O que você está esperando que aconteça para ser feliz?

March 23, 2009 by admin  
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No artigo anterior eu critiquei o FAZER para SER, ou seja, o querer FAZER algo para então SER feliz. Agora eu vou mais fundo ainda. Eu vou criticar o ESPERAR para SER. É quando você espera que algo aconteça para então ser feliz. É quando você tem esperanças.

Isso é muito interessante: ter esperanças. Muitos acham que ter esperanças é algo ótimo para se alcançar a felicidade incondicional, mas na verdade é algo péssimo. Você tem esperanças? Quem tem esperanças está esperando por algo. Quem tem esperanças está de olho no futuro, não no agora. Quem tem esperanças está pressupondo que deseja mudar algo. Quem tem esperanças está dizendo para si mesmo que está incomodado consigo, com os outros e também com o meio ambiente. Quem tem esperanças não aceita o mundo como ele é, e por isso raciocinou que precisa acontecer algo para que ele se sinta feliz. O que você está esperando que aconteça para ser feliz?

Toda esperança, todo esperar, coloca condicionalidades na sua felicidade, e isso não pode ser chamado de felicidade incondicional, ou seja, a felicidade que não depende de nada, muito menos da esperança que algo aconteça para então ser feliz.

Quem tem esperanças não pode ser livre. Como alguém pode ser livre se vive esperando que algo aconteça para então ser feliz? Que liberdade é essa? E se não acontecer o que você tanto espera? Vai se sentir contrariado e insatisfeito. É possível ser livre contrariado e insatisfeito? Claro que não. Como diz no livro Clube Da Luta: ‘Perder todas as esperanças é encontrar a liberdade.’ Você só poderá ser realmente livre quando não esperar mais nada dessa vida. Pode parecer assustador essa idéia de viver sem esperanças, mas coloque em prática e vai ver que isso é fundamental para ser feliz aqui e agora. Não pode haver felicidade incondicional enquanto você desejar que algo aconteça, enquanto esperar por algo, torcer por alguma coisa.

Lembre-se: tudo que é condicional lhe afasta da verdadeira felicidade, aquela universal e incondicional que jamais pode depender de condicionalidades para existir. Se você espera que algo aconteça para ser feliz, na verdade isso não é felicidade, mas prazer, fruto da satisfação pessoal, de um querer individual. Então ouse jogar fora todas as suas esperanças e veja a liberdade que nascerá dentro de você. Afinal, só pode ser livre aquele que não espera mais nada da vida.

Cada um vive dentro do seu próprio mundo

March 19, 2009 by admin  
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Um dos ensinamentos mais profundos do Universalismo é que tudo o que acontece conosco durante a vida se passa dentro de nós e não fora. Cada um vive dentro do seu próprio mundo e assim pode fazer dele um ‘céu’ ou ‘inferno’.

É fácil de entendermos isso quando compreendemos que todos os atos e acontecimentos da vida são neutros. O que vai determinar se sofrerei ou manterei a paz interior diante do ato ou acontecimento é como eu vou me relacionar sentimentalmente com as compreensões que eu tiver deste ato ou acontecimento. Só isso. Não é o ato ou acontecimento em si que importa, mas como eu reajo sentimentalmente a ele.
Vamos aos exemplos. Imagine que alguém está diante de você e lhe critica. Você tem duas escolhas: sofrer com a crítica ou manter a paz. Na primeira opção você disse a si mesmo: ‘olha que absurdo! Ele está me ferindo! Deixe eu dar uma lição nele!’. Já na segunda opção você disse a si mesmo: ‘é, está me criticando, e daí? Deixa ele me criticar. Problema é dele se não gosta de mim. Quem disse que todos precisam gostar de mim?’ Neste simples exemplo vemos que não é o ato da crítica que importa, mas como nos relacionamentos internamente com ele.

Outro exemplo. Imagine que durante uma conversa alguém diz que você está errado e não tem razão. Você novamente pode sofrer com isso ou manter a paz. Se você quiser defender a sua posse moral (‘eu sei’, ’eu tenho certeza’), provavelmente uma discussão será iniciada e você vai sofrer se não conseguir convencer o outro que ele está errado e você está certo. A sensação de contrariedade que sentirá será o seu individualismo sendo atacado e ferido. Você queria ter a razão e por isso passou pelo ato com sofrimento porque não conseguiu convencer o outro que o certo aí era você e não ele. Mas você também pode optar em passar pelo mesmo acontecimento sem sofrimento, com paz interior, se não quiser defender internamente nenhuma posse moral, mesmo que externamente esteja mostrando o seu ponto de vista. Por que você não estaria disposto a defender nenhuma posse moral? Porque você não tem certeza de nada. Você nada sabe. Você tem plena consciência que tudo o que lhe vem pela mente é apenas uma idéia ou verdade relativa. Desta forma não há motivos para defender aquilo que você fala, compreende ou até mesmo acredita. Você simplesmente mostra o seu ponto de vista ao outro, mas sem obrigações de convencer ou converter ninguém.

Mais um exemplo. Imagine que alguém fala ou faz algo que contraria você. Você pode sofrer ou não com isso. Se você sofrer é porque não queria que isso acontecesse, achou que foi algo negativo, errado, ruim, mau, injusto. Você vai brigar com o outro, seja por pensamentos internos, palavras ou atos. Mas como você só vive dentro do seu próprio mundo, na verdade está brigando consigo mesmo e não com o outro que está vivendo dentro do mundo dele. O outro pode estar reagindo diante disso com paz, tranqüilidade e harmonia. E você, achando-se o todo poderoso está na verdade dando murros na própria mente e não no outro. Aqui compreendemos uma grande verdade: você jamais pode atingir quem não quiser ser atingido. Imagine quantas vezes isso já aconteceu com você. Você estava lá ‘dando uma lição’ no outro, mas na verdade estava brigando consigo mesmo, com o seu próprio mundo interior que se sentiu ferido e você precisou defendê-lo a todo custo.

Então caro amigo, comece a colocar isso em prática. Comece a compreender que você está sempre dentro de si mesmo e nunca fora. O fora não existe. Os atos não importam. Os acontecimentos não importam. O meio ambiente também não importa. O que realmente importa é como você está reagindo sentimentalmente a tudo isso. E quando se ver contrariado ou ferido pelos atos dos outros, perceba que na verdade foi o seu próprio mundo que escolheu isso. E o grande ‘culpado’ nunca é o outro ou os seus atos, mas sempre você mesmo que optou por passar pelo acontecimento de uma forma sofredora, enquanto que provavelmente o outro passou pelo mesmo acontecimento sem sofrimento. Afinal, cada um vive dentro do seu próprio mundo. E cada um tem o livre-arbítrio de criar o seu próprio ‘céu’ ou ‘inferno’.

O que você quer fazer para ser feliz?

March 18, 2009 by admin  
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Em livros de auto-ajuda muito se tem criticado o TER para SER. Eles falam que se você acha que precisa ter dinheiro, um corpo sarado, uma mansão, um carro importado, etc., para ser feliz, você está se iludindo, pois tudo isso não traz a verdadeira felicidade, apenas o prazer que cedo ou tarde, quando tudo isso se for, se transformará em dor. Isso é verdade. Eu realmente concordo com essa crítica do TER para SER, mas existe algo aqui muito mais profundo e que poucos se deram conta. Na minha visão o maior problema é a idéia do FAZER para SER.

Eu vou explicar. Já reparou que constantemente existe uma agonia na sua mente para fazer algo? Exemplo: “Preciso fazer um encontro familiar” ou “Preciso fazer uma viajem” ou ainda “Preciso ajudar os outros”. Se você se perguntar “Por que quero fazer isso?”, vai perceber que só quer fazer este algo porque acha que isso vai lhe trazer prazer. Lembrando que não estou falando simplesmente em fazer algo, mas em QUERER fazer algo, na agonia mental em desejar fazer algo para só então sentir prazer. Fazer algo não é o problema, o problema é QUERER e SOFRER para fazer este algo a todo custo porque você acha que só depois de fazer isso é que poderá ser feliz.

Se você examinar a sua mente e de todos humanos vai perceber que isso é um padrão comportamental. Todos estão constantemente em agonia querendo FAZER algo para só então sentirem prazer. E mais, vai perceber também que todos estão querendo que os outros FAÇAM algo para que eles se sintam bem. Veja como o ser humano é muito mais escravo do FAZER do que do TER.

Na verdade o ser humano é escravo do FAZER individual e coletivo. Se ele faz algo que ele acha certo, positivo, bom e justo, ele sente prazer. Se ele faz algo que ele acha ruim, negativo, errado e injusto ele sofre. O mesmo vale para o que os outros fazem ou deixam de fazer diante dele. O ser humano quer ser feliz à custa dos próprios atos. E o ser humano também quer ser feliz à custa dos atos dos outros. Ele está totalmente escravizado pelos FAZERES individuais e coletivos.

Identificar que somos escravos dos FAZERES, tanto individual como coletivo, é o primeiro passo para alcançarmos a felicidade incondicional, aquela que não depende de FAZER algum. Então coloque isso em prática. Sempre que perceber um sofrimento na mente originado de um QUERER FAZER individual ou coletivo, pergunte-se: “Por que quero fazer isso?” ou “Por que quero que o outro faça isso?”. Você vai perceber o egoísmo dentro de você, ou seja, vai saber que está se servindo dos atos individuais e coletivos para sentir prazer e isso só lhe afastará da verdadeira felicidade, aquela que é incondicional e por isso não pode depender de nenhum FAZER individual ou coletivo.

Palavrinhas mágicas para Joaquinistas

March 18, 2009 by admin  
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Aqui estão as 4 palavrinhas que deveriam ser usadas no dia a dia de todo aquele que busca a felicidade incondicional.

1. Por quê?
2. Não sei
3. E daí?
4. Dane-se!


POR QUÊ?

Use para revelar a intenção oculta de um pensamento ou sensação.
Exemplo de um pensamento: “Ele está me ferindo”.
Pergunta: “POR QUE eu estou me sentindo ferido por ele?”.
Resposta que revelará o egoísmo que está lhe causando o sofrimento: “Porque ele está fazendo algo que me contrariou e eu não quero ser contrariado”.

NÃO SEI
Use para desprogramar os rótulos que surgem na sua mente e criam prazer/ sofrimento
Exemplo de um pensamento: “Aquela pessoa é boa” ou “Aquela pessoa é má”
Resposta: “NÃO SEI se ela é boa ou má”

E DAÍ? DANE-SE!
Use para derrubar um pensamento ou sensação de frustração ou contrariedade
Exemplo de um pensamento: “Minha namorada não quer fazer X!” ou “Me xingaram!” ou “Meu carro quebrou!”
Resposta: “E DAÍ? DANE-SE!”
(se preferir pode acrescentar o ‘QUAL O PROBLEMA?’ e ‘QUEM SE IMPORTA?’)

Usar estas palavrinhas no dia a dia pode parecer algo besta, mas coloque em prática e veja os resultados.

Atenção, os pólos da Terra já estão se invertendo!

March 17, 2009 by admin  
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Calma, caro amigo espiritualista ‘de araque’, não precisa ter medo, pois não estou falando numa inversão física dos pólos da Terra e nem de mega cataclismos com milhões de mortos, mas de uma inversão das verdades que ditam o que significa o ‘bom’ e o ‘mau’ hoje para a humanidade.

Deixe-me explicar. O que é o ‘bom’ hoje para os espíritos encarnados no Planeta? Acontecer aquilo que eles querem, desejam, acham ‘certo’, ‘bom’, ‘positivo’, ‘justo’, como forma de satisfazer o ego, suas vontades, desejos e paixões individualistas. E o que é compreendido como ‘mau’ pela humanidade? O oposto do ‘bom’, ou seja, quando acontece tudo aquilo que eles não querem, não desejam, acham ‘errado’, ‘ruim’, ‘negativo’, ‘injusto’, que ‘não presta’, que não satisfaz o ego, suas vontades, desejos e paixões individualistas.

Mas isso é viver preso a materialidade, preso as satisfações pessoais. É egoísmo puro. Portanto, o espírito iludido pelo ego sente prazer ao ser satisfeito e desprazer ao ser insatisfeito. Ele pensa que a vida deve servi-lo sempre, dando o que ele quer, deseja, acha ‘certo’ e ‘bom’. E quando não consegue isso, sente-se mal, injustiçado, vítima de um mundo cruel e totalmente injusto. Completamente iludido pelo ego, o espírito humanizado não aceita passar pelos acontecimentos ‘negativos’ da encarnação, resiste, ‘bate o pé’, ‘emburra a cara’, xinga Deus e o mundo, sofre, se opõe ao agora, vive no ‘inferno’ da vida.

Quando o espírito faz sua ‘reforma íntima’, libertando-se das verdades individualistas do ego que definem o que é ‘bom’ e ‘mau’, ‘certo’ e ‘errado’, ‘positivo’ e ‘negativo’, ‘justo’ e ‘injusto’, ele então encontra a felicidade incondicional, a paz e a harmonia. Ele compreende que as vicissitudes da vida, os desafios, problemas, dificuldades, são na verdade meios indispensáveis para que ele consiga se elevar espiritualmente. Ele entende que aquele que antes chamava de ‘inimigo’ é na verdade o seu melhor amigo, aquele que mostra onde ele está se apegando quando tenta impor motivos para amar os outros e condições para ser feliz. Ele entende que é diante das notícias ‘ruins’ da vida que ele tem a oportunidade de abandonar o medo, exercendo a sua fé e confiança em Deus, no Universo. Ele compreende que só pode exercer o perdão quando alguém age de forma contrária ao que ele deseja, lhe criticando, xingando, ofendendo, manipulando, roubando, magoando, traindo ou ferindo. Ele entende que não pode ter apenas “bonzinhos” no Planeta, caso contrário não teria meios de praticar o amor incondicional diante daqueles que a humanidade julga e condena como ‘malvados’, ‘monstros’, ‘criminosos’, ‘pecadores’, etc. Ele entende que os espíritos são atores que representam papéis fictícios durante a encarnação. Ele compreende que todos os atos dos personagens que aparentemente soam como ‘ruins’, ‘errados’, ‘maus’ e ‘injustos’ são na verdade oportunidades indispensáveis de adquirir maior compreensão do Universo e assim propiciar a elevação espiritual a todos os espíritos que vivenciam estes acontecimentos ilusórios. Ele entende que tudo o que ocorre na encarnação é perfeito, pois é a justiça de Deus em plena ação, é o Universo ‘dando a cada um segundo as suas obras’, é ‘cada um colhendo o que plantou anteriormente’, como forma de dar a oportunidade para que todos possam adquirir maior compreensão do Universo e assim evoluir. Ele não mais sente-se culpado por nada que faça ou deixe de fazer na encarnação, e muito menos culpa os outros por fazer algo ‘contra’ ele ou a humanidade. Ele vê todos os atos dos espíritos como a ação de Deus, seu amor incondicional que apenas dá a cada um o que necessitam para alcançarem a elevação espiritual.

Enfim, ele compreenderá que o ‘bom’ para a humanidade, ou seja, o querer somente que aconteça aquilo que satisfaça o próprio ego é na verdade o ‘mau’ para o espírito, pois cria estagnação espiritual, um aprisionamento às paixões, vícios, posses e desejos humanos. Portanto, o espírito ao fazer a sua ‘reforma íntima’, desapegando-se completamente das verdades do ego, notará que houve uma radical mudança consciencial dos pólos ‘bom’ e ‘mau’. Posso garantir que depois disso ele nunca mais será o mesmo.

Coisas que aprendi com meu cachorro

March 16, 2009 by admin  
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Semanas atrás, durante a madrugada, tive vontade de ir até o pátio da minha casa para respirar um ar fresco e observar as estrelas. Enquanto fazia isso, escutei o ronco do meu cachorro que dormia profundamente em sua casinha. Fui até lá e tive a interessante ideia de passar a mão em seu focinho, até que ele acordou repentinamente e, talvez não sabendo bem o que estava se passando, me deu uma mordida violenta. Por sorte eu puxei a mão na hora e o estrago foi pouco. Levando em conta que meu cachorro é da raça Rottweiler e tem três anos, você deve imaginar que tive muita sorte ou que perder a mão não estava escrito no livro da vida desta encarnação.

Enquanto eu observava os hematomas na minha mão, algo aconteceu, meu cachorro começou a me fazer carinho, como se nada tivesse acontecido poucos segundos antes. Foi então que eu percebi que meu cachorro é um ser iluminado! Ele não se culpou pela mordida e nem me culpou por tê-lo importunado enquanto dormia tranqüilamente. E então eu percebi algo profundo: MEU CACHORRO SÓ VIVE NO AGORA! Ele vive segundo por segundo e jamais trás o segundo anterior para o presente e nem perde o segundo atual projetando um provável futuro.

Meu cachorro está Universalizado e ele tem plena noção disso. Enquanto que nós, espíritos humanizados, raramente vivemos no presente, no agora, pois estamos constantemente trazendo o passado para o presente ou projetando o futuro enquanto deveríamos estar vivendo o agora.

Quantas vezes fazemos algo e sofremos porque nos sentimos culpados por ferir alguém? Quantas vezes as pessoas fazem algo conosco e sofremos porque achamos que elas queriam nos ferir? Quantas vezes temos medo de ferir alguém? Quantas vezes temos medo que alguém possa nos ferir?

Meu cachorro provavelmente conhece a lei do carma, ou seja, a justa reação a uma ação sentimental anterior. Ele deve saber que no Universo nada ocorre por acaso, e que ninguém pode ferir ninguém, a não ser se o espírito se sentir ferido. Por isso ele não está nem aí se eu gostei ou não da mordida. Naquele segundo a função dele no Universo era me morder. No segundo posterior era me dar carinho. Agora, se eu me sentir ferido ou não, o problema não é dele, mas meu. Ele apenas fez o que tinha que fazer para manter o equilíbrio do Universo.

Que tal levarmos isso para nossas vidas? Quando você se sentir culpado por algum ato, pense que naquele momento a sua função no Universo era participar daquele ato, ser um agente carmático do outro. Não sofra com o ato, pois todo ato é neutro, ele jamais pode ferir um espírito ou o próprio Universo. O que vai determinar se um espírito vai ou não se sentir ferido com o seu ato é como ele vai se relacionar sentimentalmente com aquele ato. Lembre-se: viver não é uma atividade física, mas sentimental.

E não esqueça, se isso serve para você não se sentir culpado por nada que faça ou deixe de fazer aos outros, isso também tem que servir para que você não culpe ninguém por ter lhe feito algo que você julgou como ‘errado’, ‘mau’ e ‘injusto’. Novamente, não seja um espiritualista ‘de araque’, aquele que vê Deus nas coisas que faz, mas o diabo nas coisas que os outros fazem ‘contra’ ele. Se você sempre está dando ao outro o que ele precisa receber como oportunidade de elevação espiritual, o outro também vai estar sempre lhe dando o que você necessita receber para elevar-se. Esta é a interdependência das coisas: espíritos vivenciando estorinhas ilusórias em comum onde só se sente ferido quem leva a sério demais este teatrinho e troca os pés pelas mãos, onde o ator se acha o próprio personagem. Nunca esqueça que o sofrimento é livre-arbítrio de cada um, assim como a felicidade. E isso independe de qualquer ato ou acontecimento.

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