VOU REVELAR O INGREDIENTE SECRETO DA MOQUECA DO INGREDIENTE SECRETO

January 9, 2009 by firmino  
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Que me desculpe o amigo Ferrari, mas eu conheço o ingrediente secreto da moqueca do ingrediente secreto e vou revelá-lo agora:

Para ser feliz é preciso………………………………SER FELIZ….

A felicidade é o ingrediente secreto da moqueca “felicidade” do ingrediente secreto. Enquanto você não for feliz, jamais será feliz…..

“Ah, mas Firmino, como ser feliz para poder ser feliz”, vocês me perguntariam. Eu respondo: não sei….. Só sei que se você precisa ser feliz para ser feliz, não pode ser infeliz….

Eis aí o ingrediente secreto da moqueca do ingrediente secreto: para ser feliz você tem que deixar de ser infeliz…. Você precisa combater em si todos os focos de infelicidade, esvaziar as águas dos pneus abandonados da sua vida, tapar as caixas d’água de sua existência que servem para que o mosquito da infelicidade lhe transmita o sofrimento…

Como fazer isso? O próprio Ferrari respondeu: tem tantas receitas espalhadas pela internet e pelos livros. Pegue uma e teste na sua própria vida. Se não der certo, pegue outra e teste novamente. Teste todas até ver a que pode lhe fazer matar o mosquito do sofrimento…

Agora, na hora que encontrar a sua, não pense que encontrou um filão de ouro, pois eu lhe garanto que esta receita serve só para você…

Use-a em seu benefício, mas não queira ser um transmissor de felicidade, pois isso ninguém pode fazer: o ingrediente secreto da sua moqueca do ingrediente secreto só tem sabor para você…

QUEM SOU EU?

December 29, 2008 by firmino  
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Quem sou eu?

Esta pergunta, para a qual os diversos ramos da humanidade buscaram respostas ao longo da história, também foi objeto de atenção do Espiritualismo Ecumênico Universal. Aliás, foi mais que alvo: respondê-la foi uma preocupação constante. Dezenas de palestras com títulos semelhantes foram realizadas.

Desde o primeiro momento dos estudos – estudo do Evangelho de Tomé – o EEU buscou responder esta questão. Já no estudo da logia 19, a primeira das ditas “Verdades Universais” buscava definir quem sou eu… Claro, como todos os demais assuntos, a afirmação inicial foi sendo expandida e complementada com novos conhecimentos ao longo dos nove anos de conversas com os amigos espirituais.

Vamos falar um pouco desta evolução…

No início o Espiritualismo Ecumênico Universal respondia a ela assim: “não existe o ser humano; eu sou o espírito”. Esta foi a primeira resposta que a espiritualidade nos deu para a pergunta quem sou eu…

Dela se deduz que eu sou o espírito e não o ser humano. Mas, o conhecimento sobre quem sou eu não parou por aí…

Na busca do aprofundamento da resposta, como Joaquim disse diversas vezes, esta resposta não pode ser negada, mas pode ser complementada. Aliás, esta foi uma característica de tudo o que foi estudado: houve uma primeira afirmação que aos poucos foi sendo aprofundado o seu conteúdo sem que se mudasse a afirmação inicial.

Neste aprofundamento da compreensão do tema os amigos espirituais nos disseram: você é um espírito, mas está vivendo uma etapa específica de sua existência eterna onde você está humanizado…

Vamos entender o que eles quiseram dizer…

Ser humano, segundo nossa visão, é uma entidade universal, um elemento do Universo. Esta entidade, segundo a resposta original não existe, mas há um espírito humanizado. O que quer dizer isso?

O que determina a razão com que um ser vive é a consciência que ele tem das coisas que o cerca. Segundo os amigos espirituais há uma consciência primária ou espiritual e outra que foi chamada de humana ou material.

Durante uma etapa de sua existência, que nós humanos chamamos de encarnação, o espírito desliga-se de sua consciência primária e passa a viver de acordo com uma outra consciência artificial que é chamada de humana. Este fato foi narrado nos estudos espíritas como o “véu do esquecimento”. Ou seja, alguma coisa que inibe o acesso à consciência primária onde estão os valores universais, o que leva o espírito a acessar somente a consciência humana.

Mas, para compreender bem o que isso quer dizer é preciso se compreender o que é uma consciência…

Consciência é um conjunto de valores, verdades e percepções que faz um ser conhecer a sua realidade. Sendo assim, quando a mente primária do espírito está sendo guiada pela consciência espiritual, a sua razão é determinada por este conjunto de valores, verdades e percepções; quando está sendo guiada pela consciência humana, a sua razão é determinada pelo conjunto de valores humanos…

Mas, ser guiado por um conjunto de valores humanos não transforma o espírito em ser humano? Não… Como definimos anteriormente, em nossa visão “ser humano” é uma entidade, um elemento do Universo, enquanto ser universal ou espírito é outra. O fato do espírito ser guiado por valores humanos não o faz deixar de ser quem é, não altera a sua identidade, mas apenas lhe dá valores diferenciados dos que tinha anteriormente. O espírito encarnado não se transforma num ser humano, mas apenas humaniza-se…

Você é um espírito humanizado: esta é a expansão da compreensão à primeira resposta dada pelos amigos espirituais do Espiritualismo Ecumênico Universal à pergunta quem sou eu… Esta resposta não fere a informação inicial, pois não cria a figura do ser humano que ela diz não existir, mas apenas aprofunda o conhecimento dado originalmente.

Mas, a resposta à pergunta quem sou eu não parou por aí. Depois de dizer que somos espíritos humanizados Joaquim complementou: você é o que é, mas quando está alguma coisa, passa a ser o que está…

O espírito é o espírito: ponto final. Mas, por estar humanizado ele torna-se humano… É isso que o EEU disse complementando a resposta inicial. Vamos entender isso…

Tornar-se humano é viver apenas com os valores, idéias e percepções gerados por uma consciência humana. Todo ser universal que vive com uma consciência humana é humano, pois os valores de sua existência são baseados neste conjunto de valores.

Mas, será que se tornar humano não transforma o ser universal em ser humano? Não…

Como disse anteriormente, o ser humano, segundo a visão do Espiritualismo Ecumênico Universal é uma entidade, uma individualidade. O espírito humanizado, ou seja, aquele que se tornou humano não é um ser humano, pois continua sendo um ser universal, ou seja, uma individualidade espiritual.

Tornar-se humano ou humanizar-se não altera a essência do ser universal. Ele continua sendo o que ele é, foi e sempre será. O que se altera são os valores com os quais ele vivencia a sua existência eterna. Antes estes valores eram universais; hoje são materiais…

Portanto aí está a resposta que o Espiritualismo Ecumênico Universal dá para a pergunta quem sou eu: você é um espírito humanizado, é um humano… Isso não quer dizer que você não seja um espírito, mas quer dizer que você vive apenas valores humanos, vivencia apenas verdades e percepções humanas.

Nesta etapa de sua existência eterna você, o espírito humanizado, não tem acesso à sua consciência primária e por isso nada do que lhe vem à razão é universal. Todas as verdades, compreensões e percepções que tem são humanas, ou seja, são geradas pela consciência humana à qual está ligada.

Sendo assim, posso dizer que você espírito, apesar de ser um ser universal, está humano e por estar dessa forma, é humano…

Você não é um ser humano, mas é humano, um espírito humanizado…

Esta é a resposta que o EEU tem, até agora, para a pergunta quem sou eu que a humanidade faz há muito tempo. Esta resposta é definitiva? Claro que não… Como vimos, a verdade inicial pode ter sua compreensão aprofundada sem que isso altere em essência o que foi dito anteriormente.

O próprio EEU, assim como amigos espirituais de outras falanges universais, com certeza irão posteriormente aprofundando este conhecimento. Foi como disse o Espírito da Verdade a Kardec: quando Deus achar que deve, o conhecimento das coisas será sempre aprofundado por Seus enviados…

Com isso estamos querendo deixar bem claro que não estamos estabelecendo verdades fechadas, que não podem ser contestadas. Como ficou bem claro nestes nove anos, o Espiritualismo Ecumênico Universal é um dos trabalhos da espiritualidade e não o detentor da Verdade.

UNIVERSAL E UNIVERSALISTA

December 16, 2008 by firmino  
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O termo ‘Universal’ é uma propriedade inerente a tudo que existe no Universo. Todos os elementos existentes são, portanto, universais. No entanto, podemos afirmar que os elementos existem como universais de duas formas: a Real e a ilusória.

O elemento universal Real é aquele que pode ser percebido na sua essência real. Já o elemento ilusório é aquele que é percebido por alguns seres do Universo onde, na Realidade, existe o Real. Ou seja, o elemento individual é uma ‘miragem’, ou seja, algo que se percebe onde, na Realidade, existe outra coisa.

Este elemento ilusório poderia ser classificado como irreal, mas desta forma estaríamos negando a sua existência, mesmo como uma fantasia. Universal é tudo o que existe no Universo e o elemento ilusório, mesmo que de uma forma fantasiosa, existe.

Portanto, todos os elementos, sejam Reais ou ilusórios, são universais.

A partir daí, podemos, então, definir o termo universalizar-se: é o trabalho de, gradualmente, abandonar as realidades ilusórias para conviver com as Reais. A este trabalho chamamos de ‘Universalismo’ e quem o pratica é o ‘universalista’.

Dissemos um trabalho gradual porque as verdades ilusórias são de variados níveis. Por exemplo:

– as verdades ilusórias materiais – o mundo que é percebido pelos sentidos do corpo físico;

- as verdades ilusórias científicas – aquelas que são criadas pela ciência através de aparelhos, mas que não fazem parte das percepções humanas, como o átomo ou a célula, por exemplo;

- as verdades ilusórias espirituais – cidades e umbral, ou seja, espaços circunspetos no mundo espiritual, paraíso e inferno, nirvana, etc.;

- diversas outras.

Todas estas realidades, apesar de aparentemente serem Reais, podem ser consideradas ilusórias porque ainda estão ligadas a elementos materiais (som, imagem, forma, etc.), coisas que não existem dentro da Realidade do Universo. É como um viajante que vê a miragem de acordo com a sua necessidade de momento: uns vêem água, outros rios, outros cidades, mas nenhum deles está vendo a paisagem que realmente existe.

A partir desta idéia, podemos, então, afirmar que existe diversos Universalismo, ou seja, diversos caminhos para a universalização, que são trilhados dentro de realidades ilusórias diferentes. Por exemplo: o universalismo católico, o espírita, o hinduísta, o evangélico, o budista, o científico, etc.

Todos estes caminhos de universalização são Universalismos, pois buscam levar o ser materialista (aquele que vive com realidades mais individualizadas) a universalizar-se. No entanto, cada um destes caminhos é trilhado através de construções de novas realidades ilusórias.

Entre eles não podemos dizer que existam caminhos ‘melhores’ ou ‘piores’, mais ou menos ‘puros’, ‘certos’ ou ‘errados’: todos são caminhos que, se percorridos em sua essência, levarão finalmente ao universal.

O ESPIRITUALISMO ECUMÊNICO UNIVERSAL é um destes caminhos. No entanto, diferente dos demais – apenas diferente, não melhor – segue a trilha da não-existência.

O conceito ‘não’, dentro da cultura oriental, tem um significado diferente da ocidental. Enquanto que nesta última ele tem o valor de negação – não existir – para os orientais ele possui o valor de não real.

Um exemplo disso é o ensinamento ‘não-eu’ do budismo. Os ocidentais imaginam que Sidarta Gautama com este ensinamento quis dizer da não existência do ‘eu’, mas isso é irreal. Na realidade o que ele ensinou é que o ‘eu’ existe, mas não como individualidade, mas formado por elementos que não podem ser concebidos isoladamente.

Esta é a forma como o ESPIRITUALISMO ECUMÊNICO UNIVERSAL trilha o caminho da não-existência: tudo existe, tudo é universal, mas a Realidade é diferente do que pode ser percebido a qualquer momento.

Seus ensinamentos pretendem mostrar que as realidades que são vividas pelos seres encarnados são ilusões, mas que, ao mesmo tempo em que ele está percebendo algo, existe outra coisa na Realidade naquele mesmo lugar, sem que para isso diga o que é Real. Ou seja, os ensinamentos pretendem mostrar que tudo é ilusão sem criar nenhuma outra imagem no seu lugar.

Ao invés disso, o ESPIRITUALISMO ECUMÊNICO UNIVERSAL prega a existência do ‘Nada’. Da mesma forma aqui precisa se falar sobre a compreensão deste vocábulo.

O ‘Nada’ que é pregado não é a ausência, o vazio. O ESPIRITUALISMO ECUMÊNICO UNIVERSAL prega uma ‘Nada’ que seja cheio de ‘Tudo’, ou seja, que contenha elementos. No entanto, ele também ensina que este ‘Todo’ que compõe o ‘Nada’ não pode ser percebido ou compreendido pelo ser humanizado.

Assim, a trilha da não-existência pregada pelo ESPIRITUALISMO ECUMÊNICO UNIVERSAL não é a de simplesmente negar a existência de qualquer elemento, mas dizer que eles, na Realidade, existem de outra forma que o ser humanizado não consegue perceber ou compreender. O que, aliás, é a própria definição do Universal que citamos anteriormente.

EU E DEUS SOMOS UM

December 16, 2008 by firmino  
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Nos dias de hoje é “moda” nos meios espiritualistas falar-se na Unidade, em tornar-se UNO com Deus ou com o Todo. Mas, nesta busca se esquece do ensinamento de Cristo a este respeito: “Eu e Deus somos UM”…

Vamos falar um pouco sobre este tema…

Reparem que Cristo não fala em ser UM, mas tornar-se UNO com Deus… Ele não fala em tornar-se UM, mas em unir-se a Deus. Esta diferença é sutil, mas a compreensão dela é o grande diferencial entre conseguir unir-se e imaginar-se unido…

Para podermos compreender a diferença é preciso antes conhecer os elementos da afirmação: Deus, Eu e unir-me…

Deus é o Todo Poderoso, o Onipresente, Onisciente e Onipotente. Por isso podemos dizer que ele é o Absoluto. Absoluto é tudo aquilo que é eterno e universal, ou seja, que jamais foi alterado ou jamais se alterará ao longo dos tempos e aquilo que sempre é igual para todos.
Só Deus é o Absoluto, pois só Ele jamais se alterou e mesmo que cada o um o imagine de uma forma diferente, Ele é sempre o mesmo…

Eu sou o ego/ser humano ou o espírito, dependendo do ponto de vista de cada um tem sobre si mesmo. Se Deus é o Absoluto e eu sou diferente Dele, posso dizer que o ego/ser humano e/ou o espírito é o Relativo, já que no Universo existe apenas o Absoluto e o relativo… Esta afirmação torna-se mais compreendida quando entendemos o que é relativo..

Relativo é o oposto do Absoluto. Portanto, relativo é tudo aquilo que sofre alteração seja ao longo dos tempos ou de um para outro ser/ego e/ou espírito… Nós, os egos/seres humanos e/ou espíritos, somos relativos porque estamos em constate mudança, quer seja na forma física como nas percepções e idéias que tenhamos.

Depois de entendido os dois termos da frase, podemos, então, compreender a ação: o eu UNIR-SE a Deus…

Quando se toma a acepção corrente nos dias de hoje no meio espiritualista, veríamos que UNIR-SE a Deus seria deixarmos de ser relativos e nos tornarmos Absoluto… Mas, isso é impossível: só Deus é o Absoluto…

O ego/ser humano e/ou o espírito não podem tornar-se Absoluto, porque se isso acontecesse, eles não estariam UNOS com Deus, mas tornar-se-iam o próprio Deus, a própria Unidade buscada…

Reparem que Cristo não fala em tornar-se Deus, mas em UNIR-SE a Ele. Não fala em nos tornarmos Absolutos, mas em nos ligarmos ao Absoluto…
Esta é a grande diferença que falei antes…

O ego/ser humano e/ou espírito no processo de universalização ao invés de buscar unir-se a Deus, quer se transformar em Deus. Ou seja, quer tornar-se Absoluto. Mas, isso é impossível…
O ego/ser humano e/ou espírito é por natureza relativo porque não é Perfeito. Jamais um ego/ser humano e/ou espírito alcançará a Perfeição, pois esta não é ditada por normas e padrões que precisem ser alcançados, mas por Deus…

Deus não é Perfeito: é a Perfeição. Não existem verdades Absolutas que Ele conheça: Ele é o Absoluto… Não existe algo Absoluto que Deus conheça e os outros não: Ele é o que existe de Absoluto…

É neste ponto que reside a diferença que eu falei…

Os egos/seres humanos e/ou espíritos querem conhecer o Absoluto, ou seja, querem ter Verdades e Realidades Absolutas… Mas, elas não existem: o que existe é Deus que é o Absoluto…

Tentando conhecer o Absoluto, o máximo que os egos/seres humanos e/ou espíritos fazem é continuar com idéias relativas que eles acreditam como Absolutas… Mas, isso não é realização alguma, pois hoje todos os egos/seres humanos e/ou espíritos já possuem alguma verdade relativa que creditam como Absolutas, ou seja, acreditam como verdadeiras…

UNIR-SE a Deus como propõe Cristo não é ter idéias novas sobre qualquer coisa, mas tendo a idéia que tiver saber que ela é relativa e não Absoluta…

Para se UNIR a Deus o ego/ser humano e/ou espírito, não tem que adquirir idéias/conhecimentos novos sobre as coisas, mas apenas ter a consciência de que elas são relativas. Não importa no que cada um acredite, tudo é verdadeiro de uma forma relativa, mas nada é de forma Absoluta…

Não acreditar que o que acredita é verdadeiro: isto é UNIR-SE a Deus…

Compreendeu o que quis dizer? Compreendeu a diferença entre os dois processos? Que pena… Você criou uma verdade relativa à qual está dando um valor de Absoluto…

Não acredite que isso que você compreendeu é verdadeiro, mas também não ache que é falso. Não existe nada verdadeiro ou falso, mas apenas Deus…

Deixe o ego/mente humana e/ou espírito acreditar no que quiser, mas não leve a sério esta crença. Apenas saiba: “isto é no que EU acredito e não uma verdade Absoluta. Amanhã esta idéia se mudará e por isso não vale a pena defendê-la com unhas e dentes”…

É JUSTO SER INJUSTO

December 16, 2008 by firmino  
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O que é “fazer justiça”? Trata-se de atender a preceitos que sejam considerados “certos”, “corretos”. Fazer justiça é dar razão a quem está “certo”…

A partir daí, podemos dizer que cometer uma injustiça é fazer o que está “errado”. Quem comete uma injustiça está agindo de forma errônea.

Mas, será que está mesmo? Quais são os critérios que definem o que é justo e o que não é?

Muitos diriam que estes critérios são estabelecidos de forma comunitária para cada sociedade. Mas, será que realmente estes critérios estabelecem o que é justo? Para entender isso, vamos ficar na nossa própria sociedade.

Quem de nós nunca deu dinheiro a um guarda para que ele não multasse o carro, mesmo quando quebramos os critérios de nossa comunidade sobre velocidade, exigências para se dirigir ou para estacionar? Quem de nós se preocupa em atender a lei que manda conservar a calçada de nossas residências? Quem de nós não tenta aumentar os abatimentos legais, mesmo que de forma fictícia, no final do ano para poder receber mais devolução do imposto de renda?

Será que agir assim é ser justo? Claro que não, pois estamos ferindo o código comunitário que legisla sobre estas atividades. Mas, consideramos injusto agir assim? Novamente, claro que não…

Achamos justos gastarmos menos com a propina do que com a multa; achamos justos poupar o dinheiro para nosso lazer do que consertar a calçada para proteger o pedestre; achamos justos receber mais de devolução do imposto de renda porque, afinal, “o governo é rico”…

Mas, pior do que menosprezar os códigos de leis é legalizar a injustiça…

É, nós seres humanos não só desprezamos os códigos legais quando nos convém, como ainda muitas vezes legalizamos a injustiça para não dar margem nenhuma a sermos condenados por estarmos “errados”. Esta legalização se faz através dos parágrafos que são colocados abaixo do código legal permitindo fazer o que o artigo diz que não deve ser feito.

Um dos exemplos mais gritantes da legalização da injustiça é o artigo 157 do Código Penal Brasileiro. Ele é taxativo: “não matar”. Apesar dele ser taxativo logo abaixo existem diversos parágrafos que criam condições onde matar é permitido…

Sei que é um exemplo questionável por se tratar de defesa da vida, mas quantos artigos dos códigos penal e cível que legislam sobre coisas não tão fundamentais não possuem parágrafos que criam condições para que a lei seja quebrada?

Se tudo isso é real – e é – a justiça, então, não é determinada pelos códigos de leis que regem cada comunidade, mas sim pelos valores de cada um. Ou seja, são os conceitos ou valores que existem em cada ser humano que determina o que é justo para ele e estes conselhos não se prendem a outra coisa, inclusive o código comunitário, a não ser ao próprio “achar” individual de cada um…

Com a percepção de tudo isso, deveríamos, se pudéssemos, mudar a idéia que temos hoje do que é “fazer justiça”. Se a justiça é determinada pelos conceitos individuais de cada um e não pelo código comunitário, posso dizer que “fazer justiça” é agir de acordo com o que aquele ser humano considera justo…

A partir daí, temos também que mudar a idéia sobre injustiça. O que é ser injusto, então? É a ação do próximo que não condiz com os critérios de justo de um ser humano…

Mas, será que aquela pessoa foi realmente injusta? Acho que não porque mesmo que ele tenha agido contrário ao critério de justo do outro, ele agiu dentro do seu critério de justo…

Vou dar um exemplo. A família de um amigo meu certa vez correu para escondê-lo porque ele, dirigindo bêbado de madrugada, tinha atropelado uma pessoa. Eles se prontificaram a ajudar a pessoa atropelada, mas desde que ela não apresentasse queixa…

Isso é injusto? Para eles não. Os conceitos ou verdades destas pessoas diziam que o que seria injusto é um rapaz novo, com um futuro promissor, tivesse a sua vida “estragada” por causa de um ato de irresponsabilidade da juventude…

Eles estavam “errados” quando fizeram isso? Claro que não… Para eles não havia nada “errado” nesta forma de proceder porque eles consideravam mais importante (justo) preservar o futuro do rapaz…

Diante de tudo isso, volto a perguntar: quando ocorre uma injustiça? Quando os nossos critérios de justos não são atendidos…

Isso quer dizer que aconteceu uma injustiça? Não, apenas que o outro seguiu os critérios de justiça dele…

Indo um pouco além, pergunto: diante de tudo isso, será que temos o direito de chamar alguém de injusto? Sim, temos… Por quê? Porque não conseguimos alterar os nossos conceitos…

Os conceitos humanos que criam os padrões de justiça e, por conseguinte, de injustiça estão tão enraizados e tão fundamentados por outros conceitos que eliminá-los seria uma tarefa inócua. Além do mais, tendo em vista a estrutura racional da mente humana, ao destruirmos um conceito certamente faríamos outro…

Então, temos que viver chamando de injusto o que é, pelo menos na idéia do outro, justo? Não… Mas, se não podemos deixar de ter conceitos, como fazer então? Apenas seguir o que foi ensinado…

Cristo disse: ame os outros como a si mesmo. Aplicar este preceito a este aspecto da vida humana é amar o critério de justiça do outro, como você ama o seu próprio…

Não, não estou falando em aceitar os critérios de justiça do outro ou em entendê-los ou ainda pior, compartilhar com ele seus critérios. O que estou falando é em dar ao próximo o direito de ter critérios de justiça diferentes do seu…

Não se trata de passar a achar o que ele acha sobre as coisas, mas em praticar a verdadeira caridade como ensina o Espírito da Verdade: dar ao outro o que deseja para si… Se você quer para si o direito de saber o que é justo, deve doar ao próximo o direito de também querer sabê-lo…

Pronto… Se você acha que consegue mudar a sua forma de pensar, ao invés de querer lutar contra os seus conceitos, que como já vimos não trará vitória alguma, aceite que o outro tenha o padrão dele de justiça que está sendo utilizado naquele momento e confrontado com o seu.

Com isso acabam todas as injustiças do mundo… Todas as injustiças transformar-se-ão em justiças, pois se tornarão um ato fundamentado no critério justo do outro.

Isso que falamos é “certo”, segundo os preceitos dos ensinamentos religiosos, pois cada um tem o direito de livre optar por acreditar como justo o que ele quiser…

Sendo assim, é justo ser injusto…

NEM CONTRA NEM A FAVOR – MUITO PELO CONTRÁRIO

December 16, 2008 by firmino  
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Se analisarmos as mensagens que tenho enviado de uma forma humana (através da lógica racional dualista do ego) poderemos chegar à conclusão que sou contra tudo o que existe. Mas, isso também é uma ilusão, pois não sou nem a favor nem contra tudo o que existe: muito pelo contrário. E, tal atitude fundamenta-se em dois aspectos Reais do Universo.

O primeiro deles é o UNIVERSALISMO. Se buscarmos no dicionário a compreensão desse termo se encontra a seguinte definição: ‘Doutrina que considera a realidade como um todo único’. Ou seja, que tudo que existe faz parte de um Todo. Sendo assim, se me considero universalista, não posso ser nem contra nem a favor de algo, pois seria o mesmo que negar a existência de alguma coisa que existe.

Tudo que existe possui a característica de ser universalista, ou seja, de estar na presente na Realidade, no Todo. A compreensão que se tem sobre as coisas pode ser ilusória, mas negar a existência de qualquer coisa feriria o princípio universalista de tudo. Isso porque a própria ilusão é ‘real’ para quem convive com ela como tal e, por isso, não pode ser negada. Ou seja, as ilusões que se tem sobre as ‘coisas’ do Universo são reais.

Vou explicar melhor o que quero dizer e para tanto usarei um exemplo dos muitos que já foram citados durante a transmissão de ensinamentos. Joaquim já nos disse que o patriotismo é uma ilusão.

Acreditar que se nasceu em um determinado planeta já é uma ilusão, pois o Universo não é fragmentado em espaços, mas Uno. Que dirá então separá-lo em nações, raças ou povos. Aliás, pensar em algo cerceado pelo binômio espaço/tempo é separar o que é Uno e Indivisível.

No entanto, afirmar que a pátria ou o sentimento que um ser humano usa para relacionar-se com ela é ‘verdadeiro’ ou ‘falso’, seria negar o universalismo. Isso porque o patriotismo é real, ou seja, existe para aqueles que ainda estão presos ao espaço/tempo.

Para compreendermos melhor tal afirmação, vou colocar a forma de relacionamento de um ser humanizado com sua ‘pátria’ em uma linha horizontal. Em um extremo teremos o patriotismo e no outro, o ‘não patriotismo’ ou a ausência de adoração à pátria, povo ou raça.

Esta linha não é composta apenas de extremos, ou seja, não existem apenas o patriotismo e o não patriotismo. Na verdade ela se trata de uma extensão que é delimitada nos seus extremos por estes dois tipos de relacionamentos.
Se assim o é, podemos afirmar que esta linha possui um ponto mediano, o meio absoluto.

Para os seres humanizados neste meio não existiria nada, ou seja, seria um ponto onde o patriotismo e o não patriotismo acabariam. Mas, isso não é Real. O espírito ligado ao ego dual precisa compreender que o ‘nada’ não existe, pois mesmo que atribuíssemos a ele o valor de ausência de tudo, ele ainda seria alguma coisa: a ausência.
Sendo assim no meio da nossa imaginária linha teria que existir alguma coisa. Porém, este algo que existe ali não poderia sujeitar-se a um nem a outro extremo porque senão ele seria apenas uma das partes daquele extremo.

Imagine que no meio, no ponto central, existisse o patriotismo sobrepujando o outro extremo, mesmo que em grau ínfimo. Se assim fosse, este ponto não mais seria o meio absoluto, mas um elemento daquele extremo. Por isso afirmo: no meio existe algo, ou melhor, existem os dois extremos.

Voltando no nosso exemplo, na linha imaginária que analisa o relacionamento do ser humanizado com a sua ilusória ‘pátria’ existe alguma coisa para que ele não seja composto por algo inexistente (o nada). E, este algo que existe é formado tanto por um como pelo outro extremo, ou seja, no meio coexistem o patriotismo e o não patriotismo.

Aliás, em todos os pontos da nossa imaginária linha existe resquícios dos dois extremos. Não importa o quanto estejamos próximos do patriotismo ou do não patriotismo, sempre haverá a presença do seu oposto. Isso porque, como ensinou Krishna, o Real nunca deixa de existir e o irreal nunca existiu.

No entanto, no ponto central absoluto existe uma característica específica que o distingue dos outros pontos: um extremo não sobrepõe o outro. O meio absoluto de nossa imaginária linha não é vazio (composto pelo nada) nem tende para um ou outro lado, mas é uma etapa da linha onde os dois extremos se encontram em intensidades tão iguais que um anula a ação do outro.

Aparentemente este meio absoluto está vazio, mas na Realidade ele está ‘cheio’ com a presença dos dois extremos, mas em uma situação especial (igualdade) que faz com que os efeitos de um ou de outro existam. Portanto, o patriotismo e o não patriotismo são Reais, pois eles existem sempre, mesmo no meio absoluto.

Se assim o é, não posso ser contra ou a favor, mas muito pelo contrário. Se fosse contra ou a favor de algum dos extremos estaria negando a Realidade, pois estaria fracionando o que é Indivisível; negando a própria divindade, que é a Realidade, pois seria contrário a algo que faz parte do Universo.

Na verdade, quando repasso ensinamentos que afirmam que você não pode ter patriotismo, ou seja, não deve optar por um dos extremos das linhas de relacionamentos com as ‘coisas do mundo’ (pessoas, objetos e acontecimentos), estou justamente mostrando que existe um outro lado que também é Real.

Quem se apega ao patriotismo, ou seja, acredita na ilusória sensação de amar sua pátria acima das outras criadas pelo ego, nega a existência do não patriotismo. Com isso ele deixa de aplicar e viver com o Universalismo.
Não prego a ausência de nada do que é Real, mas o caminhar pelo meio, ou seja, a consciência de que existem dois lados na moeda, mas que eles podem coabitar tão profundamente fundidos que um não provoque efeitos sobre o outro, assim como a ‘cara’ ou a ‘coroa’ não interferem no outro lado. No entanto não é assim que os egos humanos vêem o que digo.

Isso porque eles estão presos ao dualismo, ou seja, funcionam apenas a partir do extremo. Quem nega o patriotismo tem, necessariamente, que pregar o não patriotismo: é desta forma que os seres humanizados entendem aquilo que lhes é transmitido. No entanto, minha postura é diferente. Alerto para os perigos de se acreditar no patriotismo, mas por isso não quer dizer que estou fazendo propaganda do não patriotismo.

Aplique tal conceito a tudo que tem sido dito pelo Espiritualismo Ecumênico Universal (a não ser homem ou mulher, a não ser marido ou esposa e por isso acreditar que pregamos o fim do casamento, etc.) e você verá o que é ser Universalista.

Universalista é aquele que sabe que tudo que existe é sempre Real. Por isso ele nunca opta por um por outro extremo nas suas linhas de relacionamento com as ‘coisas do mundo’. Ele está sempre no ‘caminho do meio’, ou seja, para ele os dois extremos são Reais (‘certos’, ‘verdadeiros’, ‘bonitos’, ‘limpos’), mas ele não deixa que o fato de acreditar na Realidade deste extremo influencie-o contra o outro.

Mas, no entanto, tem gente que não vive assim… Será que eles estão ‘errados’? Depois de tudo que falei, pelo menos para mim, é claro que não…

O que poderia dizer é que eles exerceram apenas a sua opção de deixar-se ou não se influenciar por um dos lados, mas nunca que estão ‘errados’. Ou seja, que exerceram o ‘livre-arbítrio’ que Deus concedeu a todos os seres universais.

Aí está o segundo elemento que não me deixa ser a favor ou contra qualquer coisa: o LIVRE ARBÍTRIO, o resultado de uma opção pessoal.

Veja bem. Como disse, em todos os pontos da linha imaginária que criei existe a presença dos dois extremos. Mesmo no ponto onde aparentemente exista a influência de apenas um dos elementos, o outro está presente. Não tem força para impor sua influência, mas ele está presente, pelo menos como a negativa.

Quem é patriota nega, pelo menos para si, a existência do não patriotismo. Tal atitude que, aparentemente, poderia gerar a compreensão da não existência do outro extremo para aquele ser, é exatamente a que afirma a sua existência.

Quando alguém diz que para si não existe o não patriotismo está confirmando que acredita na possibilidade da existência do outro extremo, pois ele precisa ser negado. Ou seja, afirma que o não patriotismo é Real. Ele não nega que o outro seja Real, mas apenas afirma que, entre um ou outro extremo, ele opta por aquele determinado.
Ou seja, a livre opção por um dos extremos não torna ninguém falso ou verdadeiro, mas reflete apenas uma decisão livre e soberana do ser utilizando-se de uma graça que o Supremo lhe concedeu e deu o direito de exercê-lo naquele momento.

Como, então, podemos dizer que alguém é ‘falso’ ou ‘verdadeiro’? Se sou Universalistas (acreditamos na existência Real dos extremos) e se respeito o Pai e toda a sua obra, como, então, afirmar que alguém está ‘certo’ ou ‘errado’?
Por isso afirmei no início deste texto: não sou contra ou a favor de quaisquer coisas; muito pelo contrário. Defendo o direito de cada um optar pelo que quiser, mas tenho o dever de alertar que acreditar que apenas um dos extremos é Real fragmenta a Unidade e consiste-se numa postura de soberba, pois nega ao próximo o direito dele exercer o seu livre arbítrio.

Por isso quero deixar bem claro: não estou aqui para criar novas verdades. Não estou aqui para transformar em Real o que não é, pois nada mais pode ser conhecido pelos seres humanizados do que a gama de extremos que já o é.
Também não estou aqui para julgar e condenar nenhum outro ser humanizado, ou seja, não estou aqui para cercear o livre arbítrio de nenhum espírito. O que imagino que faço é indicar um caminho que ligue este ser à Realidade.
Mas, para isso, é preciso alertar que tudo é Real. E, para tanto, preciso dizer que tudo que você considera como verdadeiro é apenas um dos lados da moeda.

Quando digo que você não pode se considerar marido ou esposa (estar casado), não estou querendo afirmar que você não deve casar-se ou dizer que o casamento é irreal. Aliás, o próprio apóstolo Paulo afirma: ‘É bom que o homem não case. Porém porque existe tanta imoralidade, cada homem deve ter a sua própria esposa e cada mulher, o seu próprio homem’ (Carta aos Coríntios 1 – capítulo 7, versículos 1-3). É nesta aparente ambigüidade do apóstolo que aprendeu com Cristo no mais alto céu que fundamenta minha crença.

O que estou querendo afirmar realmente, mas que a maioria não vê desse jeito porque está aprisionada ao dualismo, é que cada um deve viver o que está vivendo (estar casado ou não), mas aprender a relacionar-se com este acontecimento sem se prender a nenhum dos dois extremos das linhas de relacionamento com as situações da vida. Quem não se apega em um deles não se deixa influenciar pela sua ação (quere casar ou não, querer separar-se ou não) e, com isso, alcança a equanimidade.

Aí está o principal perigo para quem não vive a Realidade pelo caminho do meio. Quem se apega em um dos extremos, ou seja, acredita em um e nega o outro, sofre com o ‘desequilíbrio sentimental’, a diferença de ânimos entre as situações da vida.

Por causa deste desequilíbrio acaba variando entre a exultação do prazer (quando o que quer acontece) ou a depressão da dor (acontece o que não quer). Tal vicissitude é fruto de estar em um dos extremos da linha de relacionamentos e não poderá deixar de ser colhido por aquele que ali está. E esta ‘variação de humor’ leva ao fim da Felicidade Plena, Universal (Bem-Aventurança), que é a graça de Deus e o que Ele tem prometido aos seus filhos.

Por isso não sou contra ou a favor: muito pelo contrário. Respeito o livre arbítrio de cada um e, por isso, nunca ataco quem quer que seja. No entanto, não posso deixar de alertar que apegar-se a um dos extremos leva o ser universal a afastar-se da glória de Deus.

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