realidade espiritual da vida carnal não for feita (descobrir os meus carmas), ninguém conseguirá se mudar. Estará sempre seguindo aqueles que não se preocupam com a vida eterna do espírito e vivem o momento de agora como a realidade.
Participante: Esta é a resposta que eu esperava: reforma íntima em primeiro lugar; ninguém é “vítima”.
Mas claro, não existe outro objetivo para encarnação: você só está “vivo” porque está em um processo de reforma íntima. Na hora que este processo encerrar-se a existência carnal acaba para você, porque não há outra razão para “viver”.
Ontem, na palestra em São Paulo, eu disse o seguinte: “o vital na vida é descobrirmos que, a cada ensinamento que se recebe, existe uma contra partida, ou seja, existe uma ação que tem que ser feita”. Não adianta ninguém dizer que aprendeu algo sem que este aprendizado transforme alguma verdade da vida.
Para falar sobre o tema utilizei, como exemplo, os reencarnacionistas, ou seja, aqueles que receberam a informação da reencarnação e acreditam nela. Se você tem este conhecimento a ação que deve ser executada em contra partida é entender que não estão ocorrendo vidas carnais, mas encarnações de espíritos.
É muito diferente uma crença da outra, pois a vida carnal possui toda uma base ditada pelos desejos e pela sociedade humana enquanto que numa encarnação o espírito tem como objetivo a evolução espiritual e a encarnação tem suas bases ditadas pelo Espírito da Verdade na pergunta 132 de O Livro dos Espíritos.
Então, quem é reencarnacionista tem que acreditar que esta vida é uma encarnação e este conhecimento tem que lhe leva a viver esta vida (criar realidades) apenas pelo que está dentro desta resposta e mais nada. E nela não existe a “obrigação” de manter a integridade da pátria. Isto, portanto, não é objetivo da encarnação.
É isto que precisa ficar bem claro, pois vivenciar o ensinamento acaba com o apego à letra fria. Quem apenas sabe, mas não gera a partir deste saber uma movimentação está preso à letra fria.


