O INGREDIENTE SECRETO DA MOQUECA DO INGREDIENTE SECRETO
January 2, 2009 by ferrari
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“Quem é você?” Se você foge desta pergunta sem importância, não tem resposta pra pergunta mais importante da sua vida, aquela que você busca responder a cada escolha: “Qual o segredo da felicidade?”
Aliás, se você foge ou menospreza qualquer pergunta, por mais tola que pareça, lhe aconselho a reconsiderar esta atitude. Observe que perguntas não surgem antes da hora. Por exemplo, maças caiam no chão todos os dias, desde antes do nascimento de Newton, mas teve um momento especifico pra que uma maça caísse bem em cima da cabeça de Newton, fazendo cantar o galo: “qual o segredo da queda das maças?”. E foi só desta pergunta pra frente que se abriu o “segredo da gravidade”.
“Quem é você?” Parece uma pergunta ridícula, mas é o presente mais precioso que uma pessoa que vive a resposta, tem pra lhe dar. E você não precisa aceitar a pergunta, nem responde-la. Porém, se aceita, com sinceridade, e caminha rumo a responda, a própria pergunta vai lhe abrindo feito dobradura e lhe transformando numa resposta viva também. “Quem é você?” é fundamental. É só a partir da queda desta maça, questionando o mais óbvio em nós mesmos, que se abre o “segredo da felicidade”.
Há quem diga que o “segredo da felicidade” é simples. Concordo, num sentido, mas em outro, no sentido de explicar com palavras este segredo, discordo completamente. Se fosse simples, não tinha a palavra “segredo” antes da palavra “felicidade”. Aliás, se fosse simples mesmo, não tinha sequer a pergunta “Qual é o segredo da felicidade?”.
O segredo da felicidade não é simples de responder com palavras, pois envolve autoconsciência (clareza-de-si). Consciência é a fonte das garrafas (palavras), logo, a fabrica de garrafas não pode caber dentro do que fabrica. E se fosse simples responder com palavras o segredo da felicidade, Jesus, Buda e todos os outros seres, supostamente autoconsciente, tinham deixado a receita do bolo.
Mas o pior é que deixaram, não é mesmo? Está até na internet. Ovos, sutras, versículos, farinha, ensinamentos e leite. Passo a passo. Enlightment for Dummies. Mas ainda assim, ninguém consegue fazer o tal do bolo de luz. Tentamos todos os dias, instante após instante, viver a felicidade prometida nas cartilhas, mas não conseguimos. E a cada fracasso, nos perguntamos: “Por que não sou feliz, o que estou fazendo errado?”.
Lemos mais um pouco. Entramos nas comunidades do orkut, nos grupos do yahoo. Postamos uma pergunta tipo: “Qual é o ingrediente secreto da sopa do ingrediente secreto?”. Surge um monte de gente, respondendo um monte de papaguaiada. Um monte de achoismo, taoaquilo. Mas tudo teoria. E como teoria não enche barriga, a fome persiste e a pergunta retorna, evidenciando o ciclo vicioso do sofrimento.
Quem realmente sabe o ingrediente secreto da sopa do ingrediente secreto, nunca vai te dar uma resposta do segredo, vai te jogar (repetida vezes) a mesma maça na cabeça “Quem é você?”, até que você desperte sozinho pro óbvio. Quem realmente sabe o ingrediente secreto da sopa do ingrediente secreto, sabe que não adianta dar o peixe pra matar a fome do outro, sabe que o único caminho é dar a vara e ensinar a pescar.
Se uma pessoa que está bebendo da sopa da felicidade, pudesse dar o que está bebendo, dava, de graça, sem hesitar. Afinal, se já é bom ser feliz sozinho, imagina junto. Mas ela sabe que não adianta dar o peixe. Não resolve. Tudo que consegue dando o peixe e se escravizar ao oficio de pescar pros outros e criar mendigos. Consciências viciada em viver da consciência dos outros. Corações que não querem assumir a responsabilidade pela própria felicidade. Buscadores que foge daqueles que, de coração, estão dispostos a lhe entregar uma vara e lhes ensinar a encontrar. Vidas que dizem não a vida, depois mergulham no sofrimento, reclamando de ingratidão e injustiça.
“First things first”, diz o ditado em inglês. Traduzindo pro tupiniquim: “não adianta colocar a carroça na frente dos burros”. Se você ainda não vive a felicidade que é sua natureza intrínseca, sua “respiração existencial”, observe e descobrirá é você tem buscado resolver a questão da felicidade sem antes de resolver a questão do “quem sou eu?”. E, sem resolver antes a questão do “quem sou eu?” não tem como a carroça da felicidade funcionar. Pode mastigar o ensinamento que for, salmão, sermão, sardinha, ladainha. Tudo vai ter gosto de “por que não sou feliz, o que estou fazendo errado?”.
Eis o ingrediente secreto da moqueca do ingrediente secreto: não tem ingrediente secreto! Hehehe… Óbvio! Mas se quer comer da própria moqueca, aquela na qual você é responsável pelo próprio sabor que sente na consciencia, meu conselho: larque o quanto antes o peixe dos outros, pegue sua vara e ponha a pescar-se, pois o ano de 2009 vai ser um rio de oportunidades!
A PROVA INEGÁVEL DO ESPÍRITO
December 22, 2008 by ferrari
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A única dificuldade em vivermos nossa realidade espiritual é que nossa realidade espiritual está mais perto do que perto. Reflita: o que é esta matéria que você conhece, com dimensão, cheiro, sabor, tato, cor, senão uma forma de ver, cheirar, lamber e pegar o espaço? A realidade espiritual não está em algum lugar do espaço, a realidade espiritual é o espaço onde tudo está. Sempre digo isto aos cientista (materialistas), primeiro é preciso “ser consciência” pra depois “ter consciência”. Então, por mais incrível que possa parecer, de tão obvio que é, a matéria (dos materialistas) é a prova cientifica mais simples e inegável do espirito, assim como uma imagem na tela do cinema é a prova mais simples e inegável do projetor. Acontece que o termo realidade, cientificamente falando, foi restringido apenas aquela parte do universo que se contrapõe ao espaço, ou seja, a matéria (corpo), ao invés de abranger o universo integral (corpoespaço). Ou seja, a ciência diz que o projetor não é realidade porque não está aparecendo na tela do cinema. Mas sem o projetor, que matéria existiria na tela da ciência? Então, olha só que fantástico! É através da vivencia da realidade-material (corpo) que vivemos a realidade-espiritual (espaço), e assim, integralmente, a realidade-universal (corpoespaço).
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PRIMEIRO PEGUE O MARTELO
December 19, 2008 by ferrari
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Teve um momento neste ano de 2008, na lista Satsilva, local onde conversamos sobre felicidade incondicional e autorealização, que decidi pegar no pé dos integrantes. Eu perguntava aos integrantes: “Quem é você?”. E recebia respostas culturais, tipo: “Eu sou um ser, Eu sou espírito, Eu sou deus, Eu sou ego, etc”. Eu retornava: “Tem certeza? Com base em quê você tem certeza?”. A pessoa justificava os termos, ficava brava, dizia que eu mesmo havia falado aquilo. Mas eu continuava: “Você está afirmando que você é isto, então, deve ter certeza. Com base em quê você tem certeza?”. Mais respostas culturais e acabava sempre que a pessoa não tinha certeza nenhuma, só cultura. E assim fui fazendo uma faxina na “espiriculturalidade” que percebia presente e viciosa.
Por que fiz a faxina? Pra cortar o vicio pela raiz. Porque, em se tratando de felicidade incondicional, é fundamental ter certeza-de-si! Cultura não resolve a felicidade! Não é possível viver a felicidade incondicional sem certeza-de-si. Entendo que falar em certo (certeza) pode parecer contrário a minha própria proposta de faxina espiricultural, mas não se trata de certeza no conhecido, mas de certeza no inegável: eu existo. Certeza-de-si não é cultural, racional, é existencial. Certeza-de-si é saber-se-ser.
Pra viver a felicidade incondicional, é fundamental ter certeza-de-si. Só a partir dai começa o caminho do meio, o caminho da felicidade incondicional. Enquanto não se dá este primeiro passo, fundamental, imprescindível, ficamos apenas brincando de espiricultura, pois falta o fundamental pro caminho poder começar: certeza-de-si. Vou ilustrar o que estou dizendo com uma metáfora.
O caminho de voltar ao paraíso, como diz o cristianismo, ou rumo ao nirvana, como diz o budismo, é como pegar um martelo e ir destruindo um prédio enorme que foi construído com tijolos. Cada tijolo é um bloquinho de cultura, um condicionamento que, devido nosso apego ao mesmo, nós impede de viver a felicidade incondicional. Mas com o martelo na mão, vamos fazendo o caminho de volta a felicidade incondicional, destruindo tijolo por tijolo. Assim, percebe que pra destruir o prédio precisamos de um instrumento? Precisamos do martelo! Certeza-de-si é o martelo. Por isto que digo que não é possível percorrer o caminho do meio sem certeza-de-si.
Reflita sobre o seguinte: como você podería “ter” consciência de que é um humano se antes não “fosse” a própria consciência tendo a consciência de que é um humano? Percebe que é preciso primeiro “ser” consciência pra depois “ter” consciência (do que quer que seja)? Ou seja, o paraiso está mais perto do que perto, nós somos o paraiso. Não perceber isto é viver a ilusão de ter saido do paraiso, quando, de fato, é impossivel sair dele, pois é impossivel sair de si mesmo.
Nós não “temos” um espírito, nós “somos” espírito. Isto é tão óbvio, tão óbvio, que passa completamente desapercebido. Eis ai todo o trabalho de um instrutor espiritual, apontar pro óbvio que somos. Mas se é óbvio, por que apontar? Porque o óbvio só é óbvio pra quem já despertou pra sua obviedade. Os instrutores sabem disto, e por isto apontam pro óbvio sem expectativa de sucesso, apenas criando a possibilidade do despertar. Se o despertar pro óbvio acontece, que é a tal da “iluminação”, surge um sentimento assim: “dããããã! é isto? que óbvio!”.
Tem um famoso instrutor indiano (osho) que diz que, ao chegar a iluminação, deu risada. Entendo que é pra dar risada mesmo. O que pode ser mais óbvio do que “eu existo”? Só que tem sim uma diferença. Agora este “eu” não é mais um eu-cultural, eu-pensado, eu-acreditado, eu-separado, nem junto, nem nada, é apenas eu. Certeza-de-si. Inexplicável, inegável, óbvia.
Porém, este despertar não é o fim do caminho, pelo contrário, é o começo. Agora temos o martelo. Agora podemos começar o caminho de volta ao paraiso (felicidade incondicional). Agora temos a ferramenta necessária pra começar a destruir do edifício. Agora despertamos pro óbvio que somos, tijolo (humano) e martelo (ser), ao mesmo tempo. O que é do céu e do céu, o que é da terra é da terra, mas ambos, céu é terra, são o que somos: espiritegos (serumanos).
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POR QUE DEUS NÃO FAZ PICAS?
December 16, 2008 by ferrari
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Você já deve ter se perguntado: porque deus não aparece e resolve a situação? A resposta é simples: deus não aparece e resolve a situação porque deus é você. Ou melhor, deus é nós. Isto mesmo! D-eus é o coletivo eu. Deus é o que nós somos. Entende agora porque deus não fez, não faz e nunca fará picas por você? Deus somos nós (coletividade dos seres). Então, se nós não fazemos picas por nós mesmos, como uma teoria chamada deus poderá fazer qualquer coisa. Aposentamos nossa responsabilidade em cima de uma teoria (deus) e estamos esperando que esta teoria se materialize e faça o que não temos coragem: mudar.
Nossa realidade é a somatória de nossas escolhas. Então, se ela se mantém no rumo que se mantém, é porque nós também nos mantemos fazendo a mesma escolha. Se mudamos a escolha, muda a realidade.
Mas que escolha é esta que temos feito, dia após dia, e que tem resultado nesta realidade que temos vivido? E qual seria outra escolha possível?
A escolha que temos feito (de instante em instante) e que tem resultado na realidade que temos vivido, é o egocentrismo. Ou seja, cada um por si. Cada um por si é a escolha da competição. É a escolha do ganha-perde. Numa competição, um só pode ganhar se o outro perder. Eis o porque de nossa realidade atual, se olharmos pra nossas escolhas, veremos que dia após dia temos escolhido a competição, o egoísmo, o ganha-perde.
Mas se eu ganho: qual é o problema no ganha-perde? Pois é, aparentemente nenhum. Mas se você é deus, ou seja, se tudo é uma coisa só, então, quem perde do outro lado? É você mesmo. Entende o que estou dizendo? O egoísmo no universo é como um célula cancerígena no corpo. Uma célula que trabalhe apenas pra si, contra as outras células do corpo, está matando o corpo aos poucos. E como a célula egoista também é o corpo, está cometendo suicídio. Nossa realidade é nosso corpo. Se está na UTI, adivinha porque?
E qual é a outra escolha possível? A outra escolha é o não-egoismo. O não-egoismo é a cooperação, é o ganha-ganha. É nossa decisão coletiva de sairmos da UTI e voltarmos a ter saúde coletiva. O não-egoismo é a escolha: um por todos e todos por um.
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SATSILVA em BH 4/1/09
December 15, 2008 by ferrari
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O que pode o universo contra alguém que ligou o foda-se? O que podem os deuses, os orixas, a dengue, o governo, as leis da física e os franguinhos de macumba, contra uma consciência que descobriu que a felicidade vem de dentro e não de fora? A resposta é simples: porríssima nenhumíssima!
Venha participar do SATSILVA-BH, com Ferrari,
e aprenda a ligar o foooda-se!
DATA: 04/01/2009 (domingo) – 10:00 am
LOCAL: Parque Municipal de Belo Horizonte
PONTO DE ENCONTRO: em frente ao Teatro Francisco Nunes


