É certo o outro estar errado
June 13, 2009 by admin
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Recentemente eu estava conversando com algumas pessoas e elas me falaram que não existe certo e nem errado. Então eu resolvi dar corda para elas se enforcarem. Eu disse que existe sim. Então começou uma série de argumentos provando que não existe certo e errado. E eu não dava meu braço a torcer, continuava dizendo que existia sim certo e errado e que estava prestes a provar isso. E elas começaram a se irritar comigo até que me chamaram de chato e insuportável. Então eu falei: “ok, eu estou errado em dizer que há certo e errado, não é? O certo é que não existe certo e errado?”.
Foi então que a ficha caiu. Meu amigos se apegaram na idéia que diz que não existe certo e errado, mas estavam deixando no ar que eu estava errado por não compartilhar da mesma opinião que eles possuíam. Afinal, se eu estivesse certo para eles eu teria que concordar que não existe certo e nem errado. Na verdade o ego deles criou um certo que dizia que não existe certo e nem errado. E também criou o oposto, um errado diante da aceitação do certo e errado. Então eles passaram a impor a ideia que não existe certo e errado aos outros, onde quem não aceitasse isso estaria errado e quem aceitasse estaria certo. Loucura, não é? É como você achar a crítica algo errado e passar a criticar o criticador. Você nem notou, mas acabou tornando-se o que tanto condenava: um criticador que critica a crítica.
Na verdade só se sente contrariado quem tem a sua noção de certo e errado ferida ou atacada. Se você realmente não tivesse nenhuma noção de certo e errado jamais seria contrariado. Você pode afirmar com todas as letras que não existe certo e errado, mas na primeira contrariedade que sentir vai dizer para todos que possui o que tenta negar. Humanamente, existe o certo e errado. Para o Universo pode não existir, mas a nível mental é praticamente impossível não enxergarmos nada como certo e errado, bonito e feito, limpo e sujo, etc. Mas se por um lado é quase impossível deixarmos de ter estes rótulos, por outro é totalmente possível não nos apegarmos a eles. O problema não é você achar este meu texto certo ou errado, bonito ou feio, mas em como você irá se relacionar mentalmente/ sentimentalmente com esta compreensão.
Ok, se não dá para deixarmos de ver algo como certo e errado e se negarmos a existência destes rótulos não resolve nada, o que podemos fazer? Usar o raciocínio do certo e errado a nosso favor. Um dos melhores raciocínios é o que diz: “é certo o outro estar errado”. O que isso quer dizer? Quer dizer que você está se sentindo contrariado com a opinião ou comportamento do outro, mas que você está consciente que aquilo, para você, é algo errado, embora para o outro seja o certo. Não tem problema, confesse para si mesmo: “eu acho que ele está errado. Mas o que eu posso fazer? Ele acha que está certo. O que importa: o que eu acho ou o que ele acha? Claro que no fim das contas é o que ele acha certo que importa. Afinal, a vida é dele, não minha”.
Pense bem, o que você pode fazer? Ele está fazendo o que ele acha certo, bom, positivo, o que gosta. Então dê o direito dele ter a própria noção de certo/ errado e o aceite do jeito que ele é. Mas se aceite a si mesmo em ter a sua noção de certo/ errado também. De nada adianta você sofrer porque achou algo certo ou errado. Seja honesto consigo mesmo. Diga: “a minha noção de certo e errado está sendo contrariada. Mas o que eu posso fazer? Quem disse que a minha noção de certo e errado deve ser compartilhada pelos demais? Se eu quero ter a minha noção de certo e errado, vou dar o direito e liberdade do outro também ter”.
Então, da próxima vez em que você se sentir contrariado diante de uma opinião ou comportamento diga para si mesmo: “É certo o outro estar errado. E é totalmente irrelevante a minha opinião de achar que o outro está errado, porque na verdade a idéia que diz que algo é errado está dentro da minha mente, não na mente do outro… ele está fazendo o que acha certo, o que gosta. E o que realmente importa: o que eu acho certo ou o que ele acha certo?”.
E aí, você acha certo ou errado achar alguma coisa certa ou errada?
June 2, 2009 by admin
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É interessante, a mente está sempre julgando se algo é certo ou errado. Muito freqüentemente achamos errado alguém achar algo errado ou certo, mas não vemos que também estamos achando esta coisa errada. Freqüentemente também criamos a verdade que diz que é errado achar algo errado, e por isso sofremos porque não queremos achar nada errado, mas acabamos achando. Mas se nos apegarmos na verdade que diz que algo é certo também será um problema, porque vamos dizer que o outro que acha aquilo errado está errado porque nós achamos certo. Loucura, não é? Mas é assim que vivemos.
Aqui está um exemplo prático. Freqüentemente criticamos alguém que critica algo porque julgamos que a critica é algo errado. Mas estamos fazendo o mesmo, ou seja, criticando o criticador. Ao criticar o criticador nos transformamos naquilo que tanto condenamos. Se eu acho errado criticar, o outro acha certo. Quem está certo ou errado? Eu diria que todos sempre estão certos, mas para si mesmos. Se a coisa parasse aí, não seria um problema. Mas estamos sempre querendo impor ao outro a nossa noção de certo/errado. Na verdade o grande problema é que não achamos que estamos certos/ errados para nós mesmos, mas para o Universo inteiro e assim não damos o direito dos outros também terem as suas próprias noções de certo/ errado.
Por exemplo, sujeito A acha certo fumar, mas sujeito B acha errado. Ok, A fuma e B não fuma. Mas A não vai querer mudar B e nem B vai querer mudar A. Cada um guardará a sua noção de certo/errado para si mesmo sem impor ao outro. Acredito que caminhamos para isso. Imagine um mundo onde todos se respeitam mesmo diante da diversidade de pensamentos e crenças? Acabam as discussões, guerras, tentativas de dominação, de controle, o poder, etc.
Faça um teste. Analise algumas noções de certo/errado que você tem. Compare com as noções de certo/errado das pessoas que convivem diariamente ao seu redor. Diante de uma contrariedade diga para si mesmo ‘ok, eu não concordo com ele, mas ele acha que está certo. O que eu posso fazer? O que realmente importa: o que eu acho certo ou o que ele acha certo? Ele está fazendo o que gosta, então vou respeitá-lo’. Você até pode se opuser fisicamente ao ato, mas sentimentalmente vai estar em paz. Haverá o respeito sentimental, mesmo que sua mente ainda continue dizendo que não concorda com aquilo. Você não vai sofrer por dentro porque ele está fazendo algo que está indo contra a sua noção de certo/errado. Você vai dizer: ‘é, não concordo, e daí? Quem sou eu para dizer o que os outros devem fazer ou deixar de fazer? Se eu tenho direito de ter meu certo/ errado, também vou dar o mesmo direito a ele’.
Agora vem a pergunta final para você refletir: eu estou certo ou errado? E você ter achado que eu estou certo ou errado foi algo certo ou errado?
O Universo é muito mais esperto do que você imaginava
June 1, 2009 by admin
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Já reparou que a Universo está sempre dando corda para nos enforcarmos?
Aqui estão alguns exemplos…
Se alguém acredita que uma determinada crença é a única certa, pode ter certeza que o Universo vai colocar na frente dessa pessoa outros que acreditam que a crença que eles possuem é que é a verdadeira. A ficha só vai cair quando houver a compreensão que é inútil querer impor aos outros as nossas verdades, pois são todas individuais e relativas.
Se uma pessoa quer controlar os outros, pode ter certeza que o Universo vai colocar ao lado desta pessoa outras que não querem ser controladas. Por exemplo, um pai ou mãe querendo controlar a vida do filho. A ficha só vai cair quando esta pessoa compreender a sua total incapacidade de controlar os outros ou o mundo.
Se alguém quer fazer guerra e busca o poder e dominação, pode ter certeza que o Universo vai colocar esta pessoa ao lado de outras com o mesmo objetivo. Estas vão brigar até se autodestruírem. Isso é para que compreendam que a busca pelo poder e dominação não leva a nada.
Se uma pessoa acha errado receber uma critica, pode ter certeza que o Universo vai colocar na frente dela várias pessoas que gostam de criticar ou fazer fofoca. A ficha só vai cair quando esta pessoa compreender que o problema não são os críticos ou fofoqueiros, mas ela que não aceita que falem mal dela, porque está viciada no prazer do falar bem e do elogio.
Se você examinar a sua vida e dos outros vai ver que é apenas isso que o Universo faz: vive dando corda para nos enforcarmos. Esta realidade, nossas vidas, as interações e historinhas que vivemos diariamente são apenas reflexos do individualismo individual e coletivo, do desejo desenfreado de acontecer o que nos dá prazer e não acontecer o que nos dá desprazer.
E enquanto não pararmos para fazer uma profunda análise do nosso mundo interior, pode ter certeza que o Universo vai continuar dando as cartas, manipulando as peças do tabuleiro, pondo lenha na fogueira e dando corda para nos enforcarmos sozinhos, dia a dia, encarnação após encarnação, só para ver até onde vamos com nosso individualismo. E isso vai demorar o tempo que for necessário, porque o Universo não tem pressa e ainda por cima possui um estoque infinito de cartas, lenha e cordas.
Cada um tem o direito de ter o seu certo
May 30, 2009 by admin
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Calma. Eu disse que cada um tem o direito de ter o seu certo e não que cada um deve impor o seu certo em cima do errado dos outros. Eu vou explicar abaixo.
Há muito preconceito em cima do certo e errado em quem estuda os ensinamentos Universalistas. Muitos têm calafrios só de ouvir estas palavras como se fosse algum pecado expor o que achamos que é o melhor para nós. Por exemplo, o meu certo diz para não fumar, porque não gosto de cigarro, mas para outros o certo é fumar, já que eles gostam. Qual o problema em eu achar errado fumar? Não há problema algum, desde que eu respeite a opção de quem acha certo. Para mim não é algo interessante, mas para outros é.
Todos nós temos o nosso certo, os nossos valores, nosso sistema de crenças e verdades. Não há problema em ter o nosso certo, desde que demos o direito dos outros também terem. O problema ocorre quando queremos impor o nosso certo em cima do errado dos outros. O problema ocorre quando não damos o direito dos outros pensarem ou agirem diferentemente do que diz o nosso certo. E este é o grande problema do mundo. Ninguém dá o direito do outro pensar o que quiser. Só nos sentimos satisfeitos quando conseguimos enfiar goela abaixo nos outros o que achamos como certo, bom, positivo.
Cada um merece ter o seu certo respeitado. Imagine um mundo onde todos pudessem ter a sua noção de certo respeitada sem que ninguém julgasse ou condenasse a opção do outro? Não seria maravilhoso? Esta é à base da nova consciência universalista, onde cada um terá a liberdade de pensar o que quiser sem que ninguém condene o pensamento do outro.
Portanto, não tenha medo de declarar o seu certo, as suas verdades, as suas crenças e valores. Só dê o direito dos outros não concordarem com você. Afinal, se você quer ter a liberdade para pensar o que quiser, dê aos outros o mesmo direito. Veja como isso vai lhe trazer paz, liberdade e felicidade.
Vencendo os processos de raciocínio para alcançar a felicidade incondicional
May 30, 2009 by admin
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O ser humano é um ser racional que sempre precisa de motivos e condições para amar ou se sentir feliz. Sendo assim, o grande objetivo da encarnação é vencer os processos de raciocínio que temos e que nos impedem de amar universalmente e alcançar a felicidade incondicional.
Por exemplo, quando acontece algo que vai contra a felicidade material, ou seja, quando ocorre algo que a mente julga como errado, injusto, mau, negativo, o raciocínio manda que fiquemos tristes, com raiva, contrariados e frustrados. E quando ocorre algo que satisfaz a felicidade material, ou seja, quando ocorre algo que a mente julga como certo, bom, justo, positivo, o raciocínio manda que fiquemos alegres, excitados e extasiados.
Se não estivermos atentos a isso vamos viver entre os extremos das polaridades do prazer e da dor. Quando a felicidade material for satisfeita vamos nos exaltar, enquanto que quando a felicidade material for insatisfeita vamos cair em depressão. E acredite, é assim que a maioria de nós vive, numa verdadeira montanha-russa sentimental, ora infeliz, ora de bem com a vida.
No universalismo nós falamos que os atos não importam, mas sim como nos relacionamos mentalmente e sentimentalmente diante deles. Isso é muito importante, pois estamos dizendo que é possível manter a felicidade incondicional, ou seja, vencer o prazer e dor, mesmo diante de atos individuais ou coletivos que o raciocínio julga como errados, injustos, maus e negativos, mas também diante dos atos que ele julga como certos, bons, justos e positivos.
Por exemplo, você fala algo que alguém não gosta e aparentemente fere esta pessoa. O raciocínio vai criar todas as condições para você sentir prazer ou dor diante do sofrimento gerado a outro ser humano. Se o raciocínio diz que esta pessoa não presta você vai sentir prazer ao ver que ela se sentiu ferida por você. Se o raciocínio diz que esta pessoa é querida você vai se sentir mal porque a feriu. Tudo isso criado pelo raciocínio. E se você acreditar neste processo mental, com certeza, vai se exaltar no prazer por ter conseguido ferir alguém ou vai cair em depressão por ter machucado.
Percebeu o problema de levar a sério os processos de raciocínio? Se você não quer viver numa montanha-russa sentimental, ora infeliz, ora de bem com a vida, o caminho é vencer os processos de raciocínio.
Vamos ao exemplo. Você fala algo que alguém não gosta e aparentemente fere esta pessoa. Você diz para si mesmo: ‘é, falei isso e ela não gostou… e daí? Porque eu preciso que todos gostem ou concordem comigo?’. O resultado disso pouco importa, porque sempre vai acontecer o que tiver que ocorrer. Se ela vai brigar com você, se você vai pedir desculpas, isso é irrelevante, pois o que realmente importa é você vencer o raciocínio que diz para você sentir prazer ou dor diante do ato. Se conseguir isso você atingirá a apatia, a neutralidade.
Mas o mesmo se aplica quando alguém fala algo que você não gosta e por isso você se sente ferido. Diga para si mesmo: ‘é, não gostei… e daí? Porque todos precisam concordar com o que eu penso? Se eu quero ter liberdade de ter minhas idéias, também preciso dar aos outros essa liberdade’. Também não importa a conseqüência disso. Você pode responder ou até discutir, pois vai acontecer o que tiver acontecer, mas vencendo o raciocínio que diz para você sentir prazer ou dor diante deste ato você vai estar em paz consigo mesmo, não importando o que acontecer.
Portanto, examine a sua vida. Verifique os processos mentais que criam motivos para você se exaltar no prazer e cair em depressão na dor. Perceba que a mente humana está sempre julgando tudo o que ocorre ao seu redor para ver se isso é certo, bom, justo, positivo ou errado, mau, injusto e negativo. Perceba que a mente humana está sempre criando justificativas para que você sinta prazer ou dor diante de determinado ato individual ou coletivo. Perceba que a mente humana está sempre julgando se você tem motivos para estar alegre ou triste.
Estar atento aos processos de raciocínio é primeiro passo para vencer a mente. Enquanto não fizermos isso não vamos atingir a apatia e neutralidade, mas sim vamos continuar vivendo numa verdadeira montanha-russa sentimental, ora infeliz, ora de bem com a vida. E desta forma é praticamente impossível atingir a felicidade incondicional e o amor universal.
Você tem saudade de quem/ do que?
May 27, 2009 by admin
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Saudade significa desprazer. É quando temos a sensação de que perdemos uma pessoa ou objeto que nos proporcionava situações prazerosas. Somente quando a felicidade material deixa de ser satisfeita é que sentimos saudade de algo ou alguém.
Mas por que sentimos saudade? Porque somos sonhadores e não realistas. Porque somos individualistas e sempre queremos nos satisfazer através dos outros, situações ou objetos. Achamos que todas as situações prazerosas serão permanentes. Achamos que as pessoas que nos dão prazer ficarão ao nosso lado até a nossa morte. Achamos que os objetos que nos dão prazer nunca vão quebrar, estragar ou simplesmente desaparecer.
Por exemplo, quando sentimos saudade ao perder uma pessoa ou objeto, na verdade não estamos sentindo saudade da pessoa ou coisa, mas sim do prazer que tínhamos ao estar ao lado deste alguém ou objeto. Quando você sente saudade de um ente querido ou paixão amorosa, na verdade você não está sofrendo porque aquela pessoa tão amada partiu, mas sim sofre porque perdeu o prazer que ela lhe proporcionava. Você não está preocupado com a outra pessoa, mas consigo mesmo, com o próprio desprazer. É, você estava usando este alguém para ser feliz as custas dele. E agora que a pessoa se foi, levou junto o seu prazer, as esperanças e expectativas que você depositava nela.
Conseguiu perceber o individualismo embutido em toda saudade? Faça uma auto-reflexão e veja do que você sente saudade. Vai perceber que você não sente saudade de pessoas, objetos ou situações, mas sim do prazer, da satisfação pessoal que tudo isso gerava em você. E se hoje você sofre de saudades porque perdeu algo, na verdade está agindo igual a uma criança ranhenta que esperneia, bate o pé e berra ao perder o seu brinquedinho.


