Conhece a ti mesmo – primeiro dia
O estudo destes três dias será sobre o ego. Iremos conversar sobre este elemento da vida material, mas não chamaremos este conjunto de palestras de ‘estudo do ego’.
Isto porque quando falamos em conhecer o ego, temos que ter em mente que estudar o ego é falar sobre si mesmo, que conhecer o ego é se auto conhecer.
Como nós iremos definir depois, o ego é o que você é hoje. O ego é aquilo que você se considera hoje. Portanto, este estudo, apesar de falar do ego, se chamará “Conhece a ti mesmo”, porque, como disse anteriormente, se você é o ego, conhecer o ego é trabalhar o auto conhecimento, trabalhar o conhecer-se.
Sendo assim, as palavras que serão ditas durantes estes três dias têm o objetivo de levá-lo a conhecer você mesmo. Este é o primeiro aspecto da introdução a este estudo, mas existe um segundo que é o objetivo pelo qual se vai estudar o ego.
Existem muitos estudos sobre o ego, muitas abordagens no estudo sobre o ego, mas aqueles que o fazem como ciência ou cultura não compreendem que estão vivendo apenas ilusões e não saber, porque toda ciência e cultura estão contidas no ego.
Eu diria que não pode existir um ‘doutor’ em ego que tenha ego, pois senão ele estaria iludido pelo ego e não estaria vivendo realidades. Para poder se compreender perfeitamente o ego e sua atuação seria necessário que o ser estivesse desligado deste elemento, mas isto não é possível no ‘mundo carnal’.
Então, o objetivo para o qual vamos abordar o tema ego não será composto por um estudo científico e nem objetivará, apesar de passar por isto, definir-se cientificamente o ego. Objetivaremos sim, com este estudo, entender aquilo que comumente se chama “reforma íntima” ou reforma do seu relacionamento com o ego.
Desta forma, quando estivermos analisando algum aspecto do ego, sempre usaremos aquilo que compreendermos não apenas como cultura, mas como ferramenta para a reforma íntima através da “luta” contra o ego.
Serão, portanto, estes dois aspectos que nortearão nossas conversas neste trabalho. Primeiro elas deverão trazer como resultado o conhecimento sobre si mesmo e em segundo lugar buscarão trazer, através deste auto conhecimento, instrumentos para a elevação espiritual, para a reforma íntima.
Comecemos definindo o ego.
“Ego é uma personalidade transitória à qual o espírito se liga durante um determinado ‘espaço de tempo’ na sua existência espiritual”.
Esta é uma definição padrão de ego que estamos usando apenas para podermos direcionar nosso trabalho. Muitos elementos da definição podem sugerir a vocês a ilusão de saber o que quer dizer, mas na realidade estamos apenas tentando dar uma idéia do que seja o ego, já que a descrição perfeita deste elemento universal é incompreensível aos seres humanizados por falta de conhecimentos prévios.
Antes de avançarmos no estudo do ego propriamente precisamos, ainda, definir o termo personalidade para não confundi-lo com as demais definições existentes.
“Personalidade é um conjunto de crenças que formam a consciência de um espírito”. Como consciência, entendemos o conjunto de informações ou memória que o espírito vivencia.
O ego, portanto, como conjunto de personalidades pode ser entendido como um “conjunto de crenças” à qual o espírito se liga durante determinado ‘espaço de tempo’ de sua existência eterna.
Dizemos que o espírito se liga porque ele possui uma outra personalidade ou conjunto de crenças que chamaremos de ‘personalidade espiritual’. Ou seja, o espírito possui um conjunto de crenças próprias, que é próprio seu, que existe no espírito independente da ação do ego.
Este conjunto de crenças ou personalidade espiritual é que determina a Realidade do espírito e não o temporário. Usamos o termo ‘realidade’ no sentido da elevação espiritual, ou seja, o que determina o que é conhecido como ‘grau de evolução do espírito’.
O espírito por si possui as suas crenças e elas não são as mesmas do ego. Quando o espírito está ligado ao ego esta personalidade espiritual é ‘desligada’ e o espírito ‘vive’ pelas crenças do ego e não pelas suas próprias.
Podemos então afirmar a partir disso que o ‘espírito encarnado’ é o ser universal que possui crenças espirituais, mas crenças estas que não estão acessíveis por causa da ligação com o ego.
Já aqui desfazemos um ‘mito’ ou uma compreensão ilusória que a humanidade possui. Espírito encarnado não é aquele que está ligado a uma carne, mas sim aquele que vivencia a realidade ditada pelo ego, personalidade transitória. Espírito encarnado é o ser universal que vive a partir de crenças temporárias ao invés de utilizar as suas próprias e não aquele que está ‘vivo’.
Não sei se me fiz compreender. Esta parte é complicada porque é um início e alguns elementos ainda são desconhecidos de vocês, mas é preciso que algumas idéias fiquem claras.
Primeira: assim como o ego é uma personalidade temporária, o espírito possui a sua personalidade fixa ou eterna. Segunda: esta personalidade fixa ou eterna é a mesma coisa de um ego, só que ela é formada por crenças diferenciadas.
Este é o início do estudo ego: saber que ele é um conjunto de crenças, mas que ao mesmo tempo o espírito possui outro conjunto diferente daquele existente no ego.
Participante: Eu gostaria de entender melhor estas outras crenças que o espírito possui. Como ele as adquiriu?
Vou lhe explicar, mas antes me deixe alertar algo: a formação das crenças do ego é diferente das do espírito. Depois vamos falar como as crenças do ego passam a existir, mas, por hora, saiba que as da personalidade espiritual são formadas ao longo da existência espiritual.
Participante: De encarnação em encarnação?
Eu não vou falar em encarnação porque vocês ligariam esta informação à carne. Estou falando de aprendizado espiritual.
Como já estudamos, o espírito possui dois campos de evolução: o técnico e o moral. No primeiro estágio ele ‘viverá’, por exemplo, ao lado do átomo de uma pedra. Quando estiver fazendo isso ‘aprenderá’ algo. Este conhecimento adquirido é uma crença que ficará guardada na memória ou na personalidade do espírito.
Quando ele sai do mundo mineral e começa a vivenciar o aquático, adquire novos conhecimentos, formando, assim, novas crenças. Ao longo de todo o período de evolução que chamamos de técnico o espírito irá adquirindo conhecimentos e eles se transformarão em crenças que comporão a personalidade espiritual.
Depois disso ele entra no estágio de evolução moral e novos aprendizados vão surgir e novas crenças serão formadas. Neste estágio, por exemplo vocês que estão saindo do ‘mundo de provas e expiações’ estão adquirindo novas crenças que passarão a compor as suas personalidades espirituais. Quando completarem o próximo ciclo idem.
Assim caminha a formação da consciência espiritual durante toda a eternidade.
Participante: Quando o senhor diz crenças, fala em materiais e espirituais ou só uma ou outra?
Só espirituais. Na consciência do espírito não existem crenças materiais, porque, como veremos, a matéria só pertence ao ser humanizado e não pertence ao espírito.
Participante: Acima do ego, entre ele e a consciência do espírito, existe outra personalidade?
Não. Para poder lhe responder melhor, vamos adiantar um pouco o assunto, mas depois voltamos.
Você está vivendo um ego humanizado, um ego programado para viver no planeta Terra, no ‘mundo de provas e expiações’. No próximo ciclo ou sentido de encarnação você se unirá a outro ego.
Este novo ego será diferente do atual, pois será programado para se viver o ‘mundo de regeneração’. Quando isto acontecer o ego atual, de provas e expiações não mais existirá. Ou seja, sempre haverá uma consciência espiritual e um só ego.
Todos os egos são inferiores à personalidade espiritual e ela é a realidade, é aquilo que o espírito é, por isso não há outra acima dele. Poderíamos considerar que houvesse uma personalidade universal que é Deus, entendido como conjunto do ‘todo’, formado pelo ‘todo’, mas isso é outra história. Além do que, ela não chega a ser propriamente uma personalidade.
Voltando à nossa conversa, até aqui definimos o ego, falamos das personalidades que existem e também da sua temporalidade. Dentro da definição que demos anteriormente para ego podemos, agora, falar da ligação do espírito às suas personalidades.
A ligação do espírito com uma personalidade cria uma identidade. Cada vez que o espírito se liga a uma personalidade, seja ela um ego (personalidade temporária) ou à sua personalidade espiritual, o espírito adquire uma identidade. Vamos entender isso.
Identidade é aquilo que você acha que é, o que o identifica. Hoje você está ligado a um ego que está rotulado com determinado nome. Por exemplo uma pessoa que se chama Márcia.
Márcia não existe. Na realidade é um espírito que está ligado a um ego rotulado como Márcia. Devido a esta ‘ligação’ o espírito se auto identifica como Márcia.
A identidade Márcia foi criada na ligação do espírito com este ego e o espírito passou, então a identificar-se como Márcia. Assumir esta identidade é, então, o que caracteriza a ligação de um espírito com um ego ou com uma personalidade.
Fica difícil explicar de outra forma para vocês o que é esta ‘ligação’. Muitos se arriscariam em falar em fios energéticos, em energia, fluído cósmico universal, que ligaria o ego ao espírito, mas tudo isto seria simbólico. Como disse anteriormente, apesar de termos que nos aproximar da ciência, não nos fixaremos no conhecimento científico.
O que é preciso realmente compreender para o objetivo de criar instrumentos de elevação espiritual é que a fusão do espírito com uma personalidade cria uma identidade. E que quando esta identidade é temporária ela é falsa e quando surge da personalidade espiritual é real.
Participante: A personalidade a qual eu me liguei para vivenciar uma encarnação já existia antes de eu me ligar a ela?
Não, nós chegaremos lá, mas por enquanto lhe respondo que essa personalidade só existe a partir do momento que você a constrói. Portanto, é posterior a você.
Participante: O ego humano é independente do espírito? Ele possui uma consciência própria?
Nós vamos chegar a isso também, mas para não lhe deixar sem resposta agora afirmo que, se definimos ‘consciência’ como um conjunto de crenças, o ego tem uma consciência própria, ou seja, crenças próprias. Mas, no tocante a ter vida própria já chegaremos neste aspecto.
Quero falar agora um pouco sobre as crenças que citamos. O que são as crenças que estão embutidas no ego e na personalidade espiritual do espírito?
Para tornar compreensível à vocês vou falar por meio de figuras. Não é exatamente isso, mas utilizando alguns exemplos conhecidos no planeta podemos nos aproximar um pouco da Realidade.
Não sei vocês conhecem programação de computador, sabem como é feito um programa de computador. Mas, mesmo quem não conhece a fundo o assunto, sabe que um programa de um computador é uma série de comandos que reagem a uma ordem.
Exemplificando. Se você apertar a tecla ‘a’ no teclado do seu computador, essa letra aparecerá no visor. Mas para que ela apareça lá é necessário que um programa a crie. Para isso ele terá que conter o seguinte comando: se a tecla ‘a’ for apertada, desenhe no visor a letra ‘a’. Sem isso, você pode apertar quantas vezes quiser a tecla que nada surgirá.
O conjunto de crenças do qual o ego é composto é idêntico. Ele diz: se houver um determinado impulso, utilize a crença ‘x;’ se o impulso for outro, utilize a crença ‘y’, se o impulso for outro ainda, utilize a crença ‘z’.
Este é o funcionamento do ego. Na realidade ele é um ‘programa’ que transforma um impulso, uma ordem, numa determinada verdade ou realidade de acordo com crenças pré-estabelecidas. O ego não é um ser, um espírito, não tem vida própria. Ele é uma série de informações que serão ativadas a partir de determinados comandos.
Isto é o conjunto de crenças ao qual eu me referi que compõe o ego ou a personalidade que o espírito se liga temporariamente. No entanto, este mesmo critério pode ser aplicado à personalidade do espírito.
Digo isto porque este procedimento (reagir a comandos criando realidades pré-fabricadas) é o fundamento daquilo que vocês chamam de raciocínio. O raciocínio, em qualquer nível, é exatamente isso: um impulso que ativa uma determinada compreensão para o espírito.
Portanto, não importa se estamos falando de ego ou de personalidade espiritual do espírito, a função da personalidade é exatamente esta: a criação de compreensões que se transformem numa realidade para o espírito.
Creio que agora ficou claro o que é que é o ego. Podemos, então, começar a falar um pouco mais da personalidade transitória à qual o espírito se liga para configurar o que é chamado de encarnação.
O ego, ou personalidade transitória, é criada pelo espírito antes da encarnação. Ou seja, o conjunto de comandos que criarão realidades durante a encarnação para o espírito vivenciar é obra e fruto deste mesmo espírito quando de posse da sua consciência espiritual.
Podemos afirmar, então, que o espírito, de posse da sua consciência, ou seja, dentro do seu saber espiritual, escolhe códigos que serão acionados para criar determinadas realidades que ele ‘vivenciará’ durante a encarnação.
Vamos dar um exemplo. A realidade de ser agredido, você ou qualquer outro, é uma informação que o ego dá. O fato de você ou alguém ter sido agredido nada mais é do que uma visão que você programou para o seu ego criar em determinadas circunstâncias.
Perguntaram-me agora pouco se o ego existia antes da encarnação: a resposta está aí. Não, o ego só passa a existir do momento que o espírito o cria, assim como o programa do computador só passa a existir depois que alguém o escreve.
Desta forma, o conhecimento do ego quanto à sua temporalidade é que o conjunto de comandos que criarão realidades foi escrito por você espírito antes da encarnação. Além disso, é preciso compreender que quando você o escreveu estava de posse da sua consciência espiritual.
Há exceções neste aspecto. É o caso onde o espírito não consegue reassumir a sua identidade espiritual e já tem que, por determinação de Deus, iniciar uma nova encarnação. Se ele estiver nesta condição terá que reencarnar, mas não poderá programar o seu próximo ego.
Neste caso, o ego ou o criador de realidades é escrito por um mentor deste espírito. Por alguém a quem o espírito, ainda de posse da sua consciência espiritual, nomeou como seu ‘tutor’ enquanto ele não recobrasse a sua consciência real.
Esta é uma exceção à regra. No momento em que falamos que o espírito escreve o seu ego, para não fugirmos à Realidade, é preciso também citar que há exceções nesta regra. Fazemos isso como fidelidade à Verdade, mas vocês não devem se prender a isso.
Como disse é uma exceção e casos semelhantes a este, pouco representam em quantidade de espíritos hoje encarnados. Portanto, trabalhemos apenas com a regra e não nos prendamos a exceções.
Participante: Significa que eu escrevi ser teimosa?
Significa que você escreveu comandos no seu ego para criar realidades que contrarie seu desejo. Quanto ao ‘ser teimosa’, já chegaremos lá.
Respondo-lhe, por agora, que você criou desejos, um comando para interpretar que foi ‘atacada’ nos seus desejos e um outro para vivenciar a reação.
Por que não abordei na resposta o tema ‘teimosia’? Porque falei até agora de ‘compreensões racionais’. O que chamo de compreensão que o ego cria é aquilo que vocês conhecem como razão, racional.
Tudo aquilo que para vocês é racional, ou seja, é compreensível por uma razão, fruto de um raciocínio, é criado pelo ego.
É uma realidade temporária e ilusória. Uma realidade que surge apenas por causa do seu comando para criar para si aquela realidade e não que seja ‘verdade’ ou esteja realmente existindo.
Isto precisa ficar bem claro quando se fala de auto conhecimento. Tudo aquilo que você compreende no mundo, não é real, lógico, racional, mas uma realidade que você comandou para que fosse criada enquanto estivesse ligado àquele ego.
Mas, dentro do conjunto de crenças do ego não existe só a parte racional, ou seja, a parte das idéias, do conhecimento através de imagens e formas, mas também existem as ‘crenças emocionais’. Vamos falar disso.
A personalidade, ou ego, é formada pelas idéias e pelas emoções ou sensações. No ego existe um conjunto de realidades lógicas, racionais, mas também existe um conjunto de emoções ou sensações pré-determinadas pelo espírito. Da mesma forma que a razão, que já falamos, este conjunto de emoções está subordinado à programação do ego e cada uma delas será usada quando determinado comando for ativado.
Vou dar um exemplo. Você vê uma barata e sente medo, nojo ou horror. Mas este nojo, horror e medo não são reais: são reações pré-programadas do ego para lhe criar um estado emocional que você viverá como realidade. Sendo assim, podemos afirmar que o ego lhe cria uma realidade racional, idéia, pensamento, mas também lhe cria realidades emocionais.
Um outro aspecto importante que precisamos compreender é que a realidade emocional que o ego cria está sempre ligada à razão ou a compreensão racional.
No caso da barata, a compreensão racional, ou seja, o pensamento, será de que a barata é suja, nojenta. Ao mesmo tempo em que o ego lhe joga essa racionalidade, ele também lhe dá a sensação do nojo, do medo e do horror.
O ego jamais lhe dará uma razão com emoção diferenciada. Ou seja, ele jamais lhe fará crer racionalmente que a barata é nojenta e lhe dará uma sensação de calma e paz.
E você, espírito, que só vive aquilo que o ego propõe como realidade, acha que você acredita e está sentindo o que o ego está propondo, ou seja, se deixar ser comandado pelo ego e não consegue sentir-se de forma diferente, mesmo que racionalmente quisesse.
É isso que estamos falando que é se ligar temporariamente a uma personalidade ou conjunto de crenças: vivenciar obrigatoriamente as proposições racionais e emotivas que o ego dá como verdade, realidade, sem condições de fugir delas.
Agora fica muito mais fácil e muito mais claro compreender o que é ego. E, como eu disse no início, de se entender que o ego é você,. Isto porque você só conhece, compreende e sente o que o ego quer que você compreenda, entenda e sinta.
Mas, tudo que você conhece compreende e sente isso não existe: tudo foi gerado a partir de um programa que foi escrito para reagir desta forma, pelo próprio espírito antes da encarnação.
Podemos então avançar no nosso estudo. Por que o espírito cria tudo isso? Por que o espírito cria uma ilusão, uma não verdade, algo transitório para vivenciar quando ele já possui na sua personalidade espiritual o Real e o Verdadeiro e pode vivê-lo?
Para comprovar a si mesmo aquilo que aprendeu quando na ‘erraticidade’, ou seja, quando ligado à sua consciência espiritual. Vamos entender isso melhor.
Segundo ‘O Livro dos Espíritos’ quando na erraticidade o espírito de posse da sua consciência espiritual se prepara estudando para sua futura ligação com o ego ou encarnação. Este preparo, ainda segundo ‘O Livro dos Espíritos’, se consiste em observar como lida o espírito humanizado (ligado ao ego) no seu relacionamento com as realidades criadas pelo ego.
Ou seja, os espíritos na erraticidade estão observando neste momento como vocês estão se relacionando com o ego ao qual estão agora ligados. Durante esta observação o espírito sabe a diferença entre o que está sendo criado e a Realidade por que está de posse da sua consciência espiritual que não cria as mesmas ilusões do ego.
Como eu disse anteriormente, hoje, você vendo uma barata, vivenciará o raciocínio, a parte racional que lhe diz que a barata é nojenta e o nojo e o asco pela barata como real. Quando na erraticidade o espírito não vivenciará isso. Ele não verá a barata e nem será bombardeado por esta compreensão racional e emocional. Por isso eu disse que o espírito na erraticidade vê o que é Real e não o que é ilusório.
Não quero neste momento entrar no assunto da Realidade. Posteriormente falaremos no que é Real, no que está acontecendo verdadeiramente. Mas, por enquanto, você precisa compreender que vive uma realidade ilusória, não Real, e quando na erraticidade os espíritos têm consciência de que aqueles que estão encarnados, ou ligados ao ego, são como crianças iludidas por aquilo que lhe dizem.
Depois de determinado tempo de observação o espírito programa, então, o seu ego para provar a si mesmo que será mais forte do que esta ilusão, ou seja, não acreditará nela, não a vivenciará como Realidade.
Participante: Quando você fala que o espírito na erraticidade não está vendo as coisas como quando ligado ao ego se refere ao espírito livre do processo reencarnatório?
Não, falo de espíritos ainda presos ao ‘processo reencarnatório’.
Participante: Mas como, então ele vê sem o ego se ainda está com o ego?
Você está fazendo confusão entre ‘processo reencarnatório’ e ‘encarnação’.
A encarnação é a ligação com um ego; o processo reencarnatório é a obrigação de ter que criar ainda novas personalidades para vivenciar um dia.
Desta forma um espírito pode ainda estar preso a um ‘processo reencarnatório’, mas no espaço de tempo entre um ego e outro, uma personalidade e outra, consegue acessar à sua consciência espiritual.
Participante: Então, o espírito quando não está encarnado não está ligado ao ego?
Já definimos anteriormente encarnação como ligação ao ego e não como ligação a um corpo físico.
Todo espírito encarnado está aprisionado à personalidade com que viveu ou vive a vida ‘carnal’. Mas isto não quer dizer que ele esteja liberto da carne, do corpo. Ele pode permanecer ligado ao ego, ou seja, vivenciando as realidades a partir do comando do ego, e não estar mais ligado ao corpo físico.
Você está partindo do pressuposto que encarnação é ligar-se a um corpo, a uma massa carnal, mas isso não é real. Na Realidade a encarnação é ditada pela ligação a uma personalidade temporária que é caracterizada pelo ego.
Enquanto o espírito viver guiado pelo ego estará ainda na mesma encarnação, não importando se está preso ou não ao corpo.
Participante: E quando você fala em espírito na erraticidade, a que quer se referir? Não entendi a relação do espírito na erraticidade estar observando ele mesmo com o ego.
Não falei em ele observar a si mesmo com o ego, mas a observar outros espíritos que estejam vivendo aprisionados à identidades geradas pelo ego.
Quanto a definir espírito na erraticidade vou conceituá-lo agora, mas só posteriormente falaremos mais sobre o assunto.
Existem espíritos em dois níveis no Universo: aqueles que estão na ‘materialidade’, seja de que planeta for, e os que estão na ‘erraticidade’.
O espírito que está na materialidade é aquele que vive a ilusão que o ego propõe como realidade. Espírito na erraticidade é aquele que está desligado da materialidade, ou seja, aquele que está desligado das realidades que o ego cria.
Este conhecimento nos leva a compreender que erraticidade não é um lugar, um ’espaço’ do Universo, mas um ‘estado’ no qual o espírito está vivendo com a sua personalidade espiritual. Da mesma forma, a ‘materialidade’ ou encarnação de um espírito também não gera um lugar específico, mas se trata do ‘estado’ do espírito que está vivendo um mundo, realidades, criadas por egos, não importando a que matéria se refira.
Vamos continuar. Pergunto: a partir do que o espírito cria o seu programa (ego) que irá fazê-lo vivenciar ilusões como realidade? A partir do seu estágio de evolução espiritual. Vamos compreender isso.
Anteriormente disse que a personalidade espiritual é fixa, mas não declarei que ela é imutável. A personalidade ou conjunto de crenças do espírito que não é iludida pelo ego se forma através da eternidade. Vou dar um exemplo.
Existem espíritos na erraticidade, libertos da ação de egos, que na sua consciência espiritual acreditam no ‘bem’ e no ‘mal’, no ‘certo’ e no ‘errado’, no ‘bonito’ e ‘feio’. Eles crêem nestes dualismos, que são características ilusórias ditadas pelo ego, mesmo ligados à sua consciência espiritual.
Quando na etapa de estudos que já citei, estes espíritos compreendem que estes conceitos são ilusórios ao observar a Realidade do Universo. Verificam, ainda, que eles ainda possuem tais ilusões na sua consciência espiritual e compreendem que precisam se libertar delas para poder avançar em direção a Deus.
Ou seja, compreendem que acreditar em parâmetros que dividam o que é uno não comunga com a Realidade. Compreendem que esta forma de ‘ver’ o mundo não é espiritual e aí sentirão a necessidade de trabalhar para se libertar do dualismo. Como? Criando esta mesma ‘verdade’ no ego.
Colocam as mesmas verdades gênero de suas provas no futuro ego para que ele crie realidades para que agora, cônscio de que estas compreensões não são dignas daquele que vive com Deus, libertarem-se da ação do ego.
Portanto, o que motiva o espírito a criar um conjunto de informações, programa que irá gerenciar realidades durante a encarnação, é a sua consciência sobre a sua personalidade espiritual. Vou dar um exemplo mais prático para facilitar a compreensão.
Um ego que seja vivenciado por um espírito e que contenha comandos para criação de racionalidades e emoções de ciúme, é um ego que foi projetado por um espírito que ainda possui na sua consciência espiritual posse, já que o ciúme nasce do desejo de possuir.
Desta forma, apesar de ser transitório, o ego é um reflexo do atual estágio da consciência espiritual do espírito. Não um reflexo perfeito porque o espírito não alimenta o seu ego com todas as suas ‘imperfeições’, mas parte delas.
Conhecendo esta Realidade do Universo podemos afirmar que uma ‘pessoa’ (espírito ligado a um ego) que tenha desejos de posse simboliza que o espírito ainda possui este desejo. Simboliza, ainda, que com a vitória sobre o ego (não acreditar no desejo de posse que ele incitará) o espírito conseguirá retirar de sua personalidade espiritual este mesmo desejo.
Volto a repetir. Está sendo muito difícil falar tudo isso porque muitas vezes faltam palavras para explicar, mas o sentido é esse. Se você está ligado ao ego e ele possui uma determinada característica, esta também existe na sua personalidade espiritual e você precisa vencê-la durante a carne para eliminá-la por completo de lá.
Um detalhe. Como também já afirmei antes, existem exceções em algumas regras no mundo espiritual. Aqui está um exemplo.
Existem egos que não refletem os valores da consciência espiritual do espírito. Trata-se dos chamados ‘egos missionários’, ou seja daqueles egos que são projetados por espíritos para vivenciarem determinadas missões ou papéis na ilusão da vida carnal. Neste caso, o espírito não possui aquelas características, mas como o papel a desempenhar pede que elas existam, o espírito as inclui no ego e as vivencia.
Agora, isso são exceções e não regra. Vamos ficar com a regra que é mais vinculada às encarnações da grande maioria dos espíritos. Ela diz: aquilo que você vivencia hoje está presente na sua consciência espiritual.
Vamos, então continuar definindo o ego e o entendendo, já que este é o assunto deste primeiro dia de palestras. Vamos agora para uma parte muito delicada e gostaria que vocês prestassem muita atenção.
Ao conjunto de realidades formadas pela compreensão racional e pela emocional chamo de ‘mundo interior’. É o seu mundo interno, o seu ‘eu’ interior, a sua ‘vida’ interior.
No entanto, este mundo não surge do nada. Precisa haver algo que faça surgir estas realidades ilusórias dentro de você. Ao elemento que cria a oportunidade para o ego fazer você vivenciar o seu ‘mundo interior’ chamo de ‘mundo exterior’. Vamos compreender estes dois conceitos com um exemplo prático como sempre fazemos.
A criação de uma ilusória verdade racional de que você foi agredido fisicamente e a também ilusória sensação de se sentir humilhado faz parte do seu ‘mundo interior’. No entanto, esta falsa realidade só surge quando no ‘mundo exterior’ é detectada a movimentação de uma mão encontrando com o rosto.
Existe, portanto, um ‘mundo exterior’ onde uma mão se movimenta e se encontra com uma face e existe o ‘mundo interior’ onde esta movimentação ganha na razão e na emoção o valor de agressão, humilhação e sofrimento.
No mundo exterior não há agressão; há a movimentação de uma mão encontrando-se com o rosto. Só o mundo interior vivenciou racional e emocionalmente a agressão.
Participante: Foi o ego que nomeou como agressão?
Foi o ego que nomeou pela razão e pela emoção aquele ato externo como agressão e lhe deu a sensação de sentir-se agredida.
A ‘agressão’, portanto, não está na intenção do outro, mas é uma criação do seu ego, é um mundo interno. Ela não existe fora de você, mas acontece apenas dentro do seu ‘interior’.
Agora, esta compreensão não é válida em apenas alguns casos, em algumas movimentações, mas vale para qualquer coisa. É válida para qualquer compreensão que você tenha sobre as movimentações do mundo externo das quais participa, sejam elas racionais ou emotivas. Todas as ‘movimentações, ou atos, em si não possuem o valor que você dá, pois ele foi criado pelo ego.
Não há compreensão humana que seja real, que esteja realmente acontecendo. Toda compreensão é uma interpretação que o ego faz seguindo o comando que você mesmo fez.
Neste caso (agressão), você programou o seu ego para que se uma mão se encontrasse com o seu rosto sob determinadas circunstâncias aquilo deveria ser considerado como uma agressão. Por que fez isso?
Porque você, espírito, ainda tem vaidade, soberba ou outros sentimentos que envolvam o individualismo dentro da sua consciência espiritual e compreendeu a que a existência deles é incompatível com a espiritualidade que precisa vivenciar.
Acho que agora começa a ficar claro a funcionalidade do ego e sua operação. Mas, vamos complicar um pouco mais para poder compreender perfeitamente.
Ora, se a sua razão espiritual de existir na carne, ou seja, ligado àquele ego é passar por determinadas circunstâncias para que sejam criadas determinadas realidades ilusórias pelo ego, não seria justo que você ficasse dependente do ‘mundo’. Ou seja, que você ficasse dependente dos acontecimentos para que houvesse a criação da realidade ilusória que você precisa para sua elevação espiritual.
Portanto, além de você ter elaborado no ego o conjunto de comandos que cria a realidade ilusória no ‘mundo interno’, você programa as movimentações (atos) que perceberá. Dentro do exemplo que dei (agressão) afirmo que você, para se submeter a esta interpretação, também criou a necessidade da movimentação externa (‘mundo externo’) com o ato do tapa.
Ou dizendo mais claramente, você pediu para ser esbofeteado, antes da encarnação. Por que fez isso? Porque se você não pedisse para vivenciar este determinado ‘mundo externo’ de que adiantaria programar o seu ego com um comando para interpretar um tapa como agressão?
O ego, portanto, além de ser um conjunto de verdades, também é programado para vivenciar um conjunto de movimentações, ou atos, pré-determinados. Para isto é necessário que o seu ego criasse determinadas movimentações.
Não sei se estou conseguindo me fazer entender, mas o que quero dizer é que o seu ego criou a movimentação da mão do outro em direção à sua carne.
Participante: Como assim?
Vou explicar.
O ato, ou a atitude, para os seres humanizados é gerado por moto próprio, ou seja, por motivação própria, mas isso é uma ilusão. Quem lhe dá o tapa não está agindo desta forma porque ele quer dar, mas age dessa forma porque o ego dele foi programado para dar tapa.
O ego de quem precisa receber sabe que para a prova daquele espírito ele precisa receber o tapa. Juntando-se uma coisa à outra, o ego de quem tem que receber ‘pede’ ao universo a presença no mundo externo em determinado momento da ‘pessoa’ que tem que dar tapas.
Quando afirmo que o ego cria a movimentação não estou dizendo que ele criou o levantar do braço do outro, mas que criou a ‘oportunidade’ de haver o tapa conclamando alguém que tenha o ego que lhe faz dar tapa a se relacionar com você no momento pré-determinado para que o tapa aconteça.
Esta é a lei da interdependência das coisas que Buda ensina. Ela é ativada através de um pedido do seu ego, da sua programação anterior à encarnação.
Portanto, dizer que o ego criou o tapa não é afirmar que ele esbofeteou você, mas que conclamou o ‘tapeador’ e criou a situação (realidades ilusórias) para que o tapa acontecesse.
Participante: Esta conclamação é feita na programação de vida antes de encarnar?
Sim. Você programa o ego antes da encarnação para que em tal momento ele ‘conclame’ um ‘tapeador’, para que em determinado momento haja a percepção da movimentação da mão e também para que ele crie determinada interpretação para aquele ato.
Mas, preste atenção em um detalhe. Ainda não estou dizendo como o ego funciona.
Afirmo isso porque se o ego é só um programa, um conjunto de comandos, precisa que ‘alguém’ (um ser inteligente, que haja) ligue esses comandos, ative o funcionamento deste ou daquela ordenação. Vamos falar disso amanhã. Por enquanto só estamos falando de funcionamento e não explicando como ele funciona.
Participante: Existe a possibilidade de por um deslize fugir da programação ou mudá-la?
Jamais. Isto porque toda programação é operada por um operador e eu garanto que quem opera os comandos dos egos não comete deslizes. Vamos falar disso amanhã.
Participante: Mesmo porque se houver uma mudança isso mexerá com diversos outros egos programados na nossa interdependência de carmas, não?
Isto. Na verdade mexeria com o Universo inteiro porque todo ele é interdependente.
Participante: Como se fosse um quebra cabeças?
Exatamente.
Além do mais, se houvesse um deslize, se não acontecesse algo que deveria acontecer, não valeria a pena ter encarnado, pois você não teria feito a prova à qual se dispôs a fazer.
Participante: Quando se diz que uma pessoa deveria perder um braço e por merecimento ela perdeu só uma mão, isso também já estava pré-programado?
Sim. Este merecimento está no aprimoramento da consciência espiritual e não da vivência com o ego nesta vida. É um merecimento anterior à vida e não durante a vida.
Ainda falando de ‘mundo externo’, vamos nos aprofundar mais no invisível, naquilo que não é percebido pelos instrumentos de percepção (olhos, nariz, ouvido, língua e sensibilidades do corpo físico) do ser humanizado para poder compreender mais uma função do ego.
O que é uma mão? Uma formação de diversos elementos. O que são estes elementos (ossos, carne, gordura, sangue, músculos, nervos) que compõem a mão? Fluído cósmico universal.
Se você decompor uma mão achará diversos elementos. Decompondo-os mais ainda encontrará as células que formam estes elementos. Mas se as decompor achará o fluído cósmico universal.
Isto não é verdade para você porque os ‘olhos humanos’ não conseguem ‘ver’ este elemento universal, mas esta informação está disponível na pergunta 30 de ‘O Livro dos Espíritos’: ‘A matéria é formada de um só ou de muitos elementos? De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva’.
Então, o que é uma mão? Fluído cósmico universal. O que é um rosto? Fluído cósmico universal. O que existe no ‘espaço’ entre uma mão e um rosto? Fluído cósmico universal.
Como então, no mundo externo acontece a formação da mão e do rosto independente um do outro além da ilusão da movimentação da mão através do ar até chegar ao rosto? Obra do ego.
Vamos entender este último aspecto da criação do ego. Já estudamos a criação do ‘mundo interno’ feita pelo ego e agora precisamos estudar como o ego cria o ‘mundo externo’.
Para isto eu vou precisar entrar um pouco no conhecimento científico da Terra. A ciência humana diz que a imagem se forma no fundo da retina quando a luminosidade refletida por um corpo é captada pela visão. O princípio da criação pelo ego do ‘mundo externo’ é semelhante.
Quando determinada transformação de fluído cósmico universal é detectada pelo ego, em outra programação diferente da usada para a criação do ‘mundo interno’, existe uma codificação desta transformação que gera imagem, som, sabor, cheiro ou sensibilidade ilusória. Exemplifiquemos.
O que você vê como mão é uma transformação de fluído cósmico universal de determinada forma. Quando estes fluídos sensibilizam o ego (são ‘vistos’), e não posso explicar como porque vocês não têm condição de entender, através da programação deste ego ele cria a imagem de uma mão.
Você, que nem sabe da existência do ego acredita que está ‘vendo’ a mão, mas isto é uma ilusão, pois a figura de uma mão está sendo formada dentro da sua mente. Ela não pode ser ‘vista’ porque no ‘mundo externo’ não existe mão, mas transformação de fluído cósmico universal.
Sendo assim, tudo que existe e é percebido por você, seja através da visão, da audição, do paladar, olfato ou sensibilidades do corpo, não existe de verdade. Não existe como realidade: são figuras, imagens, criadas pelo ego quando sensibilizado por tais ou tais combinações do fluído cósmico universal.
Ou seja, o mundo que você vive não existe externamente a você, mas são criações do seu ego, sejam os elementos ou a movimentação destes. Não sei se ficou claro, mas é isso que é a Realidade.
Olhe para sua frente, ouça o som que estou falando, respire e perceba os cheiros ao seu redor. Nada disso é real, nada disso existe no mundo exterior, mas foram criados no eu ego, formatado pelo seu ego como resultado da ação de uma programação. Ou seja, realidade virtual.
Aquilo que você vivencia externamente é uma realidade virtual, aquilo que você compreende e vivencia internamente, racional e emotivamente, também é ilusório porque surge da do ego, não está acontecendo.
Sendo assim, você e toda a sua vida são ilusões..
Por isto, no início do trabalho de hoje disse: falar do ego é conhecer a si mesmo. E tudo o que você pode saber hoje, ou seja, afastado da sua personalidade espiritual, é que você e o mundo criado por você são ilusórios.
Este é o maior conhecimento que alguém pode ter sobre si: que tudo que ele é o que vivencia é irreal, ilusório, porque foi criado pelo ego através de uma pré-programação do espírito.
Aí vocês poderiam me perguntar: então existe um ego coletivo, um formador de imagens coletivas? Eu diria que um formador de imagens coletivas não, mas existem programações comuns a todos os espíritos que ‘vivem’ na ‘Terra’. Ou seja, existe uma programação coletiva para a criação do ‘mundo exterior’.
Todos que olharem para uma parede verão uma parede. Isto porque todos os egos com os quais os espíritos vivenciam a vida no orbe terrestre possuem para formação da imagem a mesma codificação.
Esta codificação não é válida para quem mora em Marte, Plutão, Netuno, na Lua ou em qualquer outro planeta, mas é válida para todos que vivem no orbe terrestres. Os egos aos quais os espíritos se ligam para ‘viverem’ em qualquer outro planeta possuem outra programação que codificam e criam imagens que você, ser humanizado, não é capaz de criar porque seu ego é um ‘ego terrestre’.
É por isso que o homem vai a lua e não vê nada a não ser aquilo que vê daqui: aquilo que possui decodificação através do seu ego.
Encerrando a conversa de hoje, então, afirmo que o ego é o formador da realidade com a qual o espírito ‘vive’, quer seja essa realidade formada por objetos ou por compreensões racionais e emocionais. Tudo criado pelo próprio espírito antes da encarnação para que ele comprove a si mesmo a vitória sobre determinados aspectos da sua consciência espiritual.
Este é o resumo do dia de hoje.


